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O câncer de mama, apesar de ser mais prevalente no sexo feminino, também pode acometer homens. No entanto, por se tratar de uma condição rara nessa população, representa desafios tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento. A baixa percepção de risco entre os homens, a ausência de programas de rastreamento sistemático e o atraso na busca por atendimento resultam, frequentemente, em diagnósticos em estágios mais avançados.
Em ambos os sexos, a enfermagem possui papel fundamental na identificação de sinais clínicos, orientação quanto aos fatores de risco e encaminhamento oportuno para investigação. A compreensão das diferenças e das semelhanças entre os casos masculinos e femininos favorece uma abordagem mais qualificada, fundamentada na equidade e no cuidado integral. O quadro a seguir traz um comparativo entre o câncer de mama em homens e mulheres.
Fator comparativo | Câncer de mama feminino | Câncer de mama masculino |
incidência | alta | baixa |
composição mamária | maior predominância de tecido mamário e glandular | pouco tecido mamário, próximo ao plano muscular |
sinais clínicos comuns | nódulo palpável, retração mamilar, secreção mamilar | nódulo palpável, ulceração, secreção mamilar |
fatores de risco | obesidade, idade, menarca precoce, história familiar | história familiar, cirrose, exposição a estrogênio |
tempo até o diagnóstico | curto | longo |
mortalidade proporcional | menor | maior |
Fonte: O elaborador, 2025.
Considerando que a Linha de Cuidado do Câncer da Mama tem a finalidade de assegurar à mulher o acesso humanizado e integral às ações e serviços qualificados para promover a prevenção do câncer de mama, acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado, em tempo oportuno, assinale a alternativa que corretamente relaciona as ações alinhadas com as estratégias de promoção da saúde recomendadas pelo Ministério da Saúde:
Alertar profissionais de educação e basicamente a população vulnerável sobre os riscos associados à terapia de reposição hormonal.
Organizar o rastreamento das mulheres de 50 a 69 anos em áreas de ocorrência habitual desse tipo de câncer como justificativa para a prevenção das taxas de morbimortalidade.
Mitigar o acesso às informações sobre a detecção precoce do câncer da mama somente para as mulheres acima dos 69 anos, ressaltando o alerta para os primeiros sinais e sintomas.
Realizar biópsia de mamas densas para investigação de câncer de mama e encaminhá-las com prioridade para a atenção especializada.
Fortalecer o acesso às informações relativas à prevenção do câncer da mama, enfatizando que o controle do peso e da ingestão de álcool, além da amamentação e da prática de atividades físicas.