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O edema agudo de pulmão (EAP) é uma condição clínica grave caracterizada pelo acúmulo rápido de líquido nos alvéolos pulmonares, levando à diminuição significativa das trocas gasosas e, consequentemente, ao comprometimento da oxigenação sanguínea. A respeito do edema agudo de pulmão, analise as afirmativas a seguir:
I.Na maioria das vezes, é consequência da insuficiência cardíaca esquerda.
II.A elevação da pressão no átrio esquerdo e nos capilares pulmonares é o principal fator responsável pela transudação de líquido para o interstício e para os alvéolos.
III.A interferência nas trocas gasosas pulmonares resulta no aumento da pressão parcial de oxigênio (PCO₂) no sangue arterial.
IV. O fluxo diminuído de líquidos, provenientes dos capilares pulmonares para o espaço intersticial e alvéolos, comprometem a troca alvéolo-capilar.
É correto o que se afirma em
I e II, apenas.
III e IV, apenas.
I, II, III e IV.
II e III, apenas.
I e IV, apenas.
No contexto da assistência de enfermagem ao paciente com edema pulmonar agudo, julgue as afirmativas abaixo quanto à anatomia e fisiologia dos sistemas cardiovascular e respiratório, considerando inter-relações sistêmicas relevantes para o técnico em enfermagem. Julgue como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F):
(__)O edema pulmonar resulta do aumento da pressão hidrostática capilar pulmonar devido a sobrecarga de volume ou falha ventricular esquerda, levando a extravasamento de líquido para alvéolos e redução da troca gasosa.
(__)A vasoconstrição pulmonar hipóxica é uma resposta vascular à hipoxemia alveolar que, em situações de hipoxemia persistente, aumenta a resistência vascular pulmonar e pode precipitar insuficiência cardíaca direita.
(__)A hipoxemia resultante do edema pulmonar estimula quimiorreceptores periféricos, aumentando a frequência respiratória como mecanismo que melhora efetivamente a ventilação alveolar em todos os casos de edema pulmonar agudo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, V, V.
V, V, F.
V, F, V.
F, F, F.
F, V, V.
O edema agudo de pulmão cardiogênico constitui emergência cardiovascular que requer intervenção imediata. Além da oxigenoterapia e posicionamento adequado, a terapêutica farmacológica inicial prioritária inclui o uso de diuréticos de alça. O fármaco de primeira escolha e sua via de administração são:
hidroclorotiazida, via oral.
espironolactona, via endovenosa.
furosemida, via endovenosa.
manitol, via endovenosa.
amilorida, via intramuscular.
A assistência de enfermagem em clínica médica exige um acompanhamento rigoroso de pacientes com patologias crônicas e agudas, focando na estabilidade clínica e na prevenção de complicações. Com base nos protocolos de cuidados e monitorização em unidades de internação, avalie as proposições a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
O cuidado ao paciente com insuficiência cardíaca congestiva inclui o controle rigoroso do balanço hídrico e a verificação diária do peso, visando monitorar a retenção de líquidos e a eficácia da terapia diurética prescrita.
A assistência ao indivíduo em crise hipoglicêmica consiste na administração de insulina por via subcutânea, sendo o repouso indicado para reduzir o consumo de glicose pelos tecidos periféricos.
O manejo do paciente com doença renal crônica valoriza a oferta hídrica livre para estimular a filtração glomerular, garantindo que a dieta seja rica em potássio para compensar as perdas renais durante a hemodiálise.
A monitorização do paciente com pneumonia bacteriana foca na restrição da ingestão de líquidos para evitar o edema pulmonar, sendo a posição de Trendelenburg a recomendada para facilitar a drenagem de secreções.
Um paciente em pós-operatório de cirurgia cardíaca apresenta piora clínica progressiva, com hipotensão arterial, turgência jugular importante e redução da ausculta das bulhas cardíacas. O quadro evolui com sinais de baixo débito e instabilidade hemodinâmica, exigindo reconhecimento imediato da equipe de Enfermagem. Com base nos achados clínicos descritos, qual é o diagnóstico mais provável?
