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Ao observar edema em membros inferiores de um paciente acamado, o profissional reconhece alteração que pode relacionar-se, entre outros fatores, a dificuldade de retorno:
arterial, por redução da frequência respiratória.
venoso, por estase circulatória periférica.
linfático, por aumento do peristaltismo.
nervoso, por lesão de fibras sensitivas.
Paciente de 67 anos, hipertenso e com histórico de insuficiência cardíaca, em uso regular de metoprolol, evolui com queixa de fadiga progressiva, tontura aos esforços e episódios de bradicardia (FC: 48 bpm). Ao exame, apresenta pressão arterial controlada, sem sinais de hipovolemia ou distúrbios eletrolíticos. O eletrocardiograma evidencia bradicardia sinusal sem bloqueios atrioventriculares de alto grau. Considerando o mecanismo de ação do fármaco e a fisiologia cardiovascular, assinale a alternativa que apresenta a melhor explicação do quadro.
Estímulo dos receptores β1-adrenérgicos, promovendo efeito cronotrópico negativo reflexo.
Bloqueio competitivo dos receptores β1-adrenérgicos, reduzindo o automatismo do nó sinoatrial e a condução atrioventricular.
Aumento compensatório da liberação de catecolaminas, com dessensibilização dos receptores adrenérgicos.
Ativação direta do sistema parassimpático, independentemente da ação farmacológica.
Paciente adulto, com histórico de hipertensão arterial sistêmica e diabete melito de longa data, é admitido na unidade de emergência apresentando dispneia progressiva aos esforços, evoluindo para ortopneia, além de edema de membros inferiores, estertores crepitantes bibasais à ausculta pulmonar e ganho ponderal recente. À avaliação clínica, suspeita-se de insuficiência cardíaca descompensada. Considerando os mecanismos fisiopatológicos envolvidos na doença, assinale a alternativa que melhor explica o processo predominantemente responsável pelos sinais e sintomas apresentados.
Aumento da pós-carga com redução do débito cardíaco e congestão pulmonar.
Vasodilatação sistêmica com hipoperfusão tecidual.
Obstrução coronariana aguda com necrose miocárdica.
Ruptura de parede ventricular com tamponamento cardíaco.
Bradicardia reflexa com queda do volume sistólico.
Paciente de 58 anos, internado em unidade clínica por descompensação cardíaca, evolui com edema generalizado envolvendo membros, face e parede abdominal, ganho ponderal de 4 kg em 5 dias, oligúria e sinal de cacifo difuso (+++/4+). Exames laboratoriais demonstram hipoalbuminemia discreta e sódio sérico no limite inferior da normalidade. De acordo com os mecanismos fisiopatológicos envolvidos na formação da anasarca e a dinâmica dos compartimentos líquidos corporais, é correto afirmar que o(a):
anasarca decorre predominantemente da expansão do volume intracelular secundária à falha da bomba de sódio-potássio, promovendo influxo osmótico de água para o interior das células e aumento difuso do volume tecidual, sem participação significativa do compartimento intersticial ou das forças de Starling
edema generalizado resulta da combinação entre aumento da pressão hidrostática capilar, ativação neuro-hormonal com retenção de sódio e água e redução relativa da pressão oncótica plasmática, favorecendo o deslocamento de líquido para o espaço intersticial
presença de hipoalbuminemia discreta afasta o papel das forças de Starling na gênese do edema, indicando mecanismo exclusivamente inflamatório sistêmico predominante
oligúria observada indica redistribuição hídrica transitória, sem relação com retenção renal de sódio mediada por ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona
Em uma Unidade de Clínica Médica de um hospital público, o Técnico de Enfermagem trabalha sob supervisão do enfermeiro e realiza cuidados integrais de enfermagem em pacientes com diferentes diagnósticos clínicos. Um paciente idoso internado com diagnóstico de insuficiência cardíaca congestiva apresenta edema em membros inferiores, dispneia ao esforço, fadiga, pressão arterial elevada (160/100 mmHg), frequência cardíaca 102 de bpm, frequência respiratória de 24 irpm, e relata dificuldade para dormir devido à dispneia quando está deitado. O Técnico de Enfermagem reconhece que os cuidados integrais de enfermagem exigem abordagem holística que considere aspectos físicos, emocionais, sociais e espirituais do paciente, promovendo conforto, dignidade, segurança e bem-estar. O profissional deve realizar avaliação completa do paciente, comunicar os achados ao enfermeiro supervisor, implementar cuidados conforme prescrição de enfermagem, monitorar a resposta do paciente às intervenções, oferecer apoio emocional, orientar sobre sua condição de saúde, envolver a família no cuidado, e registrar todas as ações no prontuário. Qual é a conduta CORRETA que o Técnico de Enfermagem deve adotar ao prestar cuidados integrais de enfermagem a paciente com insuficiência cardíaca congestiva?
