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Em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), o Enfermeiro atende uma mulher de 62 anos que relata episódios de esquecimento progressivo, dificuldade para realizar tarefas cotidianas que antes dominava, desorientação temporal recente e comportamento repetitivo. A filha, que a acompanha, refere que os sintomas iniciaram há cerca de 18 meses e vêm piorando gradualmente. O Enfermeiro avalia o caso com base nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Doença de Alzheimer. Diante desse caso, assinale a alternativa CORRETA.
O quadro clínico descrito com evolução de 18 meses é compatível com síndrome demencial, devendo o Enfermeiro realizar a avaliação funcional e cognitiva inicial e articular o encaminhamento para investigação diagnóstica.
O esquecimento em mulheres acima de 60 anos é fenômeno exclusivamente fisiológico do envelhecimento, não havendo indicação de investigação adicional ou encaminhamento especializado diante do quadro descrito.
O diagnóstico de Doença de Alzheimer pode ser estabelecido clinicamente pelo Enfermeiro na Atenção Primária à Saúde (APS) com base nos sintomas descritos, dispensando avaliação neurológica ou neuropsicológica complementar.
A presença de comportamento repetitivo e desorientação temporal em idosa não caracteriza critério de investigação de síndrome demencial na APS, devendo o caso ser reavaliado após 5 anos de seguimento.
A queixa cognitiva relatada pela acompanhante não é válida para fins de avaliação clínica, sendo considerados apenas os relatos espontâneos do próprio paciente durante a consulta de enfermagem.