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Em pronto atendimento, é admitido adulto com diabetes mellitus tipo 1, sem adesão recente ao tratamento, apresentando poliúria, vômitos repetidos, respiração profunda e ruidosa, hálito cetônico, desidratação evidente e rebaixamento leve do nível de consciência. A glicemia capilar inicial é de 460 mg/dL. Na avaliação primária, observam-se pressão arterial de 92/58 mmHg, frequência cardíaca de 124 bpm, frequência respiratória de 30 irpm, perfusão periférica diminuída e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. O paciente encontra-se consciente, porém lentificado, sem sinais focais neurológicos. De acordo com os princípios fisiopatológicos da cetoacidose diabética, da priorização assistencial em contexto de instabilidade hemodinâmica e das boas práticas de segurança do paciente, a medida mais sensata do profissional de saúde é:
administrar imediatamente insulina regular por via intravenosa em bolus, visando rápida redução da glicemia e reversão da acidose metabólica.
administrar bicarbonato de sódio de forma imediata, uma vez que a respiração profunda caracteriza acidose metabólica grave com risco iminente de colapso respiratório.
iniciar reposição volêmica com solução cristalóide isotônica, conforme protocolo institucional, garantir acesso venoso calibroso, monitorizar perfusão, diurese e parâmetros hemodinâmicos, preparando o paciente para as etapas subsequentes do tratamento.
restringir a oferta de líquidos até confirmação laboratorial de eletrólitos séricos, com o objetivo de reduzir o risco de edema cerebral associado à correção rápida.
A cetoacidose diabética caracteriza-se por hiperglicemia severa, acidose metabólica e cetonemia. O distúrbio hidroeletrolítico mais grave e que requer monitorização contínua durante o tratamento com insulinoterapia e hidratação venosa é:
hipernatremia.
hipocalemia.
hipermagnesemia.
hipercalcemia.
hiperfosfatemia.
Um paciente com Diabetes Melito tipo 1 deu entrada no setor de emergência apresentando poliúria, polidipsia, náuseas, vômitos, hálito cetônico, taquicardia e respiração profunda. Após avaliação médica, foi diagnosticado com cetoacidose diabética. Qual deve ser a ação do profissional de enfermagem nessa situação?
Suspender a monitorização glicêmica para evitar estresse ao paciente.
Incentivar deambulação precoce para melhorar a circulação sanguínea.
Monitorar sinais vitais, glicemia capilar, nível de consciência e balanço hídrico continuamente.
Administrar solução glicosada imediatamente, independentemente do valor da glicemia.
Uma paciente com diabetes mellitus foi atendido com quadro de emergência hiperglicêmica, apresentando vômitos, desidratação, respiração profunda e rápida (hiperpneia) e confusão leve. Os exames laboratoriais evidenciaram: Glicemia = 280 mg/dL; pH = 7,18; Bicarbonato sérico = 11 mEq/L; Cetonúria positiva; Ânion gap = 15 mEq/L. Esses sinais e sintomas são característicos de um quadro de:
Cetoacidose diabética leve.
Cetoacidose diabética severa.
Cetoacidose diabética moderada.
Cetoacidose diabética grave.
Durante a avaliação clínica de um paciente adulto internado em unidade de internação clínica, o enfermeiro observa respiração com ciclos regulares, profundos e rápidos, sem pausas entre inspiração e expiração, associada a hálito cetônico e histórico de diabetes mellitus descompensado. À luz da semiologia respiratória e da fisiopatologia envolvida, o padrão respiratório identificado e a conduta inicial mais adequada do enfermeiro são, respectivamente:
Respiração de Cheyne-Stokes; manter o paciente em decúbito dorsal e estimular respirações lentas e profundas.
Respiração de Kussmaul; comunicar imediatamente a equipe médica e monitorar rigorosamente sinais vitais e gasometria arterial.
Respiração de Biot; administrar oxigenoterapia sob prescrição e observar presença de apneias prolongadas.
Respiração eupneica; apenas registrar o achado no prontuário por se tratar de padrão fisiológico.


