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A mudança no perfil demográfico e epidemiológico da população brasileira, acompanhada da elevação da expectativa de vida, calculada até 2060 em 81 anos, eleva a preocupação das autoridades em saúde pública quanto ao significativo aumento na ocorrência das doenças crônico-degenerativas. Essas doenças, muitas vezes, se associam com diferentes tipos de feridas crônicas.
Quanto a esse tipo de ferida, é CORRETO afirmar que
as úlceras crônicas ou complexas são decorrentes de doenças crônicas de evolução lenta, em consequência de complicações por diagnóstico tardio e/ou complicações relacionados ao mau controle dos fatores de risco e da doença de base.
as úlceras crônicas geralmente cicatrizam sem intervenções significativas da equipe de saúde, dependendo, única e exclusivamente, da condição de saúde do indivíduo acometido.
em relação ao conteúdo microbiano, as feridas crônicas são classificadas quanto à presença ou não de sujidades, sendo descritas como limpa, aquela ferida isenta de sujidade, e suja, aquela ferida que se apresenta com sujidade que se caracteriza por matéria orgânica ou não orgânica.
as feridas crônicas infectadas devem ser tratadas com agentes antimicrobianos locais, e, dentre eles, o mais indicado, considerando o custo-benefício, é o polivinilpirrolidona-iodo a 10%.
as feridas crônicas, em sua maioria, cicatrizam por primeira intenção, ou por fechamento primário retardado. Para esse último, a cavidade primária é fechada, e as paredes de tecido remanescentes são deixadas abertas para permitir livre drenagem da secreção purulenta e, dessa forma, possibilitar o processo de cicatrização.