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Um paciente de 72 anos, com DPOC grave e histórico de retenção de CO2, encontra-se em unidade semi-intensiva por exacerbção infecciosa. Há prescrição de oxigenoterapia conforme protocolo institucional, com alvo de SpO2 entre 88% e 92% até reavaliação gasométrica e médica. Antes de ser encaminhado para exame de imagem, estava alerta, em máscara de Venturi à 28% de FiO2, com SpO2 de 90% e FR de 22 irpm.
Durante o transporte, a equipe substituiu a máscara de Venturi por máscara simples com fluxo de 8 L/min de oxigênio, sem comunicar previamente a Enfermeira responsável. Ao retornar do exame, o paciente permaneceu com esse dispositivo, apresentando SpO2 de 97%, sonolência maior que a basal, FR de 10 irpm, fala lentificada.
Considerando os cuidados de enfermagem na oxigenoterapia e a segurança do paciente com risco de insuficiência respiratória hipercápnica, assinale a afirmativa que apresenta a conduta correta.
Manter a máscara simples com fluxo de 8 L/min de oxigênio, pois a SpO2 de 97% indica boa resposta à oxigenoterapia.
Suspender imediatamente todo o oxigênio suplementar até que a SpO2 retorne para valores inferiores a 88%.
Reduzir a máscara simples para 5 L/min e manter observação por 60 minutos, pois a redução gradual do fluxo é suficiente para corrigir hiperóxia.
Retornar para o dispositivo de FiO2 controlada, titular a oxigenoterapia para manter SpO2 entre 88% e 92%, reavaliar ventilação e consciência, e comunicar a alteração clínica.
Trocar a máscara simples por máscara com reservatório a 10–15 L/min, pois a sonolência pode representar hipóxia cerebral não detectada pela oximetria.