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Em uma Unidade de Terapia Intensiva, um paciente de 61 anos encontra-se no terceiro dia de ventilação mecânica invasiva, em pós-operatório de colectomia, com meta prescrita de sedação leve, RASS entre -1 e 0. Está em uso de propofol contínuo e possui prescrição de analgesia de resgate com opioide se a escala comportamental de dor indicar dor moderada ou intensa.
Durante o banho no leito, apresentou inquietação, expressão facial de sofrimento, tensão muscular, adaptação ventilatória irregular e tentativa de levar a mão ao tubo orotraqueal. Os dados imediatos são: SpO2 95%, pressão arterial 148/86 mmHg, FC 116 bpm, RASS +2 e Behavioral Pain Scale igual a 8. O tubo está fixado, sem deslocamento aparente.
Considerando os cuidados de enfermagem ao paciente crítico sob ventilação mecânica e a avaliação de dor, sedação e delirium em UTI, assinale a opção que apresenta a conduta inicial correta a ser realizada pela Enfermeira.
Solicitar aumento da infusão de propofol para atingir RASS entre -4 e -5, pois a prioridade é abolir a resposta motora e prevenir extubação acidental.
Aplicar contenção mecânica, manter a sedação inalterada e registrar agitação psicomotora, pois a contenção é a medida mais segura diante de tentativa de manipulação do tubo.
Interpretar o quadro como delirium hiperativo, aplicar imediatamente instrumento de delirium e solicitar antipsicótico, pois o RASS +2 confirma alteração cognitiva aguda.
Reconhecer sinais de dor e agitação, reduzir os estímulos não essenciais, garantir a segurança do tubo e dos dispositivos, administrar analgesia de resgate prescrita e reavaliar dor e sedação após a analgesia.
Suspender a analgesia de resgate e reduzir a sedação, pois a meta de sedação leve exige que o paciente permaneça desperto.