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A parada cardiorrespiratória (PCR) é a cessação súbita e inesperada das atividades ventricular útil e ventilatória, passível de reversão, em indivíduo não portador de doença intratável ou em fase terminal. Nesse contexto, define-se a ressuscitação cardiorrespiratória e cerebral (RCPC) como o conjunto de manobras realizadas com o objetivo de manter, artificialmente, o fluxo arterial ao cérebro e a outros órgãos vitais, até que ocorra a recuperação da circulação espontânea (RCE). Em relação à qualidade da RCPC, é CORRETO afirmar:
As compressões torácicas devem ser de 100 a 120 por minuto no adulto, com 30 compressões para duas ventilações, enquanto o paciente estiver sendo ventilado com bolsa-valva-máscara (método assincrônico).
Permitir o retorno completo do tórax à posição natural ou neutra após cada compressão é uma ação fundamental para manter uma boa pressão de perfusão coronariana, que deverá ser no mínimo de 25 mmHg para que ocorra a RCE.
O cálculo da fração de compressão torácica é obtido através da razão entre o tempo em que as compressões torácicas foram executadas durante toda PCR pelo tempo total da RCPC e idealmente deve estar próximo a 80% e não menos que 60%.
Realizar mais de 10 ventilações por minuto durante a RCPC promove diminuição da pressão de perfusão coronariana. As ventilações devem ser realizadas a cada 5 segundos.