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Uma enfermeira da Estratégia Saúde da Família realiza visita domiciliar a um homem de 7...

Uma enfermeira da Estratégia Saúde da Família realiza visita domiciliar a um homem de 72 anos, hipertenso, diabético, com insuficiência cardíaca e sequelas de AVC isquêmico ocorrido há seis meses. O paciente encontra-se restrito ao leito, utiliza fraldas, apresenta dependência para atividades básicas da vida diária e recebeu alta hospitalar há 15 dias após internação por descompensação clínica. Durante a visita, a enfermeira identifica: pressão arterial: 150 × 90 mmhg; glicemia capilar: 248 mg/dl; presença de hiperemia persistente em região sacral, sem perda da integridade da pele; uso concomitante de oito medicamentos prescritos por diferentes serviços; cuidadora relata dúvidas sobre horários das medicações e dificuldades para mobilização do paciente; não houve consulta de acompanhamento após a alta hospitalar. ao exame físico, o paciente encontra-se: consciente e orientado; afebril; saturação periférica de oxigênio de 96% em ar ambiente; sem dispneia, dor torácica ou sinais de desconforto respiratório; sem edema agudo ou outros sinais de instabilidade clínica.


Considerando os princípios da Atenção Primária à Saúde, da coordenação do cuidado e do Processo de Enfermagem, qual das alternativas representa a conduta prioritária da enfermeira?


A

Solicitar consulta médica para ajuste da terapia anti-hipertensiva e hipoglicemiante, uma vez que os níveis pressóricos e glicêmicos se encontram acima das metas terapêuticas.


B

Priorizar a investigação da hiperemia sacral, pois a prevenção de lesão por pressão apresenta maior impacto clínico imediato do que as demais necessidades identificadas.


C

Encaminhar o paciente para atendimento especializado em cardiologia e neurologia, considerando a coexistência de múltiplas condições crônicas e dependência funcional.


D

Instituir medidas preventivas para lesão por pressão, realizar conciliação medicamentosa, orientar a cuidadora, estratificar os riscos identificados e organizar o seguimento multiprofissional após a alta hospitalar.


E

Programar retorno à unidade para revisão da prescrição medicamentosa, uma vez que a polifarmácia constitui o principal fator de risco para reinternação hospitalar nesse contexto.