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Homem, 58 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2, dá entrada na UPA apresentando fraqueza intensa, náuseas, vômitos e dor abdominal há cerca de 24 horas. Refere infecção do trato urinário recente, sem tratamento adequado, associada à interrupção do uso de insulina nos últimos dois dias. Na avaliação inicial, encontra-se desidratado, taquipneico, com respiração do tipo Kussmaul e hálito cetônico. Refere poliúria e polidipsia nos dias anteriores. Os exames laboratoriais revelam glicemia elevada, acidose metabólica e presença significativa de corpos cetônicos. Diante do quadro, a equipe confirma o diagnóstico de cetoacidose diabética (CAD). Estabelecido o diagnóstico, esse paciente foi mantido em monitorização e encaminhado para manejo em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Considerando o quadro descrito e o quadro de CAD, é correto afirmar que
a CAD é uma complicação específica do diabetes tipo I.
o diagnóstico de CAD é confirmado quando a glicemia capilar é maior que 180 mg/dl.
o quadro de desidratação apresentado não é compatível com os sinais de cetoacidose.
a respiração Kussmaul é caracterizada como sendo respiração irregular e com períodos de apneia.
no tratamento inicial, é indicado infusão de insulina regular por via endovenosa.
A cetoacidose diabética é uma emergência metabólica cujo tratamento inclui insulinoterapia e reposição volêmica. Durante sua correção, a principal complicação associada à queda abrupta da glicemia é:
Hipercalcemia.
Edema cerebral.
Alcalose respiratória.
Hipernatremia grave.
Jovem de 19 anos com DM1 chega ao pronto-socorro com vômitos, respiração rápida (respiração de Kussmaul) e sonolência. Glicemia capilar 560 mg/dL, cetonemia elevada, gasometria com pH 7,18. Iniciado protocolo para cetoacidose diabética (CAD).
Qual é a prioridade de monitorização e conduta de enfermagem durante as primeiras horas do tratamento para prevenir complicações iatrogênicas?
Iniciar insulina em bolus IV de grande dose e evitar monitorização de potássio; quando a glicemia normalizar, suspender insulina.
Monitorizar glicemia a cada 1–2 horas, avaliar e corrigir o potássio seriadamente (antes e durante a infusão de insulina) e ajustar fluidoterapia conforme sinais de perfusão — porque a insulina desloca potássio para o interior das células, podendo precipitar hipocalemia.
Priorizar a administração de bicarbonato de rotina para corrigir o pH abaixo de 7,30.
Evitar avaliação de eletrólitos; basear tudo na glicemia capilar e sinais clínicos, pois exames laboratoriais demoram e não são úteis na emergência
Administrar solução hipotônica rapidamente para reduzir a osmolaridade plasmática e prevenir edema cerebral.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma emergência metabólica grave, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica com aumento do anion gap e cetose, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos. Considerando a fisiopatologia da CAD, as manifestações clínicas típicas e os princípios do manejo inicial, assinale a alternativa INCORRETA.
Caracteriza-se por acidose metabólica com aumento do anion gap, decorrente do acúmulo de corpos cetônicos.
Pode cursar com respiração de Kussmaul como mecanismo compensatório da acidose metabólica.
O potássio sérico inicial pode apresentar-se normal ou elevado, apesar do déficit corporal total.
Ocorre com maior frequência em pacientes com diabete melito tipo 1, embora também possa ocorrer no tipo 2.
A insulinoterapia intravenosa deve ser iniciada antes da reposição volêmica para correção imediata da hiperglicemia.
Situação hipotética: Um paciente com cetoacidose diabética é admitido na emergência com glicemia de 550 mg/dL. Assertiva: A administração de insulina regular por via intravenosa e a reposição volêmica com solução salina são medidas terapêuticas prioritárias na assistência de enfermagem a esse paciente.
Certo
Errado


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Um paciente com diabete melito tipo 1 dá entrada no pronto-atendimento com polidipsia, poliúria, hálito cetônico e respiração de Kussmaul. Os exames laboratoriais revelam glicemia de 520 mg/dL, pH arterial de 7,15 e presença de corpos cetônicos. A principal alteração metabólica envolvida nesse quadro:
Hiperglicemia isolada por resistência periférica à insulina.
