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Os sinais vitais são valores objetivos das funções fisiológicas do organismo. A identificação de alterações se correlaciona com mudanças no estado cardiopulmonar do paciente. A rotina do profissional de enfermagem demanda a aferição dos sinais vitais. Sobre o assunto, é INCORRETO afirmar que:
a aferição do pulso inclui frequência, ritmo, volume, amplitude e simetria. Em adultos, considera-se normal a frequência cardíaca entre e batimentos por minuto (bpm). Valores acima de 100 bpm caracterizam taquicardia e ritmos abaixo de 60 bpm bradicardia.
a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 define como pré-hipertensão os valores de pressão arterial sistólica, entre 120 e 139 mmHg, ou de pressão arterial diastólica, entre 80 e 89 mmHg no consultório.
a variação da temperatura corporal pode ocorrer por vários motivos, como infecções, neoplasias, processos inflamatórios, exposição intensa ao frio, entre outros fatores.
ao aferir a respiração, é importante observar fatores que interferem na frequência respiratória como ansiedade, dor aguda, medicamentos, atividade física, lesão neurológica e níveis baixos de hemoglobina. Além disso, é importante avaliar a profundidade da respiração e padrão respiratório.
dentre as recomendações da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, para a aferição da pressão arterial no consultório, o paciente deve estar sentado há pelo menos cinco minutos, 10 minutos sem fumar ou ingerir alimentos/cafeína e 90 minutos sem exercício físico.
No manejo da Insuficiência Cardíaca Crônica (ICC), o enfermeiro deve realizar a educação para o autocuidado focada na manutenção da volemia. Uma orientação baseada em evidências para o reconhecimento precoce de descompensação é
orientar o automonitoramento do peso diário, considerando um aumento de 2 kg em três dias como sinal de alerta para retenção hídrica.
recomendar a suspensão imediata de todos os diuréticos caso o paciente apresente edema de membros inferiores ao final do dia.
estimular a ingestão hídrica superior a 3 litros diários para garantir a perfusão renal e evitar a progressão da doença.
orientar que a dispneia paroxística noturna é um sintoma esperado da doença e não requer ajuste na terapêutica ou avaliação da equipe.
prescrever o repouso absoluto em leito para todos os pacientes com ICC classe funcional II (NYHA) como forma de preservar a fração de ejeção.
Durante a avaliação propedêutica do sistema cardiovascular, o enfermeiro identifica um ruído adventício sistólico suave, de baixa frequência, audível com o sino do estetoscópio no quinto espaço intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular, logo após a segunda bulha cardíaca. Em um contexto de insuficiência cardíaca descompensada em adultos, esse achado reflete a resistência ao enchimento ventricular rápido. Assinale a alternativa correta.
O sopro de Austin Flint é um ruído diastólico de ejeção audível no foco aórtico, característico da estenose mitral grave com calcificação valvar.
A terceira bulha cardíaca é originada pela vibração das paredes ventriculares durante o enchimento diastólico rápido, sendo um indicador precoce de disfunção sistólica.
A quarta bulha cardíaca é um achado fisiológico comum em atletas de alta performance, resultante do fechamento retardado das valvas semilunares.
O desdobramento fixo da segunda bulha cardíaca ocorre exclusivamente durante a expiração forçada, indicando um bloqueio de ramo esquerdo completo.
O diagnóstico de enfermagem da NANDA-I é um julgamento clínico padronizado, sobre as respostas humanas as condições de saúde/processos de vida de pacientes, famílias ou comunidades, essencial para o planejamento de um cuidado seguro pelo Enfermeiro. Durante uma consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde, o Sr José, sexo masculino, 65 anos, com histórico de hipertensão arterial e infarto agudo do miocárdio há 5 anos, procurou atendimento com queixa de dispneia progressiva no último mês, evoluindo para “falta de ar” aos pequenos esforços o que tem o deixado preocupado. Ao exame físico de enfermagem, apresenta edema em membros inferiores difuso, estase jugular e presença de bulha cardíaca extra (S3). Considerando o quadro clínico, sinais e sintomas apresentado pelo paciente, qual o diagnóstico de enfermagem da NANDA-I mais indicado?
Déficit de perfusão tissular.
Intolerância à atividade.
Ansiedade relacionada à doença crônica.
Volume de líquidos excessivo.
