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Analise o caso clínico a seguir para responder a esta questão:
O Sr. José da Silva, 58 anos, foi admitido na unidade de internação cirúrgica para a realização de colecistectomia videolaparoscópica eletiva, sob anestesia geral, devido ao diagnóstico de colelitíase sintomática. Refere episódios recorrentes de dor em hipocôndrio direito (sinal de Murphy positivo) associada a náuseas e desconforto abdominal há aproximadamente oito meses, principalmente após refeições ricas em gordura. Nas últimas semanas, relata aumento da frequência e da intensidade da dor.
Na admissão, encontra-se consciente, orientado, comunicativo e colaborativo, porém demonstra preocupação constante com o procedimento, verbalizando medo da anestesia, receio de não acordar após a cirurgia e ansiedade em relação ao período de recuperação.
Apresenta histórico de hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana 50 mg (100mg por dia) e diabetes mellitus tipo 2 controlado com metformina 850 mg (1.700mg por dia). Nega alergias medicamentosas. É ex-tabagista há cinco anos, após histórico de 20 anos de tabagismo.
Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, pele íntegra, normocorada e hidratada. Acesso venoso periférico em membro superior esquerdo instalado para hidratação venosa e administração de medicamentos. Encontrava-se em jejum. Dados pré-operatórios: pressão arterial (PA): 100 × 50 mmHg; frequência cardíaca (FC): 76 bpm; frequência respiratória (FR): 18 irpm; saturação periférica de oxigênio (SpO2): 98% em ar ambiente; estado de consciência: alerta e orientado; mobilidade: movimenta os quatro membros normalmente.
Imediatamente após o término da cirurgia, o paciente foi encaminhado à Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA). Na admissão à SRPA, o enfermeiro realizou a seguinte avaliação: movimenta espontaneamente apenas os membros superiores; apresenta respiração superficial; pressão arterial atual: 79 × 48 mmHg; saturação periférica de oxigênio: 93% em uso de cateter nasal a 2 L/min; encontra-se desperto, orientado e responde adequadamente às perguntas.
Esse enfermeiro avaliou o paciente utilizando a Escala de Aldrete e Kroulik, instrumento necessário para acompanhamento da recuperação de anestesia geral, conforme quadro a seguir:

Fonte: MELO, S. M. D. et al. Cirurgia bariátrica: existe necessidade de internação em unidade de terapia intensiva? Revista Brasileira de Terapia Intensiva, v. 21, n. 2, p. 162-168, abr. 2009.
Considerando os dados apresentados no caso clínico, assinale a alternativa CORRETA.
O paciente apresenta escore 5, pois movimenta apenas dois membros, respiração superficial e hipotensão importante, encontra-se consciente e mantém saturação de oxigênio inferior a 95%, mesmo com suplementação de oxigênio.
O paciente apresenta escore 6, pois movimenta espontaneamente apenas os membros superiores, e respiração superficial, mantém pressão arterial com redução superior a 50% em relação ao pré-operatório, encontra-se desperto e orientado, e apresenta saturação periférica de oxigênio de 93% com oxigenoterapia.
O paciente apresenta escore 7, pois o estado de consciência preservado e a saturação de oxigênio compensam a hipotensão arterial observada, permitindo alta da SRPA desde que mantida monitorização clínica.
O paciente apresenta escore 8, uma vez que a movimentação parcial dos membros inferiores é esperada no pós-operatório imediato devido ao efeito residual da anestesia geral, não interferindo significativamente na pontuação da escala.
O paciente apresenta escore 9, pois está desperto e orientado, e parâmetros respiratórios e circulatórios compatíveis com recuperação anestésica satisfatória, e responde adequadamente aos estímulos.