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A eliminação urinária é uma das mais importantes funções do organismo, e suas anormalidades podem provocar diversos distúrbios, dentre os quais as modificações no ato da micção. Essas, por sua vez, compreendem a falha em armazenar a urina ou falha em eliminá-la totalmente, resultando da função vesical comprometida, da obstrução do efluxo urinário ou da incapacidade de controlar voluntariamente a micção.
Assim, quanto à assistência de enfermagem para o atendimento das necessidades de eliminação urinária, é adequado afirmar que:
Educar o paciente para usar o vaso sanitário a cada duas horas, a fim de evitar urgência e precipitação urinária, é desaconselhado, pois pode estimular a incontinência urinária.
Orientar o consumo apropriado de líquidos, exercícios para o assoalho pélvico e fornecer estímulos sensoriais para o relaxamento esfincteriano podem favorecer a capacidade de urinar.
Avaliar diariamente a necessidade de cateterismo vesical de demora e, se necessário, manter o dispositivo por, pelo menos, duas semanas, a fim de estimular o esfíncter urinário.
Orientar o paciente a retirar a sonda vesical de demora, realizar a higiene íntima e recolocar a mesma sonda são medidas que podem prevenir a retenção e infecção urinárias.