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Adulto com diabetes mellitus tipo 2 apresenta glicemias elevadas, baixa adesão ao plano alimentar, dificuldade em compreender as orientações e verbaliza crenças equivocadas sobre o uso de medicamentos, sem déficits cognitivos identificados. Considerando a Taxonomia da NANDA-I, marque a alternativa com o diagnóstico correto.
Controle ineficaz da saúde, relacionado à complexidade do regime terapêutico e crenças disfuncionais, evidenciado por dificuldades na adesão ao tratamento e manutenção de parâmetros glicêmicos inadequados.
Gestão ineficaz do regime terapêutico, relacionado à limitação cognitiva, evidenciado por incapacidade permanente de compreender informações sobre autocuidado em saúde.
Conhecimento deficiente, relacionado à ausência de apoio familiar, evidenciado por recusa deliberada ao tratamento e comportamento de negação da condição clínica.
Risco de glicemia instável, relacionado exclusivamente à condição patológica crônica, independentemente de comportamentos de autocuidado ou compreensão do tratamento.
Paciente idoso, com diabetes mellitus, apresenta episódio de sudorese, tremores e palidez. Está consciente e afirma fazer uso de glicazida. Glicemia capilar: 55 mg/dL. Qual ação inicial é mais correta?
Administrar insulina regular para corrigir rapidamente.
Oferecer dieta branda e repetir glicemia após 30 minutos.
Administrar 05 ampolas de soro glicosado 5% por via endovenosa.
Ofertar carboidrato oral de ação rápida e reavaliar glicemia conforme protocolo.
Em reunião de gestão clínica na Atenção Primária, o Enfermeiro apresentou dados epidemiológicos indicando aumento progressivo da prevalência de diabetes mellitus no território adscrito, com elevado número de usuários com controle glicêmico inadequado. A equipe decidiu fortalecer a linha de cuidado das condições crônicas, com foco em estratificação de risco, educação em saúde e acompanhamento longitudinal.
Considerando as diretrizes do Ministério da Saúde para manejo do diabetes na Atenção Primária, assinale a alternativa CORRETA.
O acompanhamento da pessoa com diabetes deve ocorrer prioritariamente na atenção especializada, cabendo à Atenção Primária apenas o rastreamento inicial.
A Atenção Primária tem papel central no acompanhamento longitudinal do diabetes mellitus, incluindo monitoramento clínico, educação em saúde, prevenção de complicações e coordenação do cuidado na rede de atenção.
O controle glicêmico adequado depende exclusivamente da prescrição farmacológica, sendo secundária a atuação multiprofissional e as ações educativas.
A estratificação de risco cardiovascular em pessoas com diabetes não é necessária na Atenção Primária, devendo ser realizada apenas em centros especializados.
O acompanhamento do diabetes na Atenção Primária deve ocorrer apenas em casos de diabetes tipo 2, sendo o diabetes tipo 1 de responsabilidade exclusiva da atenção hospitalar.
Um paciente de 58 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2, apresenta HbAlc de 10,2%, glicemias persistentemente elevadas e relato de baixa adesão terapêutica. A equipe da Atenção Primária à Saúde (APS) avalia a necessidade de ajuste no plano terapêutico. Segundo os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para diabetes mellitus tipo 2, a conduta MAIS ADEQUADA e:
Manter o tratamento atual e reavaliar em 'l 2 meses.
Suspender monitoramento glicêmico temporariamente.
Intensificar o tratamento farmacológico associado à educação em saúde.
Encerrar acompanhamento na APS e encaminhar exclusivamente para nível terciário.
O pé diabético é uma das mais sérias complicações do Diabetes Mellitus (DM). Considerando o Exame Clínico e o Tratamento da Úlcera de Pé Diabético (UPD) descrito no Cuidado à pessoa com ferida cutânea: manual de orientações quanto à competência técnico-científica, ética e legal dos profissionais de enfermagem (COREN-MG, 2023), analise as assertivas abaixo e marque a alternativa CORRETA.
Os dispositivos de descarga (offloading) são indicados para prevenir o estresse mecânico sobre a área lesada e, mesmo quando apropriadamente ajustados, não evitam novas lesões.
