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Paciente masculino, 67 anos, com diagnóstico prévio de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE 32%), em uso irregular de carvedilol, enalapril e furosemida, comparece à Unidade Básica de Saúde referindo piora progressiva da dispneia há 5 dias. Relata ortopneia (necessidade de três travesseiros para dormir), episódios de dispneia paroxística noturna, ganho ponderal de 3 kg na última semana e redução do volume urinário. O exame físico apresenta:
• PA: 150×90 mmHg
• FC: 104 bpm
• FR: 26 irpm
• Saturação: 88% em ar ambiente
• Turgência jugular a 45°
• Estertores crepitantes bibasais
• Edema de membros inferiores 3+/4+
• Extremidades frias
O quadro clínico é compatível com descompensação congestiva com sinais de hipoxemia e congestão sistêmica. Diante desse cenário, a conduta prioritária na UBS é:
Orientar repouso domiciliar, reforçar adesão medicamentosa e reavaliar em 48 horas, considerando tratar-se de piora transitória sem evidências de instabilidade clínica imediata.
Iniciar oxigenoterapia suplementar de forma imediata, posicionar o paciente em semi-Fowler, monitorizar sinais vitais e providenciar encaminhamento urgente para avaliação hospitalar devido a sinais de congestão pulmonar e hipoxemia.
Recomendar aumento da ingestão hídrica para otimizar débito cardíaco e perfusão sistêmica, mantendo acompanhamento ambulatorial programado.
Suspender temporariamente o diurético de alça para evitar possível hipovolemia e hipotensão, mantendo apenas terapia vasodilatadora.