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Segundo Potter et al. (2024) e conforme as recomendações da...

Segundo Potter et al. (2024) e conforme as recomendações da Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST), a avaliação sistemática do leito da ferida é essencial para a seleção da cobertura ideal, considerando a fase da cicatrização, o nível de exsudato e a presença de biofilme, de tecido desvitalizado e de sinais de infecção. Durante a consulta de enfermagem, um paciente de 71 anos, portador de diabetes melito e doença arterial periférica compensada, apresenta lesão por pressão em região sacral, classificada como estágio 3. Ao exame, o enfermeiro identifica leito composto por aproximadamente 80% de tecido de granulação viável, 20% de fibrina aderida, exsudato moderado seroso, ausência de odor, bordas íntegras, pele perilesional preservada e ausência de sinais clínicos de infecção. Considerando os princípios da cicatrização em ambiente úmido e o manejo contemporâneo de feridas, assinale a alternativa correta.


A

Realizar desbridamento químico com collagenase em toda a extensão da lesão e utilizar gaze seca como cobertura secundária para favorecer a formação de tecido de granulação.


B

Utilizar cobertura de espuma de poliuretano com silicone como cobertura primária, associando desbridamento seletivo da fibrina quando indicado, mantendo ambiente úmido e controle do exsudato.


C

Aplicar hidrogel amorfo em toda a lesão, independentemente da quantidade de exsudato, com o objetivo de acelerar a epitelização e reduzir a necessidade de trocas de curativo.


D

Utilizar alginato de cálcio associado à prata como primeira escolha, independentemente da ausência de sinais clínicos de infecção, devido ao potencial preventivo contra colonização bacteriana.


E

Empregar filme transparente semipermeável diretamente sobre o leito da lesão para estimular angiogênese e permitir avaliação contínua da evolução da ferida.