Calo com hemorragia subcutânea e/ou área central amolecida não deve ser desbridado sem que o estado de perfusão seja conhecido, pois expõe a área a risco de instalação ou progressão de infecção.
Todas as pessoas com DM, mesmo aquelas sem sintoma relativo aos pés, devem ter seus pés avaliados, a fim de detectar polineuropatia diabética, doença arterial periférica, lesões pré-ulcerativas e úlcera.
É indicado considerar o uso de terapia de pressão negativa para reduzir o tamanho da ferida, associada a ótimo padrão de cuidado, em pacientes diabéticos com ferida não cirúrgica no pé.
Durante o atendimento a um paciente do sexo masculino com diabetes mellitus tipo 1, em uso regular de insulina NPH e insulina regular, o paciente informou que passou a utilizar ácido acetilsalicílico (AAS), em dose diária, para prevenção de acidente vascular cerebral, conforme orientação recebida em outro serviço.
Considerando os princípios da administração segura de medicamentos e as interações medicamentosas associadas ao uso concomitante de AAS e insulina, assinale a afirmativa correta.
O uso de AAS não interfere na ação da insulina, não sendo necessária qualquer orientação adicional ao paciente.
O AAS pode potencializar o efeito hipoglicemiante da insulina, aumentando o risco de hipoglicemia.
A insulina neutraliza o efeito anticoagulante do AAS, tornando o medicamento totalmente ineficaz.
A principal interação entre AAS e insulina é a redução da biodisponibilidade da insulina, elevando os níveis glicêmicos.
A ingestão de carboidratos de forma contínua é suficiente para neutralizar a interação dos medicamentos.
Caso hipotético: homem de 58 anos, diabético tipo 2 há 14 anos, com histórico de controle glicêmico irregular, comparece à unidade de saúde relatando edema progressivo em membros inferiores e ganho ponderal recente. Apresenta pressão arterial elevada, histórico de microalbuminúria em exames anteriores e exame de urina atual com proteinúria persistente. Exames laboratoriais evidenciam anemia leve normocítica e normocrômica.
A partir desse contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- O quadro clínico apresentado é compatível com nefropatia diabética, uma complicação crônica do diabetes Mellitus, associada ao controle glicêmico inadequado e ao tempo de doença.
PORQUE
II- A nefropatia diabética decorre de lesões macrovasculares dos capilares glomerulares, secundárias à hiperglicemia crônica, cursando com redução da produção de eritropoetina renal e desenvolvimento de anemia.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
as asserções I e II são proposições falsas.
as asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
as asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
a asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
a asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
O controle dos níveis glicêmicos é fundamental no manejo do Diabetes Mellitus (DM), pois contribui para que o paciente se mantenha assintomático, além de prevenir complicações agudas e crônicas. Esse controle pode ser realizado por meio da glicemia de jejum, pré-prandial, pós-prandial e da hemoglobina glicada (HbA1c). Sobre os níveis glicêmicos, assinale a alternativa CORRETA.
A hemoglobina glicada (HbA1c) reflete apenas os níveis glicêmicos das últimas 24 horas.
O controle glicêmico intensivo não influencia na prevenção de complicações do diabetes.
A glicemia pós-prandial deve estar sempre acima de 180 mg/dL.
A meta recomendada de HbA1c para adultos, de modo geral, é inferior a 7 %.
As metas glicêmicas são iguais para todos os pacientes, independentemente de idade ou comorbidades.
Durante a coleta de sangue venoso em um paciente diabético em jejum, o Técnico em Enfermagem identifica tontura, palidez e sudorese fria antes da punção. Considerando a segurança do paciente e as boas práticas pré-analíticas, assinale a alternativa CORRETA.
Interromper momentaneamente o procedimento, acomodar o paciente com segurança, comunicar a equipe e avaliar necessidade de intervenção antes de nova tentativa.
Prosseguir imediatamente com a coleta, pois sintomas vagais são esperados e não interferem no procedimento.
Administrar glicose oral sem avaliação da equipe, mesmo que o exame solicitado exija jejum.
Realizar a punção com o paciente em pé para evitar atraso no fluxo de atendimento.
