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Na Estratégia Saúde da Família, um homem de vinte e sete anos procura o enfermeiro relatando relação sexual desprotegida com parceiro eventual há dez dias, referindo agora corrimento uretral e ardor ao urinar. Demonstra preocupação com possibilidade de infecção pelo HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, mas teme contar à família e reluta em procurar o serviço novamente se "ficar marcado" no sistema.Com base na assistência integral à saúde de pessoas com doenças transmissíveis e nas diretrizes do Programa de Prevenção e Assistência em Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS, selecione, dentre as alternativas apresentadas, a única que indica a conduta correta do enfermeiro.
Restringir-se a orientar que o paciente retorne apenas se o corrimento persistir por mais de trinta dias, evitando qualquer registro em prontuário para não "marcar" o usuário.
Realizar acolhimento com escuta qualificada, avaliar sinais e sintomas, solicitar exames para DST e HIV conforme protocolo, iniciar tratamento sindrômico quando indicado, orientar sobre uso de preservativos, sigilo e necessidade de acompanhamento, além de discutir testagem e abordagem de parceiros sexuais.
Informar ao paciente que, por se tratar de relação consensual com parceiro eventual, não há necessidade de investigação, tratamento ou orientação específica, bastando aumentar a ingestão de líquidos.
Encaminhar o paciente diretamente para serviço terciário, sem qualquer avaliação inicial na unidade e sem fornecer orientações de prevenção, pois DST e AIDS não são atribuições da Atenção Primária à Saúde.
Recomendar apenas abstinência sexual por tempo indeterminado, sem tratar o corrimento uretral e sem ofertar testagem para HIV e outras DST, a fim de não causar ansiedade adicional.