Edema agudo de pulmão.
Tamponamento cardíaco.
Choque neurogênico.
Tromboembolismo pulmonar maciço isolado.
Um paciente idoso é admitido na Unidade de Pronto Atendimento com dispneia progressiva, saturação de oxigênio 88% em ar ambiente, crepitações difusas e história de insuficiência cardíaca previamente compensada. Ão aplicar o modelo de julgamento clínico descrito por Potter e Perry (2024), a ação abaixo que apresenta CORRETAMENTE a sequência lógica de raciocínio clínico que o enfermeiro deve realizar é:
formular uma hipótese diagnóstica de embolia pulmonar, com base nos sinais clínicos do paciente, buscar junto ao médico a prescrição de condutas e implementar imediatamente a intervenção prescrita.
coletar dados subjetivos e objetivos, priorizar problemas apresentados, usar raciocínio diagnóstico para gerar hipóteses, comparar essas hipóteses com protocolos e evidências, definir as intervenções e reavaliar os resultados.
considerar a hipótese de que a embolia pulmonar é a causa mais provável do problema apresentado pelo paciente e seguir com a conduta imediata de oxigenação e anticoagulação, tendo em vista a gravidade do caso.
considerar as respostas emocionais do paciente, como ansiedade e medo, para priorizar intervenções psicossociais e adiar medidas respiratórias até estabilização emocional.
analisar os sinais e sintomas apresentados pelo paciente e adequar ao protocolo predefinido da unidade, desconsiderando as particularidades do paciente a fim de minimizar os erros na assistência.
Síndrome clínica de causas diversas, sendo a mais comum a insuficiência cardíaca brusca, ocorrendo acúmulo de líquidos nos espaços alveolares e intersticiais dos pulmões. Trata-se:
do edema agudo de pulmão.
da doença pulmonar obstrutiva crônica.
da asma.
da tuberculose.
Um idoso de 75 anos deu entrada na emergência queixando-se de dor torácica, dificuldade para respirar, pressão arterial de 180/110 mmHg, palidez e sudorese intensa. Ele relata que faz uso de medicamentos para diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial. Diante desse quadro clínico, de acordo com o Ministério da Saúde, a classificação de risco mais adequada para esse atendimento é:
risco baixo (cor verde)
risco elevado (cor laranja)
risco iminente (cor vermelha)
risco intermediário (cor amarela)
Em uma unidade de internação clínica, um enfermeiro é chamado para avaliar uma paciente de 72 anos, com histórico de insuficiência cardíaca, que apresenta súbita dispneia intensa, tosse com secreção espumosa rosada, sudorese, cianose periférica e estertores crepitantes em ambos os pulmões. A pressão arterial está em 180x110 mmHg, frequência cardíaca em 124 bpm, FR em 34 irpm e saturação de O₂ em 82%.
Considerando a situação descrita e os princípios do cuidado de frente ao edema agudo de pulmão, o enfermeiro tomou as seguintes condutas:
I. Posicionou o paciente em Fowler ou semi-Fowler com as pernas pendentes.
II. Administrou medicação antagonista de furosemida para reduzir sobrecarga hídrica, conforme prescrição médica.
III. Administrou nitroglicerina sublingual/intravenosa para vasodilatação e redução da pós-carga, conforme prescrição médica.
IV. Realizou massagem torácica vigorosa para facilitar a expectoração.
Estão CORRETAS apenas as medidas
II e III.
I e III.
II e IV.
I e IV.
Analise as terminologias abaixo e assinale a que corresponde a um edema generalizado.
aeremia
anasarca
anúria
afagia
anemia
Adulto, 72 anos, admitido em unidade hospitalar com pico hipertensivo, dor torácica, tosse persistente com presença de secreção espumosa. Ao exame físico: presença de estertores crepitantes difusos em ambos os campos pulmonares, turgência jugular e B3 audível. SSVV: PA 190/80 mmHg, FR 28 irpm, FC 79 bpm, Tax 36,7°C e, SpO2 89%.