Na Unidade de Saúde da Família, uma usuária acompanhada por insuficiência cardíaca, anteriormente estável, aguarda consulta especializada há três meses. Nesse período, apresenta ganho de peso e aumento do cansaço aos esforços, embora os sinais vitais permaneçam estáveis. Diante desse quadro, qual conduta deve ser adotada pela equipe da Atenção Primária à Saúde para assegurar a coordenação do cuidado?
Encaminhar uma atualização clínica ao serviço regulador, manter o plano vigente e transferir ao especialista a definição das intervenções até a emissão da contrarreferência.
Solicitar prioridade na fila, orientar procura espontânea do serviço especializado diante de piora e restringir o acompanhamento local às renovações de receitas já prescritas.
Reavaliar o risco, atualizar o plano, compartilhar informações pertinentes com a regulação e manter o seguimento territorial antes e depois da consulta especializada.
Reabrir o encaminhamento com nova hipótese diagnóstica, suspender temporariamente o plano anterior e aguardar a avaliação especializada para reorganizar o acompanhamento na unidade.
A insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica complexa, decorrente de alterações estruturais ou funcionais do coração que comprometem sua capacidade de manter débito cardíaco adequado às necessidades metabólicas do organismo ou o fazem apenas às custas de elevadas pressões de enchimento. Considerando a fisiopatologia e as manifestações clínicas da insuficiência cardíaca, analise as assertivas a seguir:
I. A insuficiência cardíaca esquerda está frequentemente associada à congestão pulmonar, manifestando-se por dispneia, ortopneia e dispneia paroxística noturna.
II. A insuficiência cardíaca direita pode cursar com congestão venosa sistêmica, caracterizada por hepatomegalia, turgência jugular, edema periférico e ascite.
III. A ortopneia constitui manifestação clínica típica da congestão venosa sistêmica decorrente da insuficiência ventricular direita isolada.
IV. A redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo caracteriza, classicamente, a insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, relacionada à disfunção sistólica.
Quais estão corretas?
Apenas I e III.
Apenas II e IV.
Apenas I, II e IV.
I, II, III e IV.
Durante o plantão no pronto atendimento, a técnica de enfermagem Bibiana recebe a prescrição de administrar digoxina a um paciente idoso. Na ficha de atendimento, consta que ele possui insuficiência cardíaca. Previamente à administração, a profissional verifica o pulso apical e encontra 48 bpm. O idoso também relata náuseas e visão embaçada. Qual deve ser a conduta de Bibiana?
Administrar o medicamento, pois foi prescrito pelo médico.
Administrar metade da dose prescrita, pois os sintomas são comuns em idosos.
Suspender a medicação e comunicar imediatamente o enfermeiro para novas condutas.
Administrar o medicamento e monitorar sinais vitais após 30 minutos.
Oferecer alimento antes da administração para reduzir os efeitos adversos.
Paciente, 68 anos, sexo masculino, diagnóstico médico de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), apresenta-se com dispneia aos pequenos esforços, edema de membros inferiores (3+/4+), turgência jugular e estertores crepitantes em bases pulmonares. Ao realizar o processo de enfermagem, o enfermeiro identifica o diagnóstico de enfermagem "Débito cardíaco diminuído". Qual das intervenções abaixo é prioritária para este diagnóstico, visando a redução da pré-carga?
Administrar oxigênio sob cateter nasal a 2L/min.
Estimular a deambulação precoce para reduzir o edema de membros inferiores.
Manter o paciente em decúbito dorsal horizontal para facilitar o retorno venoso.
Realizar balanço hídrico rigoroso e monitorar a administração de diuréticos prescritos.
A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma síndrome clínica de caráter sistêmico que causa a disfunção cardíaca e consequentemente inadequado suprimento sanguíneo para as necessidades metabólicas. São atividades de enfermagem importantes no cuidado ao paciente com IC hospitalizado.
Em todos os casos oferecer líquido de forma abundante ao paciente, com objetivo de aumentar a ingesta hídrica.
Estimular o consumo de alimentos ricos em sódio.
Monitorar sinais vitais e saturação de oxigênio. Manter registro preciso do balanço hídrico.
Não monitorar o paciente conectando nele eletrodos ou oxímetros, evitando desconforto.
O registro do balanço hídrico não faz parte dos cuidados desses pacientes.
Um paciente idoso internado apresenta mudança aguda do estado mental, com confusão mental, desorientação, alteração do nível de consciência e períodos de agitação intercalados com sonolência. A equipe de enfermagem suspeita de delirium. Diante desse quadro, é correto afirmar que o delirium
é uma condição crônica e de evolução lenta, comum em idosos.
caracteriza-se por início súbito e curso flutuante, exigindo investigação da sua causa.
não apresenta relação com condições clínicas, sendo exclusivamente psiquiátrico.
