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Sobre o desafio da Reforma Psiquiátrica (RP) e da Política Nacional de Humanização (PNH) em mudar os modos de cuidar e de produzir saúde no cotidiano dos serviços, é correto afirmar que
deve-se pensar o cuidado clínico ao paciente em sofrimento psíquico considerando-o como um diagnóstico resultante das disfunções de interações neurobioquímicas, bem como das práticas que restrinjam ou limitem o seu exercício do ir e vir.
pensar o cuidado em liberdade impossibilita a prática terapêutica, pois anula novas profissionalidades e representa um retrocesso nos processos de coproduzir com as pessoas o compartilhamento de experiência do sofrimento psíquico nos territórios.
deslocar-se do Manicômio como o lugar zero de trocas sociais e da doença como objeto simples, para o território (plano do cotidiano no qual o sofrimento psíquico é tomado como objeto complexo) dificulta o cuidado em suas múltiplas dimensões.
tanto a PNH quanto a RP buscam se impor como força de resistência ao atual projeto hegemônico de sociedade que menospreza a capacidade inventiva e a autonomia dos sujeitos.
a rigidez dos processos de trabalho e a organização dos serviços de saúde, modos de cuidar centrados no diagnóstico de trabalhadores com capacidade de decisão e usuários escutados em suas queixas, contribuem para um cuidado centrado no sofrimento do outro.