Realizar avaliação completa, comunicar achados ao enfermeiro, implementar cuidados conforme prescrição, monitorar resposta, oferecer apoio emocional e orientar o paciente sobre sua condição.
Implementar cuidados de forma padronizada para todos os pacientes, sem adaptar conforme às necessidades individuais e às particularidades de cada caso.
Focar apenas em cuidados físicos e higiene do paciente, sem considerar aspectos emocionais ou necessidades psicossociais.
Realizar apenas os cuidados prescritos pelo médico, sem necessidade de avaliação de enfermagem ou comunicação com o enfermeiro supervisor.


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Entre os principais diagnósticos de enfermagem de pacientes com insuficiência cardíaca (IC) descompensada estão:
Pressão sistólica e diastólica aumentadas.
Débito cardíaco aumentado e volume de líquidos excessivo.
Resistência periférica e volume de líquidos diminuídos.
Débito cardíaco diminuído e volume de líquidos excessivo.
Paciente adulto com Doença Falciforme é admitido com dor torácica, febre (38,7 °C), taquipneia e queda da saturação de oxigênio (SpO₂ 89%). Marque a alternativa que apresenta o planejamento de enfermagem frente à suspeita de Síndrome Torácica Aguda (STA).
Priorizar analgesia opioide em bomba de infusão contínua, restrição hídrica rigorosa e monitorização clínica intermitente a cada 6 horas, visando evitar sobrecarga circulatória.
Manter paciente em repouso absoluto, administrar anti-inflamatórios não esteroidais isoladamente e aguardar confirmação radiológica antes de iniciar medidas respiratórias específicas.
Suspender hidratação venosa, iniciar antibioticoterapia apenas após resultado de hemocultura e limitar mobilização para reduzir consumo metabólico de oxigênio.
Instituir oxigenoterapia imediata, monitorização contínua de SpO₂, incentivo à espirometria de estímulo, controle hídrico com hidratação venosa cautelosa e vigilância para indicação precoce de hemotransfusão.
Em uma avaliação clínica de enfermagem, um paciente com insuficiência cardíaca refere piora importante da dispneia ao permanecer em decúbito dorsal, necessitando manter-se sentado para alívio sintomático. Observa-se, ainda, padrão respiratório periódico caracterizado por oscilações progressivas da amplitude ventilatória, alternando fases de hiperpneia e apneia transitória. Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, os termos técnico-semiológicos correspondentes ao quadro descrito.
Trepopneia e respiração de Biot.
Platipneia e respiração de Kussmaul.
Ortopneia e respiração de Cheyne-Stokes.
Bendopneia e bradipneia periódica.
Podemos afirmar seguramente que um idoso que deambula NÃO está:
Apresentando náuseas.
Relatando algia.
Com taquicardia.
Sedado.
Confuso.
No transporte intra-hospitalar, o principal cuidado é:
Garantir a segurança do paciente.
Reduzir o número de profissionais.
Aumentar a velocidade do deslocamento.
Evitar o uso de equipamentos.
Substituir a monitorização.


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A insuficiência cardíaca trata-se de uma condição na qual o suprimento de sangue oferecido pelo músculo cardíaco é insuficiente. O papel do enfermeiro intensivista no tratamento de enfermos com a referida patologia consiste em intervenções preventivas fundamentadas em conhecimentos científicos e na análise das condições clínicas.
No que concerne às intervenções de enfermagem adequadas para pacientes com a patologia em questão, analise as afirmativas a seguir.