Acidose metabólica por acúmulo de corpos cetônicos decorrente da deficiência absoluta de insulina.
Alcalose metabólica secundária à perda de íons hidrogênio.
Acidose respiratória por depressão do centro respiratório.
Hipoglicemia por depleção dos estoques hepáticos de glicogênio.
Um paciente com diabetes melito é atendido na unidade de saúde apresentando poliúria, polidipsia, fraqueza, náuseas e respiração rápida e profunda. Ao exame físico, observa-se desidratação e hálito cetônico. Esses achados sugerem uma alteração metabólica importante. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
Trata-se de cetoacidose diabética, associada à hiperglicemia e à produção de corpos cetônicos.
O quadro é compatível com hipoglicemia, caracterizada pela redução da glicemia.
O paciente apresenta apenas desidratação, sem relação com o diabetes.
Trata-se de síndrome hiperosmolar, caracterizada por desidratação leve e redução da glicemia.
Um paciente com diabetes melito tipo 1 é admitido na emergência apresentando fadiga intensa, náuseas, hálito frutado e respiração de Kussmaul. Os resultados laboratoriais indicam glicemia de 580 mg/dL, pH arterial de 7.10 e presença de corpos cetônicos na urina. Diante desse quadro, qual é a alteração metabólica aguda e o principal desequilíbrio ácido-base associado que o enfermeiro deve reconhecer?
Cetoacidose Diabética (CAD) com acidose respiratória.
Síndrome Hiperglicêmica Hiperosmolar (SHH) com alcalose metabólica.
Cetoacidose Diabética (CAD) com acidose metabólica.
Acidose lática com alcalose respiratória.
Um paciente adulto dá entrada no pronto-socorro com quadro de cetoacidose diabética, apresentando desidratação, hálito cetônico e acidose metabólica importante. Durante a avaliação clínica, o enfermeiro observa um padrão respiratório caracterizado por inspirações rápidas e profundas, como mecanismo compensatório para eliminação de gás carbônico.
Esse tipo de respiração é denominado:
Respiração de Cheyne-Stokes.
Respiração de Kussmaul.
Respiração de Biot.
Bradipneia.
O controle inadequado do Diabetes Mellitus pode levar a complicações metabólicas agudas, como a hipoglicemia e os estados hiperglicêmicos, que frequentemente resultam em alterações do estado mental e demandam intervenção emergencial. O manejo adequado dessas condições no ambiente pré-hospitalar é crucial para prevenir danos neurológicos permanentes e outras consequências graves. A respeito da abordagem das emergências diabéticas, assinale a alternativa correta.
A administração de insulina regular por via subcutânea constitui a primeira linha de tratamento no atendimento pré-hospitalar para pacientes em cetoacidose diabética, com o objetivo de reduzir rapidamente os níveis glicêmicos antes da chegada ao hospital.
A administração de solução de bicarbonato de sódio em bolus é uma prática rotineira no atendimento pré-hospitalar de pacientes com suspeita de cetoacidose diabética, para corrigir a acidose metabólica antes da avaliação hospitalar.
A administração de soro fisiológico a 0,9% deve ser evitada em pacientes com Estado Hiperglicêmico Hiperosmolar, dando-se preferência a soluções hipotônicas para uma correção mais rápida da hiperosmolaridade plasmática.
A administração de glucagon intravenoso é indicada para todos os pacientes com hiperglicemia e rebaixamento do nível de consciência, pois atua como um antídoto direto aos efeitos da glicose elevada no sistema nervoso central.
A administração de glicose hipertônica por via intravenosa é a medida terapêutica de eleição para pacientes com alteração do nível de consciência e confirmação de hipoglicemia por teste capilar, visando a rápida reversão do déficit neurológico.


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Durante um atendimento ao cliente, o técnico de enfermagem observou que ele apresentava hálito cetônico. Esta situação indica
aumento da taxa de fenilcetonúria.
doença de cushing.
retinopatia.
hipoglicemia.
hiperglicemia.
