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Um paciente com síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), em ventilação mecânica invasiva sob pressão controlada (PCV), apresenta hipoxemia persistente, aumento progressivo da pressão de platô (> 30 cmH₂O), queda da complacência pulmonar e distensão abdominal significativa. A enfermeira intensivista, ao realizar a avaliação respiratória, identifica valores elevados de pressão positiva expiratória final (PEEP) e a presença de sibilos difusos à ausculta pulmonar. Frente à suspeita de autoPEEP e instabilidade gasométrica, considera-se a necessidade de intervenção imediata. Com base nas recomendações da American Association of CriticalCare Nurses (AACN), nos princípios de fisiologia respiratória avançada e nos limites técnico-legais da enfermagem no manejo do suporte ventilatório, qual conduta é a mais adequada frente ao quadro clínico descrito?
Verificar sincronia paciente-ventilador, comunicar a equipe médica, reposicionar o paciente em semi-Fowler, aspirar vias aéreas com técnica fechada e preparar equipe para possível desinsuflação gástrica.
Suspender imediatamente a ventilação assistida e iniciar ventilação manual com bolsaválvula-máscara, a fim de reduzir a pressão intratorácica e normalizar o drive respiratório espontâneo.
Solicitar que o fisioterapeuta respiratório avalie o paciente em até 6 horas, uma vez que a enfermagem não pode interferir nos parâmetros do ventilador mecânico sem prescrição direta.
Aumentar o fluxo inspiratório no ventilador mecânico para reduzir tempo inspiratório, mesmo sem prescrição, baseando-se em parâmetros clínicos e ausculta torácica.
Suspender o suporte ventilatório com pressão positiva e iniciar oxigenoterapia em alto fluxo via máscara de Venturi, associando manobras de expansão torácica.