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Paciente de 73 anos encontra-se internada há 18 dias na Clínica de Neurologia para investigação de lesão expansiva cerebral.
Apresenta hemiplegia à esquerda, mobilidade física prejudicada, dependência total para mudanças de decúbito e permanece a maior parte do tempo em posição supina.
Durante a Avaliação de Enfermagem, o membro inferior esquerdo encontrava-se em rotação externa, os pés permaneciam apoiados sobre a superfície do colchão em flexão plantar e a paciente referia desconforto durante a mobilização passiva dos tornozelos.
Considerando o quadro clínico apresentado e as intervenções de enfermagem destinadas à prevenção de complicações musculoesqueléticas decorrentes da imobilidade física prolongada, assinale a opção que apresenta a conduta correta a ser adotada.
Posicionar um travesseiro sob os joelhos para reduzir a tensão dos músculos gastrocnêmio e sóleo, manter os pés livres sobre o colchão para estimular o retorno venoso e utilizar um coxim lateral apenas durante as mudanças de decúbito.
Manter o paciente preferencialmente em posição de Fowler elevada, com os joelhos discretamente fletidos e os pés apoiados sobre o colchão, retirando as talas periodicamente apenas quando houver queixa de dor.
Posicionar o paciente em decúbito ventral por longos períodos para evitar a rotação externa do quadril e utilizar travesseiros sob os pés para manter os tornozelos em flexão plantar fisiológica.
Evitar mobilização passiva nas primeiras semanas de imobilidade, pois essa intervenção aumenta o risco de espasticidade e contraturas, priorizando apenas mudanças de decúbito a cada duas horas.
Utilizar um rolo trocantérico desde a crista ilíaca até a metade da coxa para prevenir a rotação externa do quadril, manter os pés em posição neutra (90°) com talas acolchoadas ou botas de proteção, realizar exercícios passivos frequentes de amplitude de movimento, caso o paciente não execute exercícios ativos, e monitorar a integridade da pele sob os dispositivos.