Questões de Concurso sobre Cetoacidose diabética

 
 
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A cetoacidose diabética caracteriza-se por hiperglicemia severa, acidose metabólica e cetonemia. O distúrbio hidroeletrolítico mais grave e que requer monitorização contínua durante o tratamento com insulinoterapia e hidratação venosa é:


A

hipernatremia.


B

hipocalemia.


C

hipermagnesemia.


D

hipercalcemia.


E

hiperfosfatemia.

Um paciente com Diabetes Melito tipo 1 deu entrada no setor de emergência apresentando poliúria, polidipsia, náuseas, vômitos, hálito cetônico, taquicardia e respiração profunda. Após avaliação médica, foi diagnosticado com cetoacidose diabética. Qual deve ser a ação do profissional de enfermagem nessa situação?


A

Suspender a monitorização glicêmica para evitar estresse ao paciente.


B

Incentivar deambulação precoce para melhorar a circulação sanguínea.


C

Monitorar sinais vitais, glicemia capilar, nível de consciência e balanço hídrico continuamente.


D

Administrar solução glicosada imediatamente, independentemente do valor da glicemia.

Em pronto atendimento, é admitido adulto com diabetes mellitus tipo 1, sem adesão recente ao tratamento, apresentando poliúria, vômitos repetidos, respiração profunda e ruidosa, hálito cetônico, desidratação evidente e rebaixamento leve do nível de consciência. A glicemia capilar inicial é de 460 mg/dL. Na avaliação primária, observam-se pressão arterial de 92/58 mmHg, frequência cardíaca de 124 bpm, frequência respiratória de 30 irpm, perfusão periférica diminuída e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. O paciente encontra-se consciente, porém lentificado, sem sinais focais neurológicos. De acordo com os princípios fisiopatológicos da cetoacidose diabética, da priorização assistencial em contexto de instabilidade hemodinâmica e das boas práticas de segurança do paciente, a medida mais sensata do profissional de saúde é:


A

administrar imediatamente insulina regular por via intravenosa em bolus, visando rápida redução da glicemia e reversão da acidose metabólica.


B

administrar bicarbonato de sódio de forma imediata, uma vez que a respiração profunda caracteriza acidose metabólica grave com risco iminente de colapso respiratório.


C

iniciar reposição volêmica com solução cristalóide isotônica, conforme protocolo institucional, garantir acesso venoso calibroso, monitorizar perfusão, diurese e parâmetros hemodinâmicos, preparando o paciente para as etapas subsequentes do tratamento.


D

restringir a oferta de líquidos até confirmação laboratorial de eletrólitos séricos, com o objetivo de reduzir o risco de edema cerebral associado à correção rápida.

Jovem de 19 anos com DM1 chega ao pronto-socorro com vômitos, respiração rápida (respiração de Kussmaul) e sonolência. Glicemia capilar 560 mg/dL, cetonemia elevada, gasometria com pH 7,18. Iniciado protocolo para cetoacidose diabética (CAD).


Qual é a prioridade de monitorização e conduta de enfermagem durante as primeiras horas do tratamento para prevenir complicações iatrogênicas?


A

Iniciar insulina em bolus IV de grande dose e evitar monitorização de potássio; quando a glicemia normalizar, suspender insulina.


B

Monitorizar glicemia a cada 1–2 horas, avaliar e corrigir o potássio seriadamente (antes e durante a infusão de insulina) e ajustar fluidoterapia conforme sinais de perfusão — porque a insulina desloca potássio para o interior das células, podendo precipitar hipocalemia.


C

Priorizar a administração de bicarbonato de rotina para corrigir o pH abaixo de 7,30.


D

Evitar avaliação de eletrólitos; basear tudo na glicemia capilar e sinais clínicos, pois exames laboratoriais demoram e não são úteis na emergência


E

Administrar solução hipotônica rapidamente para reduzir a osmolaridade plasmática e prevenir edema cerebral.

A cetoacidose diabética (CAD) é uma emergência metabólica grave, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica com aumento do anion gap e cetose, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos. Considerando a fisiopatologia da CAD, as manifestações clínicas típicas e os princípios do manejo inicial, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Caracteriza-se por acidose metabólica com aumento do anion gap, decorrente do acúmulo de corpos cetônicos.


