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A hipotermia leve terapêutica induzida (32°C a 34°C) é considerada por vários autores como uma opção terapêutica para neuroproteção ou para o controle da hipertensão intracraniana (HIC) em diversas situações, tais como trauma cranioencefálico grave (TCE) e acidentes vasculares encefálico isquêmicos extensos (AVEI). A variação da temperatura corporal provoca vários efeitos no cérebro. A elevação da temperatura corporal predispõe ao surgimento de efeitos adversos ao cérebro e, em contrapartida, a diminuição da temperatura abaixo de 34⁰C proporciona neuroproteção. Com base no texto, responda às questões 31 e 32.
Sobre o planejamento dos cuidados de enfermagem na indução de hipotermia assinale a alternativa INCORRETA.
Sedar e curarizar adequadamente o paciente, o que permitirá uma melhor adequação da terapia e maior conforto.
Controlar PAM, FC e monitorar níveis de lactato que permitirá uma vigilância hemodinâmica e de arritmias cardíacas, e adequação do uso de drogas vasoativas.
manter a hipotermia nas seguintes situações: arritmias ventriculares graves que não melhoram com aquecimento parcial; aparecimento de “novo” sangramento intracraniano; coagulopatia que piora progressivamente; sangramento abdominal ou torácico; deterioração progressiva de qualquer função orgânica; pneumonia.
Monitorar a PPC. PPC = PAM – PIC. É desejável PPC acima de 70.
Adotar cuidados adicionais de hidratação da pele e prevenção de úlceras de pressão, pois o resfriamento e a impossibilidade de mudança de decúbito favorecem o aparecimento de lesões.