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Uma criança de 7 anos de idade, com diagnóstico prévio de...

Uma criança de 7 anos de idade, com diagnóstico prévio de asma, foi levada à UBS por apresentar tosse intensa, chiado no peito e dificuldade respiratória iniciada há aproximadamente 2 horas após exposição à poeira. Durante a consulta de enfermagem, foram observados os seguintes dados: estado geral preservado, porém ansiosa; frequência respiratória de 36 irpm; frequência cardíaca de 132 bpm; saturação periférica de oxigênio () a 92% em ar ambiente; uso de musculatura acessória e sibilância difusa bilateral; capacidade de falar apenas frases curtas. A UBS dispunha de oxigênio, salbutamol aerossol dosimetrado com espaçador e equipe treinada para atendimento inicial.

Com base nesse caso clínico hipotético, de acordo com os protocolos do Ministério da Saúde, com as diretrizes para o manejo da asma na atenção primária e nas atribuições do enfermeiro, assinale a opção correta.


A

Como a criança permanece consciente e consegue falar frases curtas, a administração de broncodilatador deve ser adiada até ser feita a avaliação médica, evitando mascarar a evolução clínica.


B

O uso de oxigenoterapia deve ser evitado inicialmente, pois a saturação de 92% ainda é considerada fisiológica em crianças durante crises asmáticas moderadas.


C

A criança apresenta exacerbação asmática com indicadores de gravidade, devendo receber atendimento imediato com monitorização clínica, oxigênio suplementar, broncodilatador de curta ação e reavaliação sistemática para definição de encaminhamento a serviço de maior complexidade.


D

Após a primeira administração do broncodilatador, não há necessidade de reavaliação clínica antes da alta, desde que ocorra melhora subjetiva referida pela criança.


E

A presença de sibilância bilateral contraindica o uso de espaçador com aerossol dosimetrado, sendo obrigatória a nebulização convencional em todas as crianças com crise asmática.