Imagem de fundo

Os avanços nos cuidados intensivos neonatais nas últimas...

Os avanços nos cuidados intensivos neonatais nas últimas décadas relacionam-se intimamente com o desenvolvimento de medidas mais efetivas para o controle da insuficiência respiratória. Incluem desde o uso de recursos simples, aplicados de forma não invasiva, como a pressão positiva contínua de vias aéreas (CPAP), até a utilização de tecnologias mais sofisticadas, como a ventilação de alta frequência. Deve-se ressaltar, entretanto, que o salto de qualidade na assistência respiratória se deu com a prática de uma abordagem obstétrica mais ativa no manejo do parto prematuro.


Considerando que o pulmão do recém-nascido (RN) é especialmente vulnerável a lesões, é correto afirmar que a lesão pulmonar induzida pelo oxigênio é deflagrada


A

no desenvolvimento e no crescimento pulmonar fetal, relacionando-se diretamente com a idade gestacional. Assim, os pulmões de um RN pré-termo apresentam uma série de características que os tornam susceptíveis à lesão. A estrutura básica para as trocas gasosas é rudimentar, não existindo, ainda, os verdadeiros alvéolos.


B

pela instabilidade alveolar, gerando atelectasias, e pela hiperdistensão regional.


C

pelos ciclos repetidos de colapso e reexpansão alveolar. Durante a ventilação mecânica, a perda progressiva do volume dos pulmões, com surgimento de áreas de atelectasias, não é apenas consequência, mas também causa de lesão pulmonar.


D

pela produção excessiva de radicais tóxicos, como superóxido, peróxido de hidrogênio e radicais livres. O RN, em especial o prematuro, é mais vulnerável a esse tipo de lesão, porque os sistemas antioxidantes ainda não se desenvolveram completamente.