Nesse caso, o conjunto de achados clínicos são sugestivos de
Edema Agudo de Pulmão.
Exacerbação de DPOC.
IAM com supra de ST.
Embolia pulmonar maciça.
Pneumotórax hipertensivo.
Durante a ausculta pulmonar de um paciente com edema agudo de pulmão (EAP), o enfermeiro identifica um som semelhante a "bolhas estourando" ou "velcro se abrindo”, mais audível no final da inspiração. Qual o tipo de ruído adventício encontrado?
Roncos.
Sibilos.
Estridor.
Crepitações.
Diretrizes AHA/ACC/HFSA e ESC sobre edema agudo de pulmão reforçam a necessidade de oxigenoterapia, ventilação não invasiva (CPAP ou PSV), uso de nitratos intravenosos titulados em presença de hipertensão, administração de diuréticos de alça, além de evitar reposição volêmica em bolus e reavaliar congestão por ultrassonografia à beira-leito. Considerando tais recomendações, qual proposição traduz corretamente essa abordagem terapêutica?
Sustenta fluidos em bolus agressivos, contraindica ventilação não invasiva, evita nitratos mesmo em hipertensão, posterga diuréticos, aceita hipoxemia e adia avaliação etiológica.
Conduz manejo com oxigenoterapia inicial, ventilação não invasiva, nitrato endovenoso titulado, diurético de alça, monitorização pressórica, ausência de bolus e reavaliação ecográfica da congestão.
Estrutura conduta com uso rotineiro de morfina, restrição de nitratos, administração de diurético intramuscular, ausência de monitorização hemodinâmica e recusa de ultrassom seriado.
Direciona tratamento para trombólise primária, mantém pressão elevada, evita pressão positiva, contraindica diurético inicial e tolera edema pulmonar sem estratégia específica.
Implementa nitroprussiato em hipotensão, evita diuréticos por risco renal, posterga investigação diagnóstica, impede CPAP e negligencia ajustes seriados do plano terapêutico.
Em uma unidade de pronto atendimento, um paciente com diagnóstico de edema agudo de pulmão secundário à insuficiência ventricular esquerda apresenta taquipneia intensa, crepitações pulmonares difusas, ortopneia, SpO₂ em 78% com máscara de Venturi a 60% e taquicardia refratária. Diante da ausência imediata de equipe médica e com respaldo na Resolução COFEN nº 648/2020, bem como nos fundamentos fisiopatológicos da insuficiência cardíaca aguda, qual conduta deve ser adotada prioritariamente pelo enfermeiro intensivista?
Preparar material para intubação orotraqueal, considerando possibilidade iminente de falência respiratória e dessaturação progressiva.
Iniciar suporte ventilatório com BIPAP, elevar cabeceira a 90°, monitorar parâmetros clínicos e oxigenar progressivamente.
Administrar diurético intravenoso e manter oxigenoterapia com máscara de alta concentração sob vigilância contínua.
Realizar aspiração de vias aéreas e nebulização com broncodilatadores, objetivando reversão do desconforto respiratório agudo.
Reduzir a oferta de oxigênio gradualmente, prevenindo hipoventilação em pacientes com histórico de retenção crônica de CO₂.
A Liga de Urgência e Emergência do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia elencou eventos agudos vivenciados no serviço de saúde para discussão em reuniões periódicas. Entre as temáticas sugeridas, o Edema Agudo de Pulmão (EAP) foi escolhido como prioridade em decorrência da sua importância epidemiológica nas emergências clínicas.
