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Uma criança de 3 anos é levada pela mãe à Unidade de Saúde da Família por apresentar “fôlego preso” há 2 dias, com piora nas últimas horas. A mãe relata que a criança apresenta tosse, febre baixa e que está “muito cansada para brincar”. Na avaliação, a equipe identifica: criança alerta, mas prostrada; tosse presente; frequência respiratória de 56 incursões por minuto; tiragem subcostal evidente; ausência de estridor em repouso; não há, vômitos, nem convulsões e a criança consegue beber água com dificuldade. Deve-se:
classificar como “Pneumonia” e prescrever antibiótico oral por 7 dias, orientando retorno em 2 dias, sem necessidade de encaminhamento imediato.
classificar como “Pneumonia grave ou doença muito grave” e encaminhar urgentemente ao hospital, após administrar a primeira dose de antibiótico.
classificar como “Não pneumonia” e orientar medidas caseiras para alívio da tosse e retorno em caso de piora.
classificar como “Não pneumonia” e solicitar radiografia de tórax e hemograma para definir conduta posterior.
classificar como “Pneumonia grave ou doença muito grave” e observar na unidade por 24 horas, sem necessidade de encaminhamento imediato.
Um paciente de 82 anos, com diagnóstico de neoplasia de pâncreas em estágio avançado e metástase cerebral, apresenta quadro de insuficiência respiratória iminente. Há um registro prévio documentado de Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV), no qual o paciente expressa o desejo de não ser submetido a manobras invasivas de suporte à vida em caso de irreversibilidade. A família, no entanto, está dividida e alguns membros exigem a intubação orotraqueal e a transferência para a UTI. Com base nos princípios da bioética e nas legislações vigentes, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta do enfermeiro.
Realizar a intubação e o suporte invasivo imediato, uma vez que o princípio da beneficência e a vontade dos familiares legalmente constituídos sempre prevalecem sobre as diretivas antecipadas do paciente.
Praticar a eutanásia, abreviando o sofrimento do paciente através de medicação sedativa em doses letais, visto que o diagnóstico é de terminalidade irreversível.
Respeitar as DAV do paciente, praticando a ortotanásia, focando cuidados de conforto e controle de sintomas, conforme assegurado pelo direito à autonomia e dignidade.
Adotar a distanásia, prolongando ao máximo a vida biológica do paciente através de todos os meios tecnológicos disponíveis, para evitar que a equipe de enfermagem seja acusada de omissão de socorro.
Ignorar as DAV, pois estas só possuem validade jurídica se forem ratificadas pelo enfermeiro gestor da unidade no momento da admissão hospitalar.
Durante a evolução de enfermagem, o enfermeiro registrou que o paciente apresentava ortopneia, taquipneia, cianose periférica e diaforese, mantendo saturação periférica de oxigênio de 86% em ar ambiente. Considerando as terminologias utilizadas, assinale a alternativa correta.
Ortopneia corresponde à dificuldade respiratória que ocorre predominantemente na posição supina e melhora ao assumir posição sentada ou ortostática.
Taquipneia corresponde ao aumento da profundidade respiratória associado obrigatoriamente ao aumento do volume corrente.
Cianose periférica caracteriza redução da perfusão cerebral decorrente de vasoconstrição sistêmica.
Diaforese refere-se à eliminação aumentada de urina em resposta à hipóxia tecidual.
A mobilização e o posicionamento adequados são fundamentais para melhorar o conforto, favorecer a ventilação e reduzir o esforço respiratório em pacientes com limitação funcional. Em situações de desconforto respiratório, a escolha correta da posição contribui para melhor expansão do tórax e para otimizar o padrão ventilatório, conforme recomendações assistenciais vigentes. Considerando essas orientações, qual conduta o técnico de enfermagem deve adotar ao posicionar um paciente com dificuldade respiratória?
Posicionar o paciente sentado com inclinação moderada do tronco, priorizando conforto geral e alinhamento postural, ainda que não promova expansão pulmonar tão ampla em quadros de dispneia.
Manter o paciente em posição supina com a cabeceira elevada e com apoio adequado para cabeça e dorso, favorecendo expansão pulmonar e auxiliando na redução do esforço respiratório.
Elevar os membros inferiores acima do nível do tronco em posição horizontal, promovendo retorno venoso e conforto geral, sem impacto específico sobre a expansão pulmonar.
Colocar o paciente em decúbito lateral com apoio de tronco e membros, proporcionando acomodação corporal sem atuar de maneira direta sobre a mecânica respiratória.
Utilizar inclinação leve da cabeceira para baixo, adotando variação postural que pode melhorar conforto geral, embora não favoreça adequadamente o padrão respiratório.
Durante a assistência a um paciente internado com pneumonia grave, evoluindo com insuficiência respiratória, o técnico de enfermagem observa taquipneia progressiva, uso evidente de musculatura acessória e início de confusão mental. Tais manifestações clínicas podem indicar comprometimento significativo das trocas gasosas e agravamento da oxigenação tecidual, exigindo vigilância contínua da equipe de enfermagem. Com base nesse contexto clínico, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A taquipneia associada ao uso de musculatura acessória sugere aumento do trabalho respiratório, representando um mecanismo compensatório do organismo diante da redução da oxigenação sanguínea.
