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Ao considerar os pressupostos da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial Brasileira, pode-se afirmar que o manicômio estrutura-se para além de sua arquitetura física. Isso significa que, mesmo com o fim dos hospitais psiquiátricos, ainda se experimenta o apartheid social expresso pelas vias da medicalização, da patologização da vida, da internação compulsória, da higienização urbana e dos fenômenos sociais que introjetam a exclusão e são reproduzidos nas relações sociais. Cabe, portanto, pensar saúde mental por meio da interseccionalidade, que:
atribui o processo de adoecimento à influência dos determinantes sociais de saúde e da vulnerabilidade social
provoca discussões acerca das questões raciais relacionadas à organização econômica e à abordagem de gênero
reinventa o modelo hospitalocêntrico, ofertando espaço à interprofissionalidade e à tecnologia relacional de alta densidade
advoga pelo desmonte do aparato manicomial alinhado com a introdução dos pressupostos da Reforma Psiquiátrica brasileira