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A atuação do enfermeiro na comunidade exige o desenvolvimento de competências que transcendem a dimensão puramente clínica, integrando saberes relacionados à saúde coletiva e à promoção da cidadania. Durante a realização de uma atividade de educação em saúde em uma associação de moradores de um bairro periférico, o enfermeiro identifica uma alta prevalência de doenças crônicas não transmissíveis associada às condições inadequadas de saneamento e precariedade no acesso a alimentos saudáveis. No planejamento das ações de enfermagem voltadas para esse território, o profissional deve adotar como diretriz principal da sua prática comunitária o(a):
Aplicação rigorosa de punições administrativas para os moradores que não comparecerem às reuniões de grupos terapêuticos organizadas pela enfermagem.
Estabelecimento de um diagnóstico de saúde que priorize o empoderamento da população e a abordagem dos determinantes sociais do processo saúde-doença.
Foco restrito na realização de procedimentos técnicos curativos individuais como forma de reduzir as filas de espera para atendimento médico na unidade.
Transferência sistemática de todos os casos de vulnerabilidade social para o atendimento em centros de especialidades localizados fora da comunidade.