O diabetes mellitus gestacional é uma condição que exige rastreamento, diagnóstico precoce e manejo adequado durante o pré-natal, sendo a atuação do enfermeiro na Atenção Básica fundamental para a identificação e o acompanhamento das gestantes afetadas. O tratamento não farmacológico é a primeira abordagem recomendada para o controle glicêmico na gestação e inclui orientações sobre alimentação e atividade física. O técnico de enfermagem, ao prestar orientações a uma gestante com diagnóstico recente de diabetes gestacional, deve recomendar o(a):
realização de monitorização glicêmica apenas uma vez por semana, desde que a gestante não apresente sintomas de hiperglicemia
suspensão imediata de todos os carboidratos da dieta e a prática de exercícios físicos de alta intensidade para redução rápida da glicemia
adoção de um plano alimentar fracionado em seis refeições diárias, com baixo índice glicêmico, associado à prática regular de atividade física moderada
uso de insulina de ação ultrarrápida antes de cada refeição como primeira escolha terapêutica, dispensando a necessidade de modificações dietéticas
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticos de Diabete Mellitus Tipo 2, sobre o preparo adequado para realização do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG), é CORRETO afirmar que o paciente:
Deve estar em jejum de 4 horas.
Deve evitar carboidratos por 3 dias antes do exame.
Deve ingerir pelo menos 150 g de carboidratos por dia nos 3 dias prévios.
Deve suspender atividade física por 7 dias.
O Técnico de Enfermagem orienta o paciente sobre o preparo correto para realizar glicemia de jejum. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticos de Diabete Mellitus Tipo 2, é uma orientação CORRETA:
Jejum mínimo de 8 horas, sem ingerir bebidas calóricas.
Jejum mínimo de 4 horas.
Jejum de 12 horas obrigatório.
Jejum apenas de sólidos, podendo ingerir sucos.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma condição metabólica crônica de alta prevalência, frequentemente associada a fatores como excesso de peso e predisposição genética. Seu curso clínico costuma ser silencioso por longos períodos, o que contribui para diagnósticos tardios e o desenvolvimento de complicações. Sobre a DM2, assinale a alternativa CORRETA.
Os sintomas do DM2 são sempre intensos e de início abrupto, facilitando o diagnóstico precoce na maioria dos casos.
O DM2 caracteriza-se por destruição autoimune das células beta pancreáticas, levando à ausência absoluta de insulina e necessidade imediata de insulinoterapia.
No DM2, há resistência à ação da insulina associada a uma deficiência relativa na sua secreção, podendo o paciente permanecer por anos sem necessidade de uso de insulina.
A cetoacidose diabética é uma complicação frequente no DM2, ocorrendo mesmo na ausência de fatores desencadeantes como infecções ou estresse.
Uma paciente de 79 anos, com Diabetes Mellitus tipo 2 e doença renal crônica, estágio 3, está internada em unidade clínica.
Às 7h, estão prescritas insulina NPH 18 UI por via subcutânea, insulina regular 6 UI por via subcutânea “30 minutos antes do café da manhã” e insulina regular conforme escala de correção.
Às 6h45, a glicemia capilar é de 88 mg/dL, e a equipe foi informada de que a paciente permanecerá em jejum para realização de exame contrastado, com suspensão do café da manhã.
Considerando a segurança medicamentosa e a alteração do estado alimentar do paciente, assinale a afirmativa que apresenta a conduta correta.
Administrar a insulina NPH e a insulina regular prescritas, pois a prescrição médica está vigente e a glicemia capilar encontra-se dentro da faixa aceitável para paciente hospitalizado.
Suspender, por decisão da enfermagem, todas as insulinas prescritas enquanto a paciente estiver em jejum, registrando a conduta como prevenção de hipoglicemia.
Não administrar a insulina regular vinculada ao café da manhã; reavaliar a glicemia, comunicar a mudança do estado alimentar ao prescritor e manter a monitorização glicêmica rigorosa.
Administrar apenas a insulina regular conforme escala de correção, pois a NPH apresenta maior risco de hipoglicemia prolongada em pessoas idosas com doença renal crônica.
Ofertar dieta ou solução açucarada antes da aplicação da insulina regular, para permitir o cumprimento da prescrição e evitar atraso no horário do medicamento.