I- Manter o paciente com a cabeceira elevada afim de favorecer o aumento da pressão venosa e da pré-carga.
II- Observar sinais e sintomas de diminuição da perfusão periférica: palidez facial, pele fria e enchimento capilar retardado.
III- Monitorar a pressão arterial a cada 30 minutos.
IV- Realizar a ausculta cardíaca com frequência, buscando identificar a terceira bulha ou galope auricular e a quarta bulha ou galope ventricular.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
II e III.
I, II e III.
III e IV.
II e IV.
II, III e IV.
Paciente idoso, com insuficiência cardíaca e fibrilação atrial, em uso de digoxina, apresenta náuseas, vômitos, visão borrada e bradicardia. Considerando a farmacologia do medicamento, a causa mais provável desse quadro é:
Reação alérgica mediada por IgE.
Efeito colateral esperado em doses terapêuticas.
Toxicidade digitálica associada à janela terapêutica estreita.
Interação benéfica com diuréticos de alça.
Metabolização hepática acelerada.
Durante o plantão no pronto atendimento, a técnica de enfermagem Bibiana recebe a prescrição de administrar digoxina a um paciente idoso. Na ficha de atendimento, consta que ele possui insuficiência cardíaca. Previamente à administração, a profissional verifica o pulso apical e encontra 48 bpm. O idoso também relata náuseas e visão embaçada. Qual deve ser a conduta de Bibiana?
Administrar o medicamento, pois foi prescrito pelo médico.
Administrar metade da dose prescrita, pois os sintomas são comuns em idosos.
Suspender a medicação e comunicar imediatamente o enfermeiro para novas condutas.
Administrar o medicamento e monitorar sinais vitais após 30 minutos.
Oferecer alimento antes da administração para reduzir os efeitos adversos.
Durante a admissão de um paciente com insuficiência cardíaca congestiva na unidade de internação, o enfermeiro observa que o paciente relata dificuldade intensa para respirar quando se deita em posição horizontal, melhorando apenas ao sentar-se ou elevar o tronco. Para registrar essa queixa técnica corretamente no prontuário, o enfermeiro deve utilizar um termo específico. Assinale a alternativa correta.
Eupneia.
Ortopneia.
Hemoptise.
Dispepsia.
Bradipneia.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica que resulta de distúrbios cardíacos estruturais ou funcionais que comprometem a capacidade de enchimento ou de ejeção de sangue de um ventrículo. Conforme Brunner (2023) e Potter et al. (2024) marque a alternativa CORRETA.
Os diuréticos tiazídicos são administrados por via intravenosa a pacientes com episódios de exacerbação de IC quando é necessário indução rápida de diurese, como no caso de edema pulmonar.
Uma pressão diferencial ampla na IC ocorre secundária a vasoconstrição compensatória de baixo volume sistólico e baixa velocidade de ejeção.
A congestão pulmonar, resultado da insuficiência cardíaca direita, resulta em manifestações clínicas como dispneia, tosse, estertores crepitantes pulmonares e níveis baixos de saturação de oxigênio.
A maioria dos diuréticos usados para tratar insuficiência cardíaca aumenta o risco de hipocalemia e ao mesmo tempo reduz o excesso de volume extracelular (VEC).


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O diagnóstico de enfermagem da NANDA-I é um julgamento clínico padronizado, sobre as respostas humanas as condições de saúde/processos de vida de pacientes, famílias ou comunidades, essencial para o planejamento de um cuidado seguro pelo Enfermeiro. Durante uma consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde, o Sr José, sexo masculino, 65 anos, com histórico de hipertensão arterial e infarto agudo do miocárdio há 5 anos, procurou atendimento com queixa de dispneia progressiva no último mês, evoluindo para “falta de ar” aos pequenos esforços o que tem o deixado preocupado. Ao exame físico de enfermagem, apresenta edema em membros inferiores difuso, estase jugular e presença de bulha cardíaca extra (S3). Considerando o quadro clínico, sinais e sintomas apresentado pelo paciente, qual o diagnóstico de enfermagem da NANDA-I mais indicado?
Déficit de perfusão tissular.
Intolerância à atividade.
Ansiedade relacionada à doença crônica.
