Imagem de fundo

A expressão vigilância epidemiológica passou a ser aplicada...

A expressão vigilância epidemiológica passou a ser aplicada ao controle das doenças transmissíveis na década de 50 e define-se como “um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”.

Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.


A

Por propósito, a vigilância epidemiológica deve fornecer orientação técnica permanente para os profissionais de saúde que têm a responsabilidade de decidir sobre a execução de ações de controle de doenças e agravos, tornando disponíveis, para esse fim, informações atualizadas sobre a ocorrência dessas doenças e agravos, bem como dos fatores que a condicionam numa área geográfica ou população definida. Subsidiariamente, a vigilância epidemiológica constitui-se importante instrumento para o planejamento, organização e operacionalização dos serviços de saúde, bem como a normatização das atividades técnicas correlatas.


B

As competências de cada nível do sistema de saúde (municipal, estadual e federal) abarcam todo o espectro das funções de vigilância epidemiológica, porém com graus de especificidade variáveis. As ações executivas são inerentes ao nível municipal, e seu exercício exige conhecimento analítico da situação de saúde local, entretanto cabe aos níveis nacional e estadual conduzirem as ações de caráter estratégico, excluindo as ações de longo alcance.


C

Os dados demográficos não permitem quantificar grupos populacionais, com vistas à definição de denominadores para o cálculo de taxas. Dados sobre o número de habitantes, nascimentos e óbitos devem ser discriminados segundo características de sua distribuição por sexo, idade, situação do domicílio, escolaridade, ocupação, condições de saneamento, etc.


D

Os resultados laboratoriais vinculados à rotina da vigilância epidemiológica não são importantes e, portanto, não complementam o diagnóstico de confirmação de casos servindo, muitas vezes, como fonte de conhecimento de casos que não foram notificados. Também devem ser incorporados os dados decorrentes de estudos epidemiológicos especiais, realizados pelos laboratórios de saúde pública em apoio às ações de vigilância.


E

Muitas vezes, informações oriundas da imprensa e da própria comunidade são fontes importantes de dados, entretanto, apesar desse conceito, são desconsideradas para a realização da investigação pertinente.