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Um paciente de 52 anos, com queixa de desconforto abdominal e alteração do hábito intestinal, é posicionado na mesa de exames para a realização da propedêutica clínica abdominal. Durante a inspeção e palpação, o profissional de enfermagem deve seguir uma sequência lógica e sistemática para evitar a indução de ruídos hidroaéreos artificiais ou o mascaramento de massas e pontos dolorosos, garantindo que a coleta de dados objetivos reflita fielmente a condição anátomo-fisiológica do sistema gastrointestinal. Diante das técnicas semiológicas aplicadas ao exame físico e das responsabilidades da equipe de enfermagem na organização do ambiente e do paciente, assinale a alternativa CORRETA.
A palpação profunda é uma manobra de rastreio inicial que precede a inspeção visual, sendo utilizada para identificar a textura da pele e a temperatura periférica, sem o risco de causar desconforto ou perfuração de órgãos ocos em pacientes com abdome agudo.
O exame físico da região precordial exige que o paciente seja mantido em posição de Trendelenburg, facilitando a visualização do ictus cordis no segundo espaço intercostal direito e a identificação de sopros cardíacos relacionados à insuficiência da válvula tricúspide.
A sequência correta do exame físico abdominal difere das demais regiões do corpo, devendo-se realizar a ausculta logo após a inspeção e antes da percussão ou palpação, a fim de garantir que as manobras mecânicas não alterem a frequência e a intensidade dos sons intestinais.
A percussão do tórax e abdome é realizada por meio da técnica direta, utilizando-se a face palmar da mão para golpear a superfície corporal, sendo o som maciço o parâmetro esperado para áreas preenchidas