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A década de 1980 foi marcada pelo surgimento de um novo vírus, o HIV, causador da Síndrome da Imunodeficiência Humana - AIDS. A doença, que sempre foi carregada de inúmeros estigmas, encontra-se ainda sem cura definitiva e sem vacinas que agem contra o vírus, entretanto, modernas formas de tratamento foram implementadas para garantir qualidade de vida aos portadores do HIV/AIDS. No último ano, foi lançado o protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para profilaxia Pré-exposição (PrEP) de risco à infecção pelo HIV. Sobre isso, assinale a alternativa INCORRETA.
Pessoas com exposição de risco recente, sobretudo nos últimos 30 dias, devem ser orientadas quanto à possibilidade de infecção, mesmo com resultado não reagente nos testes realizados. Na presença de sinais e sintomas de infecção viral aguda, deve-se realizar um exame de carga viral para HIV. Caso seja confirmada a infecção pelo HIV, a PrEP não está mais indicada.
Ainda que a pessoa traga para a consulta um exame prévio negativo para HIV, é indicada a realização de um novo exame na consulta inicial. Em todas as consultas para PrEP (inicial e seguimento), é necessário realizar novo exame para HIV.
A avaliação da função renal é realizada por meio da dosagem de creatinina sérica e do cálculo de clearance de creatinina (ClCr) estimado para todos os indivíduos candidatos à PrEP, principalmente aqueles com idade superior a 40 anos.
A PrEP deve ser considerada para pessoas a partir de 15 anos, com peso corporal igual ou superior a 35 kg, sexualmente ativas e que apresentem contextos de risco aumentado de aquisição da infecção pelo HIV.
São excluídas da possibilidade de uso da PrEP as pessoas que apresentarem as seguintes contraindicações à utilização da profilaxia: Resultado de teste de HIV positivo; Clearance de creatinina (ClCr) estimado abaixo de 60 mL/min.