Destarte, acerca da temática, pode-se considerar que
a etiologia do EAP pode ser cardiogênica ou não cardiogênica, sendo caracterizado pela congestão venocapilar, pelo edema intersticial e pelo edema alveolar. Nessa condição clínica, a pressão arterial sistêmica varia, apresentando-se elevada ou dentro da normalidade ou até mesmo reduzida.
a angústia respiratória no EAP se apresenta de forma progressiva, marcada por dispneia intensa, tosse e escarro róseo espumoso. Frequentemente relaciona-se à insuficiência cardíaca direita, que aumenta a pressão no átrio direito e no capilar pulmonar.
o EAP cursa com hipoxemia persistente, esforço respiratório aumentado e alterações ventilatórias significativas. Nessa condição, há aumento da complacência pulmonar e da relação ventilação/perfusão.
o tratamento clínico do EAP tem como principais finalidades descongestionar os pulmões, com o aumento da pré e pós-carga cardíaca pela diminuição do retorno venoso, otimizar a saturação de oxigênio e aliviar rapidamente os sintomas.
a recomendação, nas situações de EAP grave, é posicionar o paciente em decúbito dorsal e garantir suporte terapêutico. Entre outras medidas, faz-se monitorização dos sinais vitais, oxigenoterapia, diuréticos, morfina e, quando necessária, ventilação.
Assinale a afirmativa que NÃO apresenta sintoma de edema agudo de pulmão.
Ortopneia.
Diaforese.
Intolerância ao decúbito elevado.
Tosse e expectoração em espuma rosácea.
Agitação psicomotora.
Em relação ao edema agudo de pulmão (EAP), analise e marque a alternativa correta.
I- É uma síndrome clínica em que ocorre acúmulo de fluido nos espaços alveolares e intersticiais dos pulmões, podendo ser decorrente de causas diversas.
II- Sua gravidade depende da quantidade de líquido acumulado nos pulmões.
III- A furosemida IV é o diurético de escolha no EAP, cuja dose deve ser individualizada de acordo com as condições clínicas.
Somente a afirmação I é verdadeira.
Somente as afirmações I e II são verdadeiras.
Somente as afirmações II e III são verdadeiras.
As afirmações I, II e III são verdadeiras.
Um paciente idoso deu entrada no Pronto Socorro apresentando quadro de dispneia intensa, PA 210 x 120mmHg, saturação de oxigênio de 92%, secreção espumosa e rosácea pela boca, sendo diagnosticado pelo médico como Edema Agudo de Pulmão.
A posição indicada para este paciente é:
Trendelemburg
Fowler
Sims
Decúbito dorsal
Pacientes com edema pulmonar desenvolvem dispneia intensa, inquietação e ansiedade, além de sensação de sufocação. São comuns tosse possivelmente produtiva com expectoração sanguinolenta, palidez, cianose, diaforese intensa; alguns pacientes espumam pela boca. Considerando os sintomas descritos, a definição conceitual de diaforese intensa é:
a eliminação intensa de urina.
a eliminação intensa de suor.
a eliminação intensa de fezes.
a eliminação intensa de saliva.
O Edema Agudo de Pulmão (EAP) é uma síndrome clínica de insuficiência respiratória aguda hipoxêmica decorrente de etiologias variadas. Neste cenário, decisões terapêuticas rápidas são essenciais, mesmo que com informações limitadas. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
No EAP cardiogênico, o desacoplamento entre o volume sistólico do ventrículo direito e esquerdo e a venoconstrição hipóxica contribuem para um aumento da pressão hidrostática nos capilares pulmonares. O resultado é a transudação de líquido para o interstício pulmonar, causando dispneia intensa e abrupta, tosse com expectoração abundante hialina-hemoptóica, taquipnéia, cianose e extremidades frias e sudoréticas.
A pressão arterial pode estar baixa, normal ou elevada. Quando baixa, sugere o EAP hipotensivo e quando alta, o EAP secundário a choque cardiogênico.
No EAP cardiogênico, ocorrem inflamação e aumento da permeabilidade capilar com exudação de líquido para interstício pulmonar. O exame físico não costuma revelar as alterações cardíacas descritas acima.
Na maioria dos casos, o EAP tem múltiplas causas, por exemplo, um paciente com choque séptico e síndrome de angústia respiratória aguda (SARA) pode apresentar sobrecarga volêmica devido à ressuscitação agressiva com cristalóides, cursando com EAP misto.