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A traqueostomia é o procedimento cirúrgico que consiste na abertura da parede anterior da traqueia, comunicando-a com o meio externo por meio de uma cânula, possibilitando a permeabilidade da via aérea. Esse procedimento possui como objetivo fundamental servir como alternativa artificial e segura para a passagem do ar quando existe alguma obstrução nas vias aéreas naturais do paciente. Trata-se de um procedimento comumente observado nos serviços de saúde e, portanto, o enfermeiro precisa ter competências para realização do cuidado de enfermagem. Sobre os cuidados no pós-operatório para instalação de traqueostomia, assinale a opção INCORRETA:
É essencial manter a umidificação adequada (entre 36 e 40mgH20/L), uma vez que esse ar umidificado auxilia na redução da tendência de acúmulo de secreções e promove a patência do tubo.
É facultativa a nebulização e pré-oxigenação do paciente e limpeza do cateter de sucção com a ponta em solução salina estéril antes da aspiração. Além disso, para aspiração é importante atentar quanto ao posicionamento correto do paciente em decúbito elevado com cabeceira de 30º a 45°.
Na aspiração, a sonda deve ter pressão de aspiração entre 100 e 120 mmHg (para que haja remoção das secreções sem lesões na mucosa) e deve ser introduzida com cautela, com o vácuo desligado e até a ponta da sonda sentir resistência.
A profundidade da aspiração não deve ultrapassar o comprimento da cânula, para evitar traumatismos na traqueia. Um cateter largo e firme pode ser facilmente inserido e remover secreções rapidamente, sendo esse um fator importante, pois as aspirações lentas podem resultar em atelectasia.
No caso de se trocar a fixação, um profissional deve segurar o tubo no lugar enquanto o outro remove a fixação antiga e coloca uma nova. A fixação deve ser bem executada com cadarços ou colares limpos (velcro), com uma folga de dois dedos para não sufocar o paciente.