é uma alteração cognitiva não reversível e que afeta a memória de longo prazo.
Durante o plantão em uma unidade de clínica médica, um paciente de 72 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica, insuficiência cardíaca e fibrilação atrial, passa a apresentar sudorese fria, confusão leve, extremidades hipoperfundidas, frequência cardíaca irregular de 132 bpm e redução progressiva do débito urinário nas últimas horas. Embora a pressão arterial permaneça em 100x60 mmHg, a enfermeira identifica alteração importante no padrão clínico previamente observado naquele paciente. Considerando a assistência de enfermagem diante de alterações cardiovasculares e circulatórias, assinale a alternativa que apresenta a interpretação clínica e a conduta mais adequadas frente ao quadro descrito.
O conjunto de sinais sugere comprometimento da perfusão tecidual associado à instabilidade hemodinâmica, demandando monitorização contínua, reavaliação frequente e comunicação imediata à equipe responsável.
A manutenção de níveis pressóricos próximos ao basal do paciente indica adaptação cardiovascular compensatória, tornando prioritária a observação evolutiva antes da adoção de novas intervenções assistenciais.
A irregularidade do ritmo cardíaco associada à sudorese periférica representa resposta fisiológica esperada em pacientes idosos cardiopatas submetidos a longo período de internação hospitalar.
A presença de oligúria em pacientes com insuficiência cardíaca crônica possui maior relação com fatores renais prévios do que com alterações agudas da dinâmica circulatória sistêmica.
A ocorrência de extremidades frias e taquicardia em pacientes cardiopatas internados tende a refletir predominantemente mecanismos adaptativos relacionados ao repouso prolongado no leito.
Durante acolhimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), um homem de 58 anos procura atendimento relatando mal-estar súbito, palpitações intensas, tontura e sensação de desmaio iniciadas há aproximadamente 40 minutos. Na avaliação inicial realizada pelo Enfermeiro, o paciente apresenta-se ansioso, hipocorado, sudoreico e com extremidades frias. Os sinais vitais evidenciam:
• Frequência cardíaca: 130 bpm.
• Pressão arterial: 90x60 mmHg.
• Frequência respiratória.24irpm.
• Saturação de O2: 93o/o em ar ambiente.
Durante a escuta clínica, o paciente refere fraqueza progressiva e dificuldade para permanecer em pé. O Enfermeiro reconhece sinais sugestivos de comprometimento circulatório e prioriza condutas compatíveis com manejo inicial de instabilidade clÍnica na Atenção Primária. Considerando os princípios de avaliação clínica inicial e reconhecimento de sinais de gravidade na Atenção Primária à Saúde (APS), assinale a alternativa CORRETA.
O quadro é compatível com bradicardia compensada e estabilidade hemodinâmica, permitindo aguardar avaliação eletiva sem necessidade de priorização clínica.
O conjunto de sinais clínicos sugere instabilidade hemodinâmica, exigindo avaliação imediata, monitorização, suporte inicial e acionamento oportuno da rede de urgência/emergência.
A ausência de perda completa da consciência e de dor torácica afasta gravidade clínica, não havendo necessidade de intervenção imediata na UBS.
A taquicardia observada representa resposta fisiologica esperada à ansiedade, caracterizando quadro compatível com normalidade clínica sem repercussão sistêmica relevante.
Visceromegalia, cardiomegalia, hepatomegalia, esplenomegalia e nefromegalia indicam que:
Os órgãos estão ausentes (foram retirados).
Os órgãos estão com tamanho reduzido.
Os órgãos estão com aumento anormal de tamanho.
Os órgãos estão com aumento anormal de funcionalidade.
Os órgãos estão com sangramento importante/significativo.
Considerando-se a endocardite, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE.
A endocardite infecciosa consiste em uma lesão vegetativa rica em plaquetas, fibrina, microcolônias de microrganismos e escassas células inflamatórias. Ela envolve mais comumente ___________________.
as valvas cardíacas
as artérias coronárias
o nodo sinusal
a artéria aorta
O Enfermeiro, durante a ausculta cardíaca de um paciente adulto em posição supina, identificou um som adicional de baixa frequência, logo após a segunda bulha (B2), melhor audível com a campânula do estetoscópio no foco mitral.
