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Durante uma auditoria interna em um hospital de médio porte, a enfermeira responsável técnica identificou aumento da taxa de infecção de sítio cirúrgico (ISC) em cirurgias limpas eletivas. A investigação revelou os seguintes achados:
− fluxo inadequado de materiais entre áreas limpa e contaminada na CME;
− falhas no registro do monitoramento de parâmetros físicos, químicos e biológicos dos processos de esterilização;
− ausência do enfermeiro no planejamento do mapa cirúrgico e na supervisão do preparo da sala operatória.
No âmbito das atribuições legais, técnicas e gerenciais da enfermagem no Centro Cirúrgico e na Central de Material e Esterilização, bem como dos princípios de segurança do paciente e prevenção de infecção, como é analisado o contexto acima apresentado?
A elevação da ISC está relacionada exclusivamente à técnica cirúrgica do cirurgião, não sendo atribuível à organização da CME ou à atuação da enfermagem no CC.
Compete à enfermagem apenas a execução dos procedimentos técnicos de esterilização e preparo da sala, sendo a responsabilidade gerencial do processo exclusiva da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
A atuação do enfermeiro no CC e na CME inclui gestão de processos, garantia da rastreabilidade dos materiais esterilizados, supervisão da equipe e articulação com a CCIH para redução de riscos assistenciais.
A falha no registro de indicadores de esterilização não compromete a segurança do paciente, desde que os materiais tenham sido submetidos ao processo térmico adequado.
A ausência do enfermeiro no planejamento cirúrgico não interfere na segurança assistencial, desde que a equipe médica esteja completa no momento do procedimento.