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Durante o turno noturno, a técnica de enfermagem Camila é designada para assistir o paciente sr. Álvaro Mendes, 74 anos, internado há oito dias na UTI com diagnóstico de pneumonia associada à ventilação mecânica. O paciente encontra-se em processo de desmame ventilatório, consciente, orientado, com cânula traqueal; comunica-se por gestos e escrita. Apresenta pele ressecada, áreas de hiperemia em região sacral e axilar, odor corporal acentuado e demonstra expressões faciais de desconforto e constrangimento quando a equipe propõe o banho no leito. Ao escrever no papel, ele expressa: “Prefiro não tomar banho hoje... me sinto envergonhado.” Considerando os princípios da ética, humanização e integralidade do cuidado de enfermagem, a conduta mais adequada e fundamentada cientificamente por parte da profissional é
adiar o banho, respeitando a recusa do paciente como expressão de sua autonomia, limitando-se a trocar os lençóis e comunicar o enfermeiro sobre o ocorrido.
realizar o banho imediatamente, priorizando a limpeza rigorosa para prevenir infecções e lesões cutâneas, independentemente da resistência emocional do paciente.
solicitar apoio do médico para administrar ansiolítico leve, a fim de reduzir o desconforto emocional e facilitar o banho.
estabelecer comunicação terapêutica e empática, reconhecendo o constrangimento do paciente e explicando a importância clínica do banho, propondo realizá-lo com privacidade, conforto e participação ativa do próprio paciente, sempre respeitando seu ritmo e dignidade.
suspender o banho e registrar a recusa em prontuário, uma vez que insistir poderia configurar violação ao princípio da autonomia e ao direito à recusa de tratamento.