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O monitoramento hemodinâmico invasivo em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) é crucial para guiar a terapêutica em pacientes críticos, instáveis ou em choque. A mensuração da Pressão Venosa Central (PVC) é um dos parâmetros mais tradicionais, obtido por meio de um cateter venoso central posicionado na veia cava superior ou átrio direito. Embora o valor absoluto da PVC tenha suas limitações como preditor de fluido-responsividade, sua tendência ao longo do tempo e em resposta a provas de volume fornece informações valiosas sobre a relação entre o retorno venoso e a função cardíaca direita. O enfermeiro intensivista é responsável pela montagem do sistema, calibração (zeragem), obtenção da medida e interpretação inicial dos valores, garantindo a acurácia do dado. A técnica de mensuração exige rigor, especialmente no posicionamento do paciente e do transdutor. Sobre a mensuração e interpretação da PVC, assinale a alternativa correta.
Valores de PVC persistentemente elevados (acima de 15 mmHg) indicam invariavelmente hipovolemia, sugerindo a necessidade imediata de reposição volêmica agressiva para restaurar a perfusão tecidual.
A PVC reflete primariamente a pós-carga do ventrículo esquerdo, com valores normais entre 8 e 12 mmHg, sendo a posição de Fowler (45 graus) a ideal para a mensuração para evitar congestão pulmonar.
O eixo flebostático, ponto zero de referência para o transdutor, localiza-se na linha axilar média, no nível do segundo espaço intercostal, e é utilizado para corrigir os efeitos da pressão atmosférica.
A PVC é um indicador da pré-carga do ventrículo direito, e seus valores normais situam-se entre 2 e 6 mmHg, devendo a mensuração ser realizada com o paciente em decúbito dorsal horizontal (0 grau) e o transdutor nivelado no eixo flebostático.