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Segundo Viana (2011), o avanço de novas tecnologias no diagnóstico e na monitoração do paciente neurocrítico, cuidar de pacientes com distúrbios neurológicos é um grande desafio para a equipe de saúde. O entendimento da fisiopatologia e do tratamento das disfunções neurológicas determina os cuidados de enfermagem. Quanto à hipertensão intracraniana, é correto afirmar:
A pressão intracraniana (PIC) é determinada pelo equilíbrio entre os três componentes do volume intracraniano: parênquima cerebral, líquido cerebrospinal e sangue. O volume intracraniano é de 400 a 700 ml e gera uma pressão que varia de 5 a 10 mmHg em adultos.
A hipertensão intracraniana ocorre quando há aumento de um ou mais volumes intracranianos, ou seja, quando a pressão intracraniana (PIC) for maior do que 10 mmHg, gerando o aumento da pressão de perfusão cerebral (PPC) e do fluxo sanguíneo cerebral (FSC).
Na hipertensão intracraniana aguda, as manifestações clínicas podem ser alterações do nível de consciência (quadro de confusão, agitação, sonolência até o coma), tríade de Cushing (hipertensão arterial, bradicardia e alterações no padrão respiratório) e alterações pupilares.
O posicionamento do paciente com elevação da cabeceira do leito de 15 a 30 graus e posição neutra da cabeça, em pacientes hemodinamicamente estáveis, facilita o retorno venoso pelas veias jugulares, aumentado à pressão intracraniana.
É necessário manter o paciente com via aérea permeável; para isso, a aspiração traqueal deve ser realizada em até 20 segundos, com prévia hiperventilação e aumento da FiO2, avaliando o aumento da PIC durante o procedimento.