B

Pode cursar com respiração de Kussmaul como mecanismo compensatório da acidose metabólica.


C

O potássio sérico inicial pode apresentar-se normal ou elevado, apesar do déficit corporal total.


D

Ocorre com maior frequência em pacientes com diabete melito tipo 1, embora também possa ocorrer no tipo 2.


E

A insulinoterapia intravenosa deve ser iniciada antes da reposição volêmica para correção imediata da hiperglicemia.

Ano: 2026
Prova: Unioeste - Prefeitura de São Miguel do Iguaçu - Enfermeiro I - 2026

Uma paciente com diabetes mellitus foi atendido com quadro de emergência hiperglicêmica, apresentando vômitos, desidratação, respiração profunda e rápida (hiperpneia) e confusão leve. Os exames laboratoriais evidenciaram: Glicemia = 280 mg/dL; pH = 7,18; Bicarbonato sérico = 11 mEq/L; Cetonúria positiva; Ânion gap = 15 mEq/L. Esses sinais e sintomas são característicos de um quadro de:


A

Cetoacidose diabética leve.


B

Cetoacidose diabética severa.


C

Cetoacidose diabética moderada.


D

Cetoacidose diabética grave.

Durante a avaliação clínica de um paciente adulto internado em unidade de internação clínica, o enfermeiro observa respiração com ciclos regulares, profundos e rápidos, sem pausas entre inspiração e expiração, associada a hálito cetônico e histórico de diabetes mellitus descompensado. À luz da semiologia respiratória e da fisiopatologia envolvida, o padrão respiratório identificado e a conduta inicial mais adequada do enfermeiro são, respectivamente:


A

Respiração de Cheyne-Stokes; manter o paciente em decúbito dorsal e estimular respirações lentas e profundas.


B

Respiração de Kussmaul; comunicar imediatamente a equipe médica e monitorar rigorosamente sinais vitais e gasometria arterial.


C

Respiração de Biot; administrar oxigenoterapia sob prescrição e observar presença de apneias prolongadas.


D

Respiração eupneica; apenas registrar o achado no prontuário por se tratar de padrão fisiológico.

Homem, 58 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2, dá entrada na UPA apresentando fraqueza intensa, náuseas, vômitos e dor abdominal há cerca de 24 horas. Refere infecção do trato urinário recente, sem tratamento adequado, associada à interrupção do uso de insulina nos últimos dois dias. Na avaliação inicial, encontra-se desidratado, taquipneico, com respiração do tipo Kussmaul e hálito cetônico. Refere poliúria e polidipsia nos dias anteriores. Os exames laboratoriais revelam glicemia elevada, acidose metabólica e presença significativa de corpos cetônicos. Diante do quadro, a equipe confirma o diagnóstico de cetoacidose diabética (CAD). Estabelecido o diagnóstico, esse paciente foi mantido em monitorização e encaminhado para manejo em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Considerando o quadro descrito e o quadro de CAD, é correto afirmar que


A

a CAD é uma complicação específica do diabetes tipo I.


B

o diagnóstico de CAD é confirmado quando a glicemia capilar é maior que 180 mg/dl.


C

o quadro de desidratação apresentado não é compatível com os sinais de cetoacidose.


D

a respiração Kussmaul é caracterizada como sendo respiração irregular e com períodos de apneia.


E

no tratamento inicial, é indicado infusão de insulina regular por via endovenosa.

A cetoacidose diabética é uma emergência metabólica cujo tratamento inclui insulinoterapia e reposição volêmica. Durante sua correção, a principal complicação associada à queda abrupta da glicemia é:


A

Hipercalcemia.


B

Edema cerebral.


C

Alcalose respiratória.


D

Hipernatremia grave.

Situação hipotética: Um paciente com cetoacidose diabética é admitido na emergência com glicemia de 550 mg/dL. Assertiva: A administração de insulina regular por via intravenosa e a reposição volêmica com solução salina são medidas terapêuticas prioritárias na assistência de enfermagem a esse paciente.


