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Considere um paciente, sexo masculino, 37 anos de idade, vítima de acidente de moto em via de alta velocidade, conduzido ao hospital por uma equipe do corpo de bombeiros. À admissão, apresentava-se inconsciente (abertura ocular ausente, resposta verbal ausente e movimento de descerebração como resposta motora), edema e hematoma na pálpebra direita, pupilas anisocóricas e com reatividade à luz diminuída e ferimentos contusos em face, tórax e membros inferiores. Sinais vitais: PA: 180 x 100 mmHg; FC: 55 bpm; FR: 8 vpm; Sat O2: 88%.
Sobre a avaliação inicial desse paciente na sala de emergência, assinale a alternativa incorreta.
O paciente apresenta um quadro de traumatismo cranioencefálico (TCE) grave por apresentar escore de 4 na escala de coma de Glasgow.
Edema e hematoma palpebral não são sinais clássicos de aumento da pressão intracraniana.
A elevação sustentada da pressão arterial e a bradicardia compõem a tríade de Cushing e indicam aumento da pressão intracraniana.
É conduta prioritária, na sala de emergência, a monitorização da pressão intracraniana e da pressão arterial invasiva para mensurar a pressão de perfusão cerebral com o intuito de reduzir a morbidade e mortalidade em paciente com trauma cranioencefálico moderado e grave.