João, 55 anos, foi atendido em emergência com quadro de náusea, vômito, desidratação, respiração de Kussmaul (profunda e rápida) e hálito cetônico. Ele tem histórico familiar de diabetes e apresenta sobrepeso e hipertensão não controlada. Glicemia de jejum de 260 mg/dl; pH arterial <7,3; cetonas séricas e urinarias presentes. Ao exame físico, observa-se diminuição dos reflexos tendinosos profundos e na sensação vibratória. O médico iniciou o tratamento com insulina e orientações sobre mudanças no estilo de vida para controlar os fatores de risco e prevenir o agravamento da doença. Considerando o caso em questão, é CORRETO afirmar que:
Ao exame físico, o paciente João apresenta achados de neuropatia periférica, uma importante complicação aguda do diabetes.
Os três principais achados da cetoacidose diabética são a hiperglicemia, a desidratação e a perda de eletrólitos e a acidose.
O quadro apresentado por João, ao ser atendido na emergência, é compatível com a cetoacidose diabética, complicação crônica do diabetes.
O diabetes tipo 1 é mais frequente em pessoas com mais de 30 anos de idade e obesas.
Para pacientes diabéticos obesos que tomam insulina, o conteúdo ou horário da refeição consistente não é tão crítico.
Um técnico em enfermagem está acompanhando um paciente com diagnóstico de coma diabético. O monitoramento contínuo desse paciente deve priorizar:
A administração de insulina de ação rápida.
O controle de glicemia e sinais vitais.
A oferta de líquidos por via oral para corrigir a desidratação.
A avaliação da pressão arterial a cada 15 minutos.
Nas urgências cardiovasculares, respiratórias, neurológicas, metabólicas e psiquiátricas, o técnico de enfermagem socorrista deve reconhecer condutas iniciais corretas e limites de atuação para garantir segurança e encaminhamento adequado. Diante disso, analise as afirmativas abaixo e assinale qual é a única verdadeira.
Diante de agitação psicomotora grave por crise psiquiátrica, a contenção física deve ser o primeiro recurso para proteger a equipe e a vítima, sendo depois avaliadas medidas verbais e farmacológicas.
Em suspeita de infarto agudo do miocárdio (IAM) pré-hospitalar, todo paciente deve receber oxigenoterapia a 100% de imediato, independentemente da oximetria, porque a oxigenação supra-normal reduz a área de necrose.
No quadro de cetoacidose diabética (CAD), a conduta inicial inclui ressuscitação volêmica com solução isotônica e a instauração da terapia insulinoterápica só após reposição hídrica inicial e checagem/garantia dos níveis séricos de potássio.
Em paciente com suspeita de acidente vascular cerebral isquêmico dentro da janela de reperfusão (< 4,5 h), é recomendável administrar aspirina no ambiente pré-hospitalar para acelerar a terapêutica antitrombótica.
A Cetoacidose Diabética Euglicêmica (CAD-E) é uma condição potencialmente ameaçadora à vida. Após a introdução dos inibidores do cotransportador de sódio-glicose-2 para o tratamento de DM2, a ocorrência de CAD-E aumentou e, consequentemente, a necessidade de os profissionais da assistência hospitalar reconhecerem o quadro.
Sobre a CAD-E, é correto afirmar que é
caracterizada por hiperglicemia grave, geralmente acima de 600 mg/dL, associada à cetonemia e alcalose metabólica.
uma circunstância em que a hidratação deve ser evitada inicialmente para não mascarar a acidose, priorizando-se a insulina endovenosa em altas doses.
uma condição clínica associada ao uso abusivo de álcool, com manifestação de náuseas, taquipneia, letargia e glicemia ≥ 600 mg/dL.
uma suspeita clínica em pacientes com sinais de acidose metabólica e cetonemia, com glicemia plasmática < 200 mg/dL.
manifestada por hiperglicemia grave, geralmente > 500 mg/dL, ausência de cetonemia e alcalose metabólica compensatória.