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Em ambulatório especializado em tratamento de feridas complexas, avalia-se paciente com...

Em ambulatório especializado em tratamento de feridas complexas, avalia-se paciente com diabetes mellitus tipo 2 de longa data, controle glicêmico inadequado (HbA1c = 9,2%), neuropatia periférica sensitivo-motora e úlcera neuropática plantar com tempo de evolução aproximado de seis semanas. O exame local evidencia bordas maceradas, tecido de granulação pálido e friável, exsudato moderado, odor discreto após retirada de cobertura oclusiva, pele perilesional hiperemiada, sem sinais de celulite extensa ou comprometimento sistêmico. Observa-se aumento térmico local discreto, ausência de dor significativa e pulsos pedioso e tibial posterior palpáveis, sugerindo perfusão arterial preservada.NCom base no exposto, é correto afirmar que:


A

manter curativo oclusivo de longa permanência, com ampliação do intervalo de trocas, visando reduzir trauma mecânico e preservar o microambiente úmido, associando emoliente oclusivo na pele perilesional.


B

reavaliar a estratégia de cobertura, priorizando o controle da umidade e da carga microbiana, com proteção da pele perilesional por barreira cutânea, seleção de cobertura absorvente apropriada ao volume de exsudato e monitoramento clínico seriado, postergando antibióticoterapia sistêmica na ausência de critérios clínicos de infecção estabelecida.


C

instituir antibiótico sistêmico empírico de amplo espectro, uma vez que a presença de odor, independentemente de intensidade ou repercussão sistêmica, caracteriza infecção ativa da ferida diabética.


D

indicar desbridamento cirúrgico amplo e imediato de todo o leito da ferida, mesmo na ausência de necrose evidente, como estratégia primária para acelerar a formação de tecido de granulação viável.