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A Liga de Urgência e Emergência do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia elencou eventos agudos vivenciados no serviço de saúde para discussão em reuniões periódicas. Entre as temáticas sugeridas, o Edema Agudo de Pulmão (EAP) foi escolhido como prioridade em decorrência da sua importância epidemiológica nas emergências clínicas.
Destarte, acerca da temática, pode-se considerar que
a etiologia do EAP pode ser cardiogênica ou não cardiogênica, sendo caracterizado pela congestão venocapilar, pelo edema intersticial e pelo edema alveolar. Nessa condição clínica, a pressão arterial sistêmica varia, apresentando-se elevada ou dentro da normalidade ou até mesmo reduzida.
a angústia respiratória no EAP se apresenta de forma progressiva, marcada por dispneia intensa, tosse e escarro róseo espumoso. Frequentemente relaciona-se à insuficiência cardíaca direita, que aumenta a pressão no átrio direito e no capilar pulmonar.
o EAP cursa com hipoxemia persistente, esforço respiratório aumentado e alterações ventilatórias significativas. Nessa condição, há aumento da complacência pulmonar e da relação ventilação/perfusão.
o tratamento clínico do EAP tem como principais finalidades descongestionar os pulmões, com o aumento da pré e pós-carga cardíaca pela diminuição do retorno venoso, otimizar a saturação de oxigênio e aliviar rapidamente os sintomas.
a recomendação, nas situações de EAP grave, é posicionar o paciente em decúbito dorsal e garantir suporte terapêutico. Entre outras medidas, faz-se monitorização dos sinais vitais, oxigenoterapia, diuréticos, morfina e, quando necessária, ventilação.