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A desinstitucionalização abrange uma noção muito mais ampla do que retirar os pacientes dos hospitais psiquiátricos, pois as práticas manicomiais podem reproduzir-se também em diversos serviços de saúde e da rede socioassistencial e comunitária, podendo ser flagradas, por exemplo, em práticas de controle, tutela, hierarquização e medicalização excessiva. Sobre o conceito de desinstitucionalização, assinale a alternativa INCORRETA.
Desinstitucionalizar não se limita ao processo de desospitalizar e tampouco se restringe ao campo da saúde, mas deve aumentar as possibilidades de reinserção social e atuação integrada de diferentes políticas públicas.
Desinstitucionalizar é ultrapassar fronteiras sanitárias, é enfrentar o desafio da intersetorialidade e do trabalho em rede, o que implica a adoção de modelos de atenção integral de base territorial.
A desinstitucionalização como desconstrução prevê, além da retirada dos pacientes dos hospitais psiquiátricos, mudanças nas estruturas e nos sujeitos, ou seja, a criação de uma rede substitutiva e suportiva, com transformação nas práticas de cuidado e dos saberes instituídos.
Desinstitucionalizar aproxima-se do conceito de reabilitação psicossocial, que trata de um trabalho de criação de condições e oportunidades para que a pessoa com transtorno mental exerça sua cidadania e participe dos processos de trocas sociais.
A desinstitucionalização constitui-se como um trabalho prático de transformação com a desconstrução de estruturas externas totalmente substitutivas à internação no manicômio, a fixação dos serviços em um modelo estável e o maior investimento em recursos e aparatos tecnológicos na assistência em saúde mental.