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Caso: O Sr. J. S. A., de 56 anos, sexo masculino, casado, ex-caminhoneiro, procurou UBS, após ser orientado por sua esposa devido à perda de peso de aproximadamente 6 kg nos últimos dois meses, mesmo mantendo a alimentação habitual. Refere à enfermeira “sede constante, urina em grande quantidade e com frequência aumentada, além de fadiga ao realizar pequenas atividades, como caminhar até o mercado, e visão turva ao final do dia”. Seus antecedentes pessoais: hipertensão arterial sistêmica há 10 anos, em uso irregular de losartana, sedentarismo, alimentação rica em carboidratos simples e frituras, consumo de bebidas alcoólicas socialmente, nega tabagismo. Peso 89 kg, altura 1,68 m e IMC 31,5 kg/m² (obesidade grau I).
Foram solicitados exames laboratoriais e o paciente trouxe os resultados em novo momento, na UBS:
Exame | Resultado |
Glicemia de jejum | 142 mg/dL |
Hemoglobina glicada (HbA1c) | 7,5% |
TOTG (após 75g de glicose) | 215 mg/dL |
Fonte: O elaborador, 2025.
Com base no caso clínico apresentado e nas diretrizes do Caderno 16 da Atenção Básica, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
A insulina deve ser iniciada imediatamente em todos os pacientes com glicemia de jejum acima de 126 mg/dL, independentemente de outros fatores.
A losartana deve ser suspensa imediatamente, pois não é recomendada em pacientes com diagnóstico recente de diabetes mellitus.
A presença de poliúria, a polidipsia, a perda de peso e a visão turva não têm relevância clínica para o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2.
O medicamento de primeira escolha para o tratamento inicial é a metformina, especialmente em pacientes com sobrepeso ou obesidade, como é o caso.
O tratamento farmacológico deve ser iniciado somente após 6 meses de tentativa de controle com dieta e exercício físico, mesmo que a hemoglobina glicada esteja acima de 7%.