Volume de líquidos excessivo.
Paciente masculino, 67 anos, com diagnóstico prévio de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE 32%), em uso irregular de carvedilol, enalapril e furosemida, comparece à Unidade Básica de Saúde referindo piora progressiva da dispneia há 5 dias. Relata ortopneia (necessidade de três travesseiros para dormir), episódios de dispneia paroxística noturna, ganho ponderal de 3 kg na última semana e redução do volume urinário. O exame físico apresenta:
• PA: 150×90 mmHg
• FC: 104 bpm
• FR: 26 irpm
• Saturação: 88% em ar ambiente
• Turgência jugular a 45°
• Estertores crepitantes bibasais
• Edema de membros inferiores 3+/4+
• Extremidades frias
O quadro clínico é compatível com descompensação congestiva com sinais de hipoxemia e congestão sistêmica. Diante desse cenário, a conduta prioritária na UBS é:
Orientar repouso domiciliar, reforçar adesão medicamentosa e reavaliar em 48 horas, considerando tratar-se de piora transitória sem evidências de instabilidade clínica imediata.
Iniciar oxigenoterapia suplementar de forma imediata, posicionar o paciente em semi-Fowler, monitorizar sinais vitais e providenciar encaminhamento urgente para avaliação hospitalar devido a sinais de congestão pulmonar e hipoxemia.
Recomendar aumento da ingestão hídrica para otimizar débito cardíaco e perfusão sistêmica, mantendo acompanhamento ambulatorial programado.
Suspender temporariamente o diurético de alça para evitar possível hipovolemia e hipotensão, mantendo apenas terapia vasodilatadora.
A insuficiência cardíaca congestiva provoca alterações hemodinâmicas que resultam em congestão pulmonar e sistêmica. Um sinal clássico de congestão venosa sistêmica, facilmente identificável ao exame físico, é a distensão da veia jugular. A mensuração da pressão venosa jugular é realizada com o paciente posicionado em decúbito elevado a:
30 graus.
45 graus.
60 graus.
75 graus.
90 graus.
De acordo com Brunner e Suddarth (2023), o saco pericárdico contém cerca de 20 mL de líquido, necessários para diminuir a fricção durante a contração cardíaca. Um aumento desse líquido eleva a pressão no saco pericárdico e comprime o coração. Dentre as consequências do derrame pericárdico, assinale a opção correta.
Aumenta o retorno venoso devido à dilatação atrial.
Promove distensão adequada dos ventriculos melhora o débito cardíaco.
Diminui a pressão nas câmaras cardíacas, facilitando o enchimento ventricular.
Diminui o retorno venoso em virtude de compressão atrial.
Diminui a pressão pericárdica, favorecendo relaxamento miocárdico.
Os sinais vitais são valores objetivos das funções fisiológicas do organismo. A identificação de alterações se correlaciona com mudanças no estado cardiopulmonar do paciente. A rotina do profissional de enfermagem demanda a aferição dos sinais vitais. Sobre o assunto, é INCORRETO afirmar que:
a aferição do pulso inclui frequência, ritmo, volume, amplitude e simetria. Em adultos, considera-se normal a frequência cardíaca entre e batimentos por minuto (bpm). Valores acima de 100 bpm caracterizam taquicardia e ritmos abaixo de 60 bpm bradicardia.
a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 define como pré-hipertensão os valores de pressão arterial sistólica, entre 120 e 139 mmHg, ou de pressão arterial diastólica, entre 80 e 89 mmHg no consultório.
a variação da temperatura corporal pode ocorrer por vários motivos, como infecções, neoplasias, processos inflamatórios, exposição intensa ao frio, entre outros fatores.
ao aferir a respiração, é importante observar fatores que interferem na frequência respiratória como ansiedade, dor aguda, medicamentos, atividade física, lesão neurológica e níveis baixos de hemoglobina. Além disso, é importante avaliar a profundidade da respiração e padrão respiratório.
dentre as recomendações da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, para a aferição da pressão arterial no consultório, o paciente deve estar sentado há pelo menos cinco minutos, 10 minutos sem fumar ou ingerir alimentos/cafeína e 90 minutos sem exercício físico.