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As estomias de eliminação urinária são realizadas em pessoas com doenças que envolvem a pelve renal, os ureteres, a bexiga e a uretra. Essas derivações têm por finalidade preservar a função renal e estão previstas na abordagem terapêutica de algumas doenças, incluindo as neoplasias, disfunções neurológicas, doenças obstrutivas do trato urinário e algumas anomalias congênitas.
Quanto aos tipos de estomias de eliminação urinária e às possíveis complicações, é adequado afirmar que:
Nas estomias de eliminação urinária, diferentemente das estomias de eliminação intestinal, não ocorrem complicações como deiscência da ferida operatória, retração da estomia e dermatite periestomal.
A nefrostomia ou pielostomia é a derivação direta do rim, com o uso do cateter duplo J, o qual desvia externamente o fluxo urinário para uma bolsa coletora, sendo a infecção a sua única complicação.
A ureterostomia é a derivação do ureter, tendo como complicações mais comuns o extravasamento de urina, hematúria, infecção do trato urinário e/ou do sítio cirúrgico.
A citostomia é quando a mucosa da bexiga é suturada na pele, acima da sínfise púbica, e pode ter como complicação a formação de cálculos e hidronefrose, com deterioração da função renal.