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Por ter se tornado um problema de saúde pública, o uso de drogas na adolescência requer atenção especializada e abordagem integral do adolescente, pois envolve lidar com suas diferentes questões e transformações, considerando, inclusive, o olhar deste sobre si mesmo e sobre o mundo. Neste sentido, destaca-se o papel do enfermeiro no desenvolvimento de ações que estejam direcionadas ao público juvenil. Dentro desta compreensão, pode-se tomar como correta a alternativa:
Na adolescência e na juventude encontra-se a menor porcentagem de pessoas usuárias de drogas lícitas e ilícitas. Embora a classe social possa determinar qual droga de abuso essas pessoas possam consumir, haja vista uma variedade de preços que dependem, basicamente, do grau de pureza e do tipo de droga pretendida, sabe-se que a dependência de substâncias psicoativas está presente em todas as camadas da sociedade, sendo um fenômeno danoso e letal em expansão.
O uso de drogas por adolescentes não deve ser relacionado às características subjetivas e comportamentais, tais como o sentimento de contestação, impetuosidade, idealismo e onipotência, os quais não interferem no consumo abusivo de substâncias.
O uso de drogas não interfere na prática do sexo inseguro dos adolescentes, pois por si só, os adolescentes são considerados mais vulneráveis às doenças sexualmente transmissíveis, DST/HIV/AIDS e à gravidez não planejada.
O enfermeiro deve atuar com uma abordagem ao adolescente usuário de drogas pautada na integralidade e na ética, compreendendo-o como pessoa integrada em uma conjuntura social, familiar e educativa. Essa abordagem, que considera a subjetividade desse indivíduo em maturação e em uma condição de fragilidade pessoal e moral, causada pelo uso da droga, deve envolver família, escolas, instituições de tratamento reabilitador e comunidade.