Durante a consulta de enfermagem de um idoso, 72 anos, portador de diabete melito tipo 2 há 15 anos, ao realizar o exame dos pés do usuário, devido à indisponibilidade do monofilamento de Semmes-Weinstein de 10 g, o enfermeiro aplicou o Ipswich Touch Test (teste de toque de Ipswich). Para a obtenção de um resultado fidedigno, sem que o paciente veja, com a ponta de _______ deverá tocar de forma alternada e muito levemente, por 1 ou 2 segundos, __________de cada um dos pés do idoso para descobrir quantos dos toques serão sentidos por ele. Se o paciente sentir _________ dos toques realizados, sua sensibilidade é normal e não há risco aumentado para problemas nos pés causados por alterações da sensibilidade.
Assinale a alternativa que completa de forma correta e respectivamente as lacunas da afirmação.
um palito de madeira (popularmente conhecido como “palito de dente”) ... as extremidades do hálux, quinto dedo e face médio-lateral do pé ... seis
seu dedo indicador ... três pontos do arco transverso (metatarsos) da planta ... pelo menos quatro
uma agulha de calibre 25 x 6 ... as extremidades do hálux e do 5o dedo, e três pontos do arco transverso da planta ... pelo menos quatro
seu dedo indicador ... as extremidades do hálux, terceiro e quinto dedos ... pelo menos cinco
um palito de madeira (popularmente conhecido como “palito de dente”) ... três pontos do arco transverso (metatarsos) da planta ... pelo menos cinco
O diabetes mellitus gestacional é definido como uma intolerância aos carboidratos de gravidade variável. Diante da hiperglicemia na gestação, recomenda-se:
rastrear gestantes com fatores de risco para diabetes gestacional.
realizar automonitorização utilizando o teste oral de tolerância à glicose para acompanhar os níveis glicêmicos.
iniciar insulina quando as metas glicêmicas não forem atingidas, em dose ajustada pelo peso e pela automonitorização.
indicar a cesárea devido ao risco aumentado de tocotraumatismos associados ao crescimento excessivo fetal.
Um usuário de 63 anos, com diabetes mellitus tipo 2 há 15 anos, comparece à consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde (APS) com hemoglobina glicada de 9,7%, obesidade abdominal, uso irregular de medicação, relato de visão borrada e diminuição de sensibilidade plantar. A Enfermeira realiza coleta de dados ampliada, identifica problemas prioritários, orienta quanto ao autocuidado e organiza plano assistencial com seguimento longitudinal. Considerando isso, assinale a alternativa CORRETA.
O rastreamento de complicações crônicas do diabetes não integra a consulta de enfermagem na APS, pois depende de especialista.
Na APS, o acompanhamento do diabetes mellitus tipo 2 limita-se à renovação de receitas e ao agendamento de exames anuais.
O Processo de Enfermagem, nesse caso, pode incluir diagnósticos relacionados à adesão ineficaz, risco de integridade cutânea prejudicada e necessidade de educação em saúde.
O encaminhamento ao nível especializado encerra a responsabilidade assistencial da equipe da APS.
De acordo com os parâmetros da Sociedade Brasileira de Diabetes, os valores de glicemia em jejum considerados normais para um paciente adulto estão entre
70 e 99 mg/dL.
80 e 100 mg/dL.
90 e 110 mg/dL.
99 e 115 mg/dL.
110 e 125 mg/dL.
No acompanhamento longitudinal de paciente com diabetes mellitus tipo II, o enfermeiro reforçou estratégias de autocuidado, monitorização glicêmica e prevenção de complicações crônicas. Sobre o diabetes mellitus, marque verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmações abaixo.
(__)O autocuidado adequado reduz complicações crônicas associadas ao diabetes.
(__)O controle glicêmico depende apenas de terapia medicamentosa.
(__)O diabetes tipo II apresenta evolução clínica invariável.
(__)A monitorização glicêmica dispensa educação em saúde.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
V, V, F, F.
F, V, F, V.
F, F, F, V.
V, F, F, F.
Assinale a alternativa que apresenta um tipo de Diabetes Mellitus:
Sexualmente transmissível.
Ferropriva.
Gestacional.
Fúngica.
Tuberculínica.