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Durante o atendimento a um paciente do sexo masculino com diabetes mellitus tipo 1, em uso regular de insulina NPH e insulina regular, o paciente informou que passou a utilizar ácido acetilsalicílico (AAS), em dose diária, para prevenção de acidente vascular cerebral, conforme orientação recebida em outro serviço.
Considerando os princípios da administração segura de medicamentos e as interações medicamentosas associadas ao uso concomitante de AAS e insulina, assinale a afirmativa correta.
O uso de AAS não interfere na ação da insulina, não sendo necessária qualquer orientação adicional ao paciente.
O AAS pode potencializar o efeito hipoglicemiante da insulina, aumentando o risco de hipoglicemia.
A insulina neutraliza o efeito anticoagulante do AAS, tornando o medicamento totalmente ineficaz.
A principal interação entre AAS e insulina é a redução da biodisponibilidade da insulina, elevando os níveis glicêmicos.
A ingestão de carboidratos de forma contínua é suficiente para neutralizar a interação dos medicamentos.
Adulto com diabetes mellitus tipo 2 apresenta glicemias elevadas, baixa adesão ao plano alimentar, dificuldade em compreender as orientações e verbaliza crenças equivocadas sobre o uso de medicamentos, sem déficits cognitivos identificados. Considerando a Taxonomia da NANDA-I, marque a alternativa com o diagnóstico correto.
Controle ineficaz da saúde, relacionado à complexidade do regime terapêutico e crenças disfuncionais, evidenciado por dificuldades na adesão ao tratamento e manutenção de parâmetros glicêmicos inadequados.
Gestão ineficaz do regime terapêutico, relacionado à limitação cognitiva, evidenciado por incapacidade permanente de compreender informações sobre autocuidado em saúde.
Conhecimento deficiente, relacionado à ausência de apoio familiar, evidenciado por recusa deliberada ao tratamento e comportamento de negação da condição clínica.
Risco de glicemia instável, relacionado exclusivamente à condição patológica crônica, independentemente de comportamentos de autocuidado ou compreensão do tratamento.
Paciente idoso, com diabetes mellitus, apresenta episódio de sudorese, tremores e palidez. Está consciente e afirma fazer uso de glicazida. Glicemia capilar: 55 mg/dL. Qual ação inicial é mais correta?
Administrar insulina regular para corrigir rapidamente.
Oferecer dieta branda e repetir glicemia após 30 minutos.
Administrar 05 ampolas de soro glicosado 5% por via endovenosa.
Ofertar carboidrato oral de ação rápida e reavaliar glicemia conforme protocolo.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma condição metabólica crônica de alta prevalência, frequentemente associada a fatores como excesso de peso e predisposição genética. Seu curso clínico costuma ser silencioso por longos períodos, o que contribui para diagnósticos tardios e o desenvolvimento de complicações. Sobre a DM2, assinale a alternativa CORRETA.
Os sintomas do DM2 são sempre intensos e de início abrupto, facilitando o diagnóstico precoce na maioria dos casos.
O DM2 caracteriza-se por destruição autoimune das células beta pancreáticas, levando à ausência absoluta de insulina e necessidade imediata de insulinoterapia.
No DM2, há resistência à ação da insulina associada a uma deficiência relativa na sua secreção, podendo o paciente permanecer por anos sem necessidade de uso de insulina.
A cetoacidose diabética é uma complicação frequente no DM2, ocorrendo mesmo na ausência de fatores desencadeantes como infecções ou estresse.
Em reunião de gestão clínica na Atenção Primária, o Enfermeiro apresentou dados epidemiológicos indicando aumento progressivo da prevalência de diabetes mellitus no território adscrito, com elevado número de usuários com controle glicêmico inadequado. A equipe decidiu fortalecer a linha de cuidado das condições crônicas, com foco em estratificação de risco, educação em saúde e acompanhamento longitudinal.
Considerando as diretrizes do Ministério da Saúde para manejo do diabetes na Atenção Primária, assinale a alternativa CORRETA.
O acompanhamento da pessoa com diabetes deve ocorrer prioritariamente na atenção especializada, cabendo à Atenção Primária apenas o rastreamento inicial.
A Atenção Primária tem papel central no acompanhamento longitudinal do diabetes mellitus, incluindo monitoramento clínico, educação em saúde, prevenção de complicações e coordenação do cuidado na rede de atenção.
O controle glicêmico adequado depende exclusivamente da prescrição farmacológica, sendo secundária a atuação multiprofissional e as ações educativas.
A estratificação de risco cardiovascular em pessoas com diabetes não é necessária na Atenção Primária, devendo ser realizada apenas em centros especializados.
O acompanhamento do diabetes na Atenção Primária deve ocorrer apenas em casos de diabetes tipo 2, sendo o diabetes tipo 1 de responsabilidade exclusiva da atenção hospitalar.
O Técnico de Enfermagem orienta o paciente sobre o preparo correto para realizar glicemia de jejum. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticos de Diabete Mellitus Tipo 2, é uma orientação CORRETA:
Jejum mínimo de 8 horas, sem ingerir bebidas calóricas.
Jejum mínimo de 4 horas.