C

Certo


E

Errado

Um paciente com diabete melito tipo 1 dá entrada no pronto-atendimento com polidipsia, poliúria, hálito cetônico e respiração de Kussmaul. Os exames laboratoriais revelam glicemia de 520 mg/dL, pH arterial de 7,15 e presença de corpos cetônicos. A principal alteração metabólica envolvida nesse quadro:


A

Hiperglicemia isolada por resistência periférica à insulina.


B

Acidose metabólica por acúmulo de corpos cetônicos decorrente da deficiência absoluta de insulina.


C

Alcalose metabólica secundária à perda de íons hidrogênio.


D

Acidose respiratória por depressão do centro respiratório.


E

Hipoglicemia por depleção dos estoques hepáticos de glicogênio.

Um paciente com diabetes melito é atendido na unidade de saúde apresentando poliúria, polidipsia, fraqueza, náuseas e respiração rápida e profunda. Ao exame físico, observa-se desidratação e hálito cetônico. Esses achados sugerem uma alteração metabólica importante. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.


A

Trata-se de cetoacidose diabética, associada à hiperglicemia e à produção de corpos cetônicos.


B

O quadro é compatível com hipoglicemia, caracterizada pela redução da glicemia.


C

O paciente apresenta apenas desidratação, sem relação com o diabetes.


D

Trata-se de síndrome hiperosmolar, caracterizada por desidratação leve e redução da glicemia.

Um paciente com diabetes melito tipo 1 é admitido na emergência apresentando fadiga intensa, náuseas, hálito frutado e respiração de Kussmaul. Os resultados laboratoriais indicam glicemia de 580 mg/dL, pH arterial de 7.10 e presença de corpos cetônicos na urina. Diante desse quadro, qual é a alteração metabólica aguda e o principal desequilíbrio ácido-base associado que o enfermeiro deve reconhecer?


A

Cetoacidose Diabética (CAD) com acidose respiratória.


B

Síndrome Hiperglicêmica Hiperosmolar (SHH) com alcalose metabólica.


C

Cetoacidose Diabética (CAD) com acidose metabólica.


D

Acidose lática com alcalose respiratória.

Um paciente adulto dá entrada no pronto-socorro com quadro de cetoacidose diabética, apresentando desidratação, hálito cetônico e acidose metabólica importante. Durante a avaliação clínica, o enfermeiro observa um padrão respiratório caracterizado por inspirações rápidas e profundas, como mecanismo compensatório para eliminação de gás carbônico.


Esse tipo de respiração é denominado:


A

Respiração de Cheyne-Stokes.


B

Respiração de Kussmaul.


C

Respiração de Biot.


D

Bradipneia.

O controle inadequado do Diabetes Mellitus pode levar a complicações metabólicas agudas, como a hipoglicemia e os estados hiperglicêmicos, que frequentemente resultam em alterações do estado mental e demandam intervenção emergencial. O manejo adequado dessas condições no ambiente pré-hospitalar é crucial para prevenir danos neurológicos permanentes e outras consequências graves. A respeito da abordagem das emergências diabéticas, assinale a alternativa correta.


A

A administração de insulina regular por via subcutânea constitui a primeira linha de tratamento no atendimento pré-hospitalar para pacientes em cetoacidose diabética, com o objetivo de reduzir rapidamente os níveis glicêmicos antes da chegada ao hospital.


B

A administração de solução de bicarbonato de sódio em bolus é uma prática rotineira no atendimento pré-hospitalar de pacientes com suspeita de cetoacidose diabética, para corrigir a acidose metabólica antes da avaliação hospitalar.


C

A administração de soro fisiológico a 0,9% deve ser evitada em pacientes com Estado Hiperglicêmico Hiperosmolar, dando-se preferência a soluções hipotônicas para uma correção mais rápida da hiperosmolaridade plasmática.


D

A administração de glucagon intravenoso é indicada para todos os pacientes com hiperglicemia e rebaixamento do nível de consciência, pois atua como um antídoto direto aos efeitos da glicose elevada no sistema nervoso central.


E

A administração de glicose hipertônica por via intravenosa é a medida terapêutica de eleição para pacientes com alteração do nível de consciência e confirmação de hipoglicemia por teste capilar, visando a rápida reversão do déficit neurológico.

Durante um atendimento ao cliente, o técnico de enfermagem observou que ele apresentava hálito cetônico. Esta situação indica


A

aumento da taxa de fenilcetonúria.


