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Paciente do sexo feminino, 63 anos, com histórico de colecistopatia crônica e etilismo social, é admitida na unidade de emergência com dor abdominal intensa há 24 horas, irradiada para o dorso, náuseas persistentes e piora nas últimas 6 horas. O enfermeiro identifica: equimose periumbilical discreta, dor epigástrica com irradiação posterior, sinal de Blumberg: negativo, sinal de Rovsing: ausente, sinal de Giordano: negativo bilateralmente. PA: 95/60 mmHg, FC: 118 bpm, FR: 26 irpm, pele fria e pegajosa. Considerando os sinais semiológicos específicos, assinale a alternativa mais coerente com o caso.
A equimose periumbilical corresponde ao sinal de Cullen associado à hemorragia intra-abdominal ou pancreatite hemorrágica, e, somado à hipotensão, configura quadro potencialmente grave.
A ausência dos sinais de Rovsing e Giordano indica baixa probabilidade de inflamação abdominal grave, sugerindo que a equimose periumbilical pode ser um achado traumático sem relação com processos intra-abdominais.
A presença de equimose periumbilical e dor irradiada para dorso define o sinal de Grey Turner, geralmente mais relacionado a lesões renais retroperitoneais do que a patologias pancreáticas.
A equimose periumbilical combinada com o sinal de Rovsing indica obstrução biliar de origem neoplásica, e esse quadro, somado aos sinais de choque hipovolêmico, configura uma situação de emergência.
Os sinais semiológicos sugerem uma possível apendicite supurada, com presença de peritonite. A liberação das fezes na cavidade abdominal causou hipotensão, taquicardia discreta e taquipneia.