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O câncer do colo do útero é caracterizado pela replicação desordenada do epitélio de revestimento do órgão, comprometendo o tecido subjacente (estroma) e podendo invadir estruturas e órgãos contíguos ou à distância. Há duas principais categorias de carcinomas invasores do colo do útero, dependendo da origem do epitélio comprometido: o carcinoma epidermoide, tipo mais incidente e que acomete o epitélio escamoso (representa cerca de 80% dos casos), e o adenocarcinoma, tipo mais raro e que acomete o epitélio glandular.
Uma das mais importantes descobertas na investigação etiológica de câncer nos últimos 30 anos foi a demonstração da relação entre o papilomavírus humano (HPV) e o câncer do colo do útero, mortalidade ajustada por idade, pela população mundial, de 4,8/100 mil mulheres.
A atuação das equipes de saúde da Atenção Básica é decisiva na prevenção, detecção precoce e encaminhamento dos casos relacionados ao câncer do colo do útero. A compreensão clínica dos estágios da infecção pelo HPV, das lesões precursoras e das manifestações do câncer invasor é essencial para conduzir ações baseadas em evidências. Tais ações vão além da coleta do exame citopatológico, exigindo a sua articulação com exames complementares e avaliação clínica. A análise dos sinais e sintomas permite diferenciar quadros precoces de lesões mais avançadas.
Com base no exposto e nas diretrizes do Ministério da Saúde, assinale a alternativa CORRETA.
A confirmação de câncer cérvico-uterino é feita exclusivamente por exame físico com toque bimanual, avaliação de odor característico e exame especular, sendo desnecessários exames histopatológicos se a lesão estiver visível.
A dor pélvica intensa e contínua é comum nas fases iniciais do câncer de colo do útero, devendo ser critério de rastreamento precoce em mulheres com menos de 25 anos.
A lesão causada por HPV, quando não está claramente visível a olho nu, ao exame direto, não oferece risco oncológico e dispensa investigação com reagentes ou colposcopia.
A maioria das lesões precursoras do câncer do colo do útero é assintomática e só pode ser detectada por meio do exame citopatológico periódico, sendo a colposcopia indicada para confirmação diagnóstica.
A presença de leucorreia em mulheres adultas sem outros sintomas ginecológicos é suficiente para diagnóstico de lesão intraepitelial de alto grau.