( ) A presença de confusão mental pode estar relacionada à hipoxemia, constituindo um possível indicador de deterioração do estado clínico do paciente.
( ) Em pacientes com pneumonia grave, o aumento da frequência respiratória pode ser interpretado, em determinadas situações, como um sinal de adaptação ventilatória eficaz ao processo infeccioso pulmonar.
( ) A confusão mental nesses pacientes decorre predominantemente da febre associada ao processo infeccioso, não apresentando uma relação direta com as alterações na oxigenação cerebral.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – F – F.
V – F – V – V.
F – V – F – V.
V – V – V – F.
A administração concomitante de benzodiazepínicos e opioides exige maior vigilância da equipe de enfermagem devido ao risco aumentado de:
Hiperglicemia.
Depressão respiratória.
Hipertensão arterial.
Retenção urinária.
Na avaliação de um paciente com insuficiência respiratória aguda, a inspeção visual pode revelar um sinal clínico tardio de hipóxia tecidual grave. A coloração azulada da pele, leitos ungueais e mucosas, decorrente do aumento da hemoglobina reduzida (não oxigenada) no sangue capilar, é denominada:
icterícia.
palidez.
eritema.
petéquia.
cianose.
Durante uma avaliação clínica, uma técnica em enfermagem registra que o paciente apresenta cianose central. Esse achado indica:
Vasoconstrução periférica isolada sem repercussão sistêmica.
Redução localizada do fluxo sanguíneo nos membros inferiores.
Baixa saturação arterial de oxigênio, manifestando-se principalmente na língua e nas mucosas.
Pigmentação azulada decorrente exclusivamente de exposição ao frio.
A incapacidade do aparelho respiratório de manter suas funções básicas como fornecer para o sangue circulante e retirar dele o caracteriza a insuficiência respiratória. Decorrem disso manifestações clínicas, sendo a dispneia e a cianose as mais expressivas. Em relação à insuficiência respiratória aguda (IRA), suas causas e sintomas, analisar os itens.
I. Cianose é o sintoma caracterizado pela percepção da necessidade de esforço respiratório aumentado.
II. A IRA pode ser causada por asma, exacerbação de doença pulmonar obstrutiva crônica, obstrução de faringe, laringe, traqueia, brônquio principal ou lobar por muco, edema, neoplasia ou corpo estranho.
III. A dispneia é sinal clínico que se exprime mais comumente nos lábios e nas extremidades, como nos leitos ungueais, que assumem a coloração violácea, e se deve a uma taxa de hemoglobina reduzida nesses locais.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas no item II.
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens I e III.
No pós-operatório imediato, um paciente apresenta redução progressiva do nível de consciência, respiração superficial e queda da saturação periférica de oxigênio. O conjunto desses achados exige prioritariamente atenção para:
retenção urinária
depressão respiratória
infecção do sítio cirúrgico
alteração da cicatrização da ferida operatória
Na assistência de enfermagem ao paciente com insuficiência respiratória aguda hipoxêmica grave (PaO₂ <60 mmHg em ar ambiente), a posição terapêutica que melhora oxigenação através de recrutamento alveolar de zonas pulmonares dorsais e redistribuição da relação ventilação-perfusão é:
Fowler a 45-60° com cabeceira elevada.
Trendelenburg com MMII elevados 30°.
Decúbito lateral esquerdo (Sims modificado).
Prona (decúbito ventral) com rotação cefálica lateral.
Ortopneica sentada com apoio anterior de braços.
Durante a assistência de Enfermagem a um paciente com DPOC em exacerbação aguda, qual dos achados abaixo sugere agravamento da insuficiência respiratória?
Saturação de O₂ de 91% em uso de oxigenoterapia controlada.
Sonolência progressiva associada à confusão mental.
Tosse produtiva com expectoração matinal.
Uso de respiração com lábios semicerrados.
No manejo de pacientes com insuficiência respiratória, o técnico de enfermagem deve estar atento ao uso correto de dispositivos de oxigenoterapia. A máscara de Venturi é indicada quando ____.
É necessário reverter a hipoxemia nos casos em que se há uma diminuição leve da SatO2.
Há uma hipoxemia moderada-grave em situação de emergência clínica.
A fração inspirada de oxigênio precisa ser ajustada com precisão.
Há necessidade de anestesia e ventilação não invasiva.
Um recém-nascido pré-termo internado na unidade neonatal apresenta retrações intercostais e subcostais, e batimento de asas nasais. A combinação desses sinais indica, primariamente,
falência respiratória com necessidade de suporte ventilatório imediato.
um distúrbio do ritmo da respiração, como a apneia da prematuridade.
aumento do trabalho respiratório decorrente da baixa complacência pulmonar.
um quadro de colapso circulatório com má perfusão periférica.
um sinal benigno, comum no período neonatal, que não representa doença grave.