Jejum de 12 horas obrigatório.
Jejum apenas de sólidos, podendo ingerir sucos.
Durante a consulta de enfermagem de um idoso, 72 anos, portador de diabete melito tipo 2 há 15 anos, ao realizar o exame dos pés do usuário, devido à indisponibilidade do monofilamento de Semmes-Weinstein de 10 g, o enfermeiro aplicou o Ipswich Touch Test (teste de toque de Ipswich). Para a obtenção de um resultado fidedigno, sem que o paciente veja, com a ponta de _______ deverá tocar de forma alternada e muito levemente, por 1 ou 2 segundos, de cada um dos pés do idoso para descobrir quantos dos toques serão sentidos por ele. Se o paciente sentir _________ dos toques realizados, sua sensibilidade é normal e não há risco aumentado para problemas nos pés causados por alterações da sensibilidade.
Assinale a alternativa que completa de forma correta e respectivamente as lacunas da afirmação.
um palito de madeira (popularmente conhecido como “palito de dente”) ... as extremidades do hálux, quinto dedo e face médio-lateral do pé ... seis
seu dedo indicador ... três pontos do arco transverso (metatarsos) da planta ... pelo menos quatro
uma agulha de calibre 25 x 6 ... as extremidades do hálux e do 5o dedo, e três pontos do arco transverso da planta ... pelo menos quatro
seu dedo indicador ... as extremidades do hálux, terceiro e quinto dedos ... pelo menos cinco
um palito de madeira (popularmente conhecido como “palito de dente”) ... três pontos do arco transverso (metatarsos) da planta ... pelo menos cinco
O diabetes mellitus gestacional é definido como uma intolerância aos carboidratos de gravidade variável. Diante da hiperglicemia na gestação, recomenda-se:
rastrear gestantes com fatores de risco para diabetes gestacional.
realizar automonitorização utilizando o teste oral de tolerância à glicose para acompanhar os níveis glicêmicos.
iniciar insulina quando as metas glicêmicas não forem atingidas, em dose ajustada pelo peso e pela automonitorização.
indicar a cesárea devido ao risco aumentado de tocotraumatismos associados ao crescimento excessivo fetal.
Caso hipotético: homem de 58 anos, diabético tipo 2 há 14 anos, com histórico de controle glicêmico irregular, comparece à unidade de saúde relatando edema progressivo em membros inferiores e ganho ponderal recente. Apresenta pressão arterial elevada, histórico de microalbuminúria em exames anteriores e exame de urina atual com proteinúria persistente. Exames laboratoriais evidenciam anemia leve normocítica e normocrômica.
A partir desse contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- O quadro clínico apresentado é compatível com nefropatia diabética, uma complicação crônica do diabetes Mellitus, associada ao controle glicêmico inadequado e ao tempo de doença.
PORQUE
II- A nefropatia diabética decorre de lesões macrovasculares dos capilares glomerulares, secundárias à hiperglicemia crônica, cursando com redução da produção de eritropoetina renal e desenvolvimento de anemia.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
as asserções I e II são proposições falsas.
as asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
as asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
a asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
a asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
Um paciente de 58 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2, apresenta HbAlc de 10,2%, glicemias persistentemente elevadas e relato de baixa adesão terapêutica. A equipe da Atenção Primária à Saúde (APS) avalia a necessidade de ajuste no plano terapêutico. Segundo os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para diabetes mellitus tipo 2, a conduta MAIS ADEQUADA e:
Manter o tratamento atual e reavaliar em 'l 2 meses.
Suspender monitoramento glicêmico temporariamente.
Intensificar o tratamento farmacológico associado à educação em saúde.
Encerrar acompanhamento na APS e encaminhar exclusivamente para nível terciário.
O pé diabético é uma das mais sérias complicações do Diabetes Mellitus (DM). Considerando o Exame Clínico e o Tratamento da Úlcera de Pé Diabético (UPD) descrito no Cuidado à pessoa com ferida cutânea: manual de orientações quanto à competência técnico-científica, ética e legal dos profissionais de enfermagem (COREN-MG, 2023), analise as assertivas abaixo e marque a alternativa CORRETA.
Os dispositivos de descarga (offloading) são indicados para prevenir o estresse mecânico sobre a área lesada e, mesmo quando apropriadamente ajustados, não evitam novas lesões.
Calo com hemorragia subcutânea e/ou área central amolecida não deve ser desbridado sem que o estado de perfusão seja conhecido, pois expõe a área a risco de instalação ou progressão de infecção.
Todas as pessoas com DM, mesmo aquelas sem sintoma relativo aos pés, devem ter seus pés avaliados, a fim de detectar polineuropatia diabética, doença arterial periférica, lesões pré-ulcerativas e úlcera.
É indicado considerar o uso de terapia de pressão negativa para reduzir o tamanho da ferida, associada a ótimo padrão de cuidado, em pacientes diabéticos com ferida não cirúrgica no pé.