B

doença de cushing.


C

retinopatia.


D

hipoglicemia.


E

hiperglicemia.

João, 55 anos, foi atendido em emergência com quadro de náusea, vômito, desidratação, respiração de Kussmaul (profunda e rápida) e hálito cetônico. Ele tem histórico familiar de diabetes e apresenta sobrepeso e hipertensão não controlada. Glicemia de jejum de 260 mg/dl; pH arterial <7,3; cetonas séricas e urinarias presentes. Ao exame físico, observa-se diminuição dos reflexos tendinosos profundos e na sensação vibratória. O médico iniciou o tratamento com insulina e orientações sobre mudanças no estilo de vida para controlar os fatores de risco e prevenir o agravamento da doença. Considerando o caso em questão, é CORRETO afirmar que:


A

Ao exame físico, o paciente João apresenta achados de neuropatia periférica, uma importante complicação aguda do diabetes.


B

Os três principais achados da cetoacidose diabética são a hiperglicemia, a desidratação e a perda de eletrólitos e a acidose.


C

O quadro apresentado por João, ao ser atendido na emergência, é compatível com a cetoacidose diabética, complicação crônica do diabetes.


D

O diabetes tipo 1 é mais frequente em pessoas com mais de 30 anos de idade e obesas.


E

Para pacientes diabéticos obesos que tomam insulina, o conteúdo ou horário da refeição consistente não é tão crítico.

Uma paciente de 55 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 1, é admitida no pronto-socorro com quadro de náusea, vômito, desidratação, respiração profunda e rápida, e hálito cetônico. Diante desses sinais clínicos e laboratoriais, é possível afirmar que o quadro desse paciente corresponde a:


A

Cetoacidose Alcoólica.


B

Hipoglicemia Grave.


C

Cetoacidose Diabética.


D

Estado Hiperglicêmico Hiperosmolar.

Paciente de 45 anos, do sexo masculino, com histórico de diabetes tipo 1, apresenta quadro de confusão mental, respiração profunda e rápida, além de hiperglicemia severa (glicose de 450 mg/dL). Qual a principal hipótese diagnóstica para esse quadro clínico de confusão mental e hiperglicemia severa?


A

Cetoacidose diabética (CAD), devido ao quadro de hiperglicemia e respiração de Kussmaul, a cetoacidose diabética é a causa mais provável, dada a hiperglicemia severa, respiração profunda e confusão mental.


B

Hipoglicemia grave, devido ao uso inadequado de insulina, a hipoglicemia causa sintomas como confusão mental, mas não está associada a níveis tão altos de glicose.


C

Acidose láctica, com acúmulo de ácido láctico devido à insuficiência renal, a acidose láctica pode causar confusão mental, mas é menos provável devido à hiperglicemia severa associada.


D

Síndrome hiperosmolar hiperglicêmica (SHH), com desidratação grave e alteração do nível de consciência, a SHH pode causar hiperglicemia e confusão mental, mas os sinais de respiração de Kussmaul são mais típicos da CAD.


E

Infecção bacteriana, com aumento da glicose devido à resposta inflamatória, embora a infecção possa aumentar a glicose, o quadro clínico com respiração de Kussmaul é mais compatível com a CAD.

Durante o plantão, um paciente com diagnóstico de diabete melito tipo 1 apresenta sinais clínicos sugestivos de cetoacidose diabética. O médico prescreveu hidratação venosa e início de insulinoterapia contínua em infusão endovenosa. Qual conduta deve ser priorizada pelo técnico de enfermagem para garantir a segurança e o monitoramento adequado desse paciente?


A

Suspender a hidratação venosa caso o paciente apresente náuseas para evitar risco de aspiração e garantir conforto.


B

Realizar a administração da insulina conforme prescrição, monitorar a velocidade da infusão e observar possíveis sinais de hipoglicemia comunicando imediatamente qualquer alteração.


C

Incentivar o paciente a realizar ingestão oral de líquidos açucarados para prevenir hipoglicemia durante o tratamento.


D

Monitorar apenas os sinais vitais a cada 6 horas, já que a glicemia será controlada pela equipe médica.


E

Orientar o paciente a repousar na cama e evitar movimentações para não agravar a cetoacidose.

 
 
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