A insuficiência respiratória neonatal caracteriza-se pela incapacidade do recém-nascido em manter uma troca gasosa adequada, podendo evoluir rapidamente para instabilidade hemodinâmica e falência orgânica múltipla se não diagnosticada e tratada precocemente. Sobre a insuficiência respiratória neonatal, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A taquipneia transitória do recém-nascido é uma causa comum de insuficiência respiratória em recém-nascidos a termo, geralmente autolimitada.
( ) A síndrome do desconforto respiratório é mais prevalente em recém-nascidos a termo devido à deficiência de surfactante.
( ) O uso de corticosteroides antenatais reduz a incidência e a gravidade da síndrome do desconforto respiratório em prematuros.
( ) O uso indiscriminado de oxigênio pode predispor ao desenvolvimento de displasia broncopulmonar.
( ) A ventilação mecânica invasiva é indicada como primeira linha no manejo de toda insuficiência respiratória neonatal.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V – V – F.
F – V – F – V – V.
V – F – V – V – F.
V – V – F – F – V.
F – F – V – F – F.
A assistência de enfermagem a pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) envolve intervenções específicas para promover a oxigenação adequada e minimizar complicações. Marque a alternativa que apresenta a proposição CORRETA.
A posição prona é contraindicada em pacientes com SDRA devido ao risco de aspiração pulmonar.
O uso de ventilação mecânica invasiva com volumes correntes elevados reduz a incidência de barotrauma.
A monitorização da saturação de oxigênio (SpO₂) é suficiente para avaliar a eficácia da oxigenação em pacientes com SDRA grave.
A Enfermagem deve realizar cuidados rigorosos com a pele durante a posição prona para evitar úlceras por pressão.
O uso de sedação profunda é obrigatório em todos os pacientes com SDRA submetidos à ventilação mecânica.
A insuficiência respiratória hipercápnica ocorre devido à retenção de dióxido de carbono no organismo. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta sua principal causa.
Presença de transudato.
Hipoventilação.
Septicemia.
Hiperventilação.
No atendimento inicial a uma vítima de colisão automobilística, a equipe de Enfermagem identificou um paciente com torácico fechado; ausência de murmúrio vesicular no hemitórax esquerdo à ausculta pulmonar; presença de turgência jugular e desvio de traqueia para a direita.
Sinais vitais: FR: 38 irpm.; FC: 128 bpm.; PA: 88/50 mmHg; Saturação de O₂: 84% em ar ambiente. Dor presente, mas nível de consciência reduzido.
Enquanto a equipe médica se organiza para a drenagem torácica, segundo os protocolos de atendimento ao politraumatizado, a ação técnica imediata da Enfermagem é
posicionar o paciente com cabeceira elevada, iniciar oxigenoterapia sob máscara com reservatório a 15 L/min e comunicar imediatamente a equipe médica.
iniciar oxigenoterapia sob máscara de Venturi a 60%, posicionar em decúbito dorsal horizontal e monitorar e comunicar imediatamente a equipe médica.
administrar furosemida endovenosa (EV) para reduzir a pressão intratorácica, aliviar o desconforto respiratório e comunicar imediatamente a equipe médica.
posicionar o paciente em decúbito lateral esquerdo, administrar broncodilatador inalatório e comunicar imediatamente a equipe médica.
aspirar vias aéreas, manter o paciente em decúbito zero para favorecer o retorno venoso e comunicar imediatamente a equipe médica.
Crianças com infecções respiratórias agudas, sejam de via aérea superior e/ou inferior podem evoluir para insuficiência respiratória, uma das principais causas de hospitalização de crianças menores de cinco anos no Brasil. Assinale a alternativa CORRETA sobre os sinais de insuficiência respiratória por hipoxemia.
Cianose, palidez e prostração
Batimento de asa de nariz, taquipnéia e sinais de exaustão
Sibilos, assimetria torácica e tempo expiratório prolongado
Bradicardia, hipertensão arterial e apnéia
RN com idade gestacional de 35 semanas e 2 dias, nasceu apresentando apneia, bradicardia e depressão respiratória decorrente de uma complicação intraparto. Após a equipe providenciar a estabilização clínica, iniciou-se o protocolo de hipotermia terapêutica. Essa conduta tem como indicação e objetivo:
apenas para recém-nascidos com infecção grave, pois pode diminuir a resposta inflamatória e prevenir a sepse
para recém-nascidos com icterícia grave, ajudando a diminuir os níveis de bilirrubina e prevenir lesões hepáticas
para recém-nascidos com dificuldades respiratórias, com o objetivo de aumentar a ventilação pulmonar e reduzir o risco de síndrome da angústia respiratória
para recém-nascidos com asfixia perinatal moderada a grave, com o objetivo de reduzir a lesão cerebral hipóxico-isquêmica e melhorar os desfechos neurológicos