O controle dos níveis glicêmicos é fundamental no manejo do Diabetes Mellitus (DM), pois contribui para que o paciente se mantenha assintomático, além de prevenir complicações agudas e crônicas. Esse controle pode ser realizado por meio da glicemia de jejum, pré-prandial, pós-prandial e da hemoglobina glicada (HbA1c). Sobre os níveis glicêmicos, assinale a alternativa CORRETA.
A hemoglobina glicada (HbA1c) reflete apenas os níveis glicêmicos das últimas 24 horas.
O controle glicêmico intensivo não influencia na prevenção de complicações do diabetes.
A glicemia pós-prandial deve estar sempre acima de 180 mg/dL.
A meta recomendada de HbA1c para adultos, de modo geral, é inferior a 7 %.
As metas glicêmicas são iguais para todos os pacientes, independentemente de idade ou comorbidades.
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticos de Diabete Mellitus Tipo 2, sobre o preparo adequado para realização do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG), é CORRETO afirmar que o paciente:
Deve estar em jejum de 4 horas.
Deve evitar carboidratos por 3 dias antes do exame.
Deve ingerir pelo menos 150 g de carboidratos por dia nos 3 dias prévios.
Deve suspender atividade física por 7 dias.
De acordo com os parâmetros da Sociedade Brasileira de Diabetes, os valores de glicemia em jejum considerados normais para um paciente adulto estão entre
70 e 99 mg/dL.
80 e 100 mg/dL.
90 e 110 mg/dL.
99 e 115 mg/dL.
110 e 125 mg/dL.
Um técnico de enfermagem realiza uma visita domiciliar a um paciente de 62 anos, diagnosticado com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) há cinco anos, em acompanhamento na Atenção Básica. Durante a avaliação, o paciente refere polidipsia, poliúria e apresenta uma glicemia capilar de jejum de 180 mg/dL. O profissional verifica o cartão de acompanhamento e nota que a última Hemoglobina Glicada (HbA1c) foi de 8,5%. O paciente relata dificuldades em seguir a dieta e o plano de atividade física. O controle do DM2 envolve uma abordagem multifacetada para prevenir complicações agudas e crônicas. Sobre os parâmetros diagnósticos e de acompanhamento do Diabetes Mellitus, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__)Um valor de glicemia de jejum (mínimo de 8 horas) igual ou superior a 126 mg/dL, confirmado em duas ocasiões distintas, é um critério para o diagnóstico de Diabetes Mellitus.
(__)A Hemoglobina Glicada (HbA1c) reflete a média glicêmica dos últimos 30 dias, sendo o alvo terapêutico para a maioria dos adultos com DM2 um valor abaixo de 9,0%.
(__)O diagnóstico de pré-diabetes é estabelecido quando a glicemia de jejum se encontra entre 100 mg/dL e 125 mg/dL, ou a HbA1c está entre 5,7% e 6,4%.
(__)Sintomas clássicos de hiperglicemia (polidipsia, poliúria, polifagia, perda de peso) associados a uma glicemia casual (ao acaso) igual ou superior a 150 mg/dL fecham o diagnóstico de DM.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, V, V, F
F, F, V, V
V, V, F, F
V, F, V, F
No acompanhamento longitudinal de paciente com diabetes mellitus tipo II, o enfermeiro reforçou estratégias de autocuidado, monitorização glicêmica e prevenção de complicações crônicas. Sobre o diabetes mellitus, marque verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmações abaixo.
(__)O autocuidado adequado reduz complicações crônicas associadas ao diabetes.
(__)O controle glicêmico depende apenas de terapia medicamentosa.
(__)O diabetes tipo II apresenta evolução clínica invariável.
(__)A monitorização glicêmica dispensa educação em saúde.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
V, V, F, F.
F, V, F, V.
F, F, F, V.
V, F, F, F.
Assinale a alternativa que apresenta um tipo de Diabetes Mellitus:
Sexualmente transmissível.
Ferropriva.
Gestacional.
Fúngica.
Tuberculínica.
O monitoramento da glicemia capilar préprandial e pós-prandial é uma atividade essencial da enfermagem no manejo do Diabetes Mellitus (DM). O foco primário para a monitorização pósprandial de pacientes com DM1 durante a gestação é o seguinte:
Aferir a dose total diária da insulina NPH basal.
Obter um controle glicêmico melhor e reduzir o risco de pré-eclâmpsia.
Avaliar o risco de desenvolvimento de acidente vascular cerebral.
Identificar a ocorrência de lipodistrofia no sítio de aplicação.
Verificar a adesão do paciente ao tratamento com medicamentos orais.
Em acompanhamento de pessoa com diabetes mellitus descompensado, a equipe de enfermagem registra relato de sede intensa e necessidade de ingestão frequente de água ao longo do dia; assinale o termo técnico utilizado em endocrinologia para esse sintoma:
Poliúria.
Polidipsia.
Polifagia.
Glicosúria.
Cetonúria.
O diabetes melito é uma doença caracterizada pelo aumento da glicemia. Altas taxas glicêmicas podem levar a diversas complicações e, em casos mais graves, até à morte. Quando não tratado adequadamente, o diabetes pode acarretar as seguintes complicações, EXCETO:
Doença arterial periférica.
Hemangioma.
Amputações.
Pé diabético.
Retinopatia.