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A Cetoacidose Diabética (CAD) e a Síndrome Hiperglicêmica...

A Cetoacidose Diabética (CAD) e a Síndrome Hiperglicêmica Hiperosmolar (SHH) são consideradas casos extremos da descompensação do diabetes.


Sobre a CAD, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (2023), é correto afirmar:


A

o início do tratamento, em pacientes com CAD moderado a grave que tenham potássio sérico ≥ 3,3 mEq/L, deve ser feito com baixa dose de insulina regular intravenosa. A única indicação para atrasar o início da terapia com insulina é quando o potássio sérico está abaixo de 3,3 mEq/L.


B

quando o nível de potássio sérico estiver abaixo de 6,3 mEq/L e houver débito urinário adequado, é recomendado iniciar infusão de cloreto de potássio (KCl) 20 a 40 mEq/L por hora, para manter o potássio sérico entre 4 e 5 mEq/L.


C

uma reposição de volume total de aproximadamente 200 mL/Kg de peso para o déficit de água estimado é recomendada para manter a pressão arterial, melhorar a perfusão tissular e renal, e reduzir a glicemia.


D

o uso de soluções balanceadas não deve ser considerado na reposição de fluidos intravenosos, uma vez que compromete a volemia e a hiperosmolaridade, e está associado a taxas mais baixas de resolução da CAD em comparação com a salina isotônica.


E

a CAD pode ser classificada em leve, moderada ou grave, com base no pH. São considerados indicadores da CAD grave: cetonemia > 5 mmo/L, bicarbonato < 6 mmol/L, pH venoso/artéria < 7,3.