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O uso de neurolépticos ou antipsicóticos é comum no tratamento de transtornos do espectro da esquizofrenia e outros transtornos psicóticos, exigindo do enfermeiro um acompanhamento rigoroso quanto à eficácia e aos efeitos adversos. O desenvolvimento de sintomas extrapiramidais, como a acatisia e a discinesia tardia, pode comprometer a adesão ao tratamento e a qualidade de vida do paciente. Ao realizar a orientação farmacológica para um usuário em uso de antipsicóticos típicos de alta potência, como o Haloperidol, o enfermeiro deve enfatizar a necessidade de observação rigorosa para a ocorrência de:
Aumento súbito da libido e agitação psicomotora intensa, sintomas típicos da melhora clínica esperada após as primeiras doses da medicação prescrita.
Redução drástica dos níveis de glicose sanguínea, sendo obrigatória a ingestão de grandes quantidades de açúcar simples imediatamente após a tomada do remédio.
Ausência completa de efeitos colaterais em longo prazo, garantindo ao paciente que a medicação não interfere em outras funções fisiológicas do organismo.
Distonias agudas e rigidez muscular, que podem ser sinais precoces de reações extrapiramidais, necessitando de ajuste terapêutico ou uso de antídotos específicos.