Esse achado é compatível com
terceira bulha (B3), associada ao enchimento ventricular rápido e podendo indicar disfunção ventricular.
quarta bulha (B4), associada à contração atrial em ventrículo complacente e fisiológico.
desdobramento fisiológico de B2, relacionado ao fechamento simultâneo das valvas semilunares.
sopro sistólico ejetivo, decorrente de fluxo turbulento durante a diástole ventricular.
atrito pericárdico, caracterizado por som único, suave e contínuo na fase sistólica.
Um paciente de 68 anos, portador de insuficiência cardíaca (IC) com fração de ejeção reduzida, procura atendimento por dispneia progressiva e edema de membros inferiores. O médico solicita dosagem de peptídeos natriuréticos para auxiliar no diagnóstico. Sobre esses biomarcadores, assinale a alternativa correta.
BNP e NT-pró-BNP são utilizados exclusivamente para monitorar a eficácia do tratamento, não possuindo utilidade diagnóstica.
Os níveis de BNP e NT-pró-BNP tendem a estar elevados em pacientes obesos, independentemente da presença de IC.
A redução dos níveis de BNP durante o tratamento é suficiente para orientar, isoladamente, o ajuste terapêutico da IC.
Estados hiperdinâmicos, como a sepse, podem elevar os níveis de peptídeos natriuréticos mesmo na ausência de insuficiência cardíaca.
A miocardite é uma inflamação do músculo cardíaco que pode ser causada por diversas condições, como infecções virais ou bacterianas. Para o cuidado adequado desses pacientes, é fundamental a realização de intervenções e monitoramento específicos. Em relação aos cuidados de enfermagem para pacientes com miocardite, assinale a alternativa INCORRETA.
Deve-se monitorar a função renal, já que a insuficiência renal pode ser uma complicação associada à miocardite, especialmente com o uso de medicamentos.
O repouso é recomendado para pacientes com miocardite, evitando esforços físicos que possam agravar o quadro.
A administração de diuréticos e vasodilatadores é indicada, quando necessário, para controle da insuficiência cardíaca.
A restrição de líquidos e a utilização de anticoagulantes não são necessárias, exceto em casos de complicações específicas, como trombose.
A avaliação constante da frequência cardíaca e da pressão arterial é essencial para detectar arritmias ou sinais de choque cardiogênico.
Durante suporte com ECMO-VA, frequentemente ocorre o aumento da pós-carga no ventrículo esquerdo, o que pode levar a sua distensão. Qual estratégia é a mais indicada para reduzir esse efeito?
Aumentar o fluxo do ECMO arbitrariamente para sobressair o ventrículo.
Suprimir completamente o débito cardíaco nativo com medicações inotrópicas.
Reduzir a fração de ejeção pela administração de betabloqueadores pesados.
Utilizar dispositivo de venting do ventrículo esquerdo (ex.: cateter de venting ou derivação).
Alterar a canulação para modo venovenoso (ECMO-VV).
Durante a assistência de enfermagem a um paciente com insuficiência cardíaca descompensada, é essencial implementar intervenções baseadas em evidências que favoreçam a perfusão tecidual e reduzam a sobrecarga hemodinâmica. Marque a opção que representa uma conduta apropriada nessa situação.
Aplicar calor local nos membros inferiores para estimular a vasodilatação periférica, mesmo na presença de edema significativo.
Monitorar o balanço hídrico a cada 24 horas, priorizando o uso de diuréticos de longa duração sem ajuste para função renal.
Incentivar a elevação do decúbito a 90°, mesmo na presença de ortopneia, com o objetivo de facilitar a drenagem venosa.
Avaliar turgor cutâneo como indicador primário de perfusão periférica, desconsiderando débito urinário e enchimento capilar.
Posicionar o paciente em semi-fowler, administrar oxigenoterapia conforme prescrição e monitorar sinais de hipoperfusão sistêmica.
Paciente com histórico de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) procura a emergência com diagnóstico de dengue, realizado na UBS há dois dias. Queixa-se de fraqueza e de não estar ingerindo alimentos nem líquidos. Na avaliação médica, paciente apresenta sinais de desidratação, e são prescritas soluções para restabelecer hidratação por via intravenosa. No transcorrer da terapia intravenosa de hidratação, no caso específico da ICC, é importante monitorar os seguintes parâmetros fisiológicos, EXCETO:
Pressão arterial.
Capnografia.
Débito urinário.
Sinais de congestão pulmonar (dispneia e estertores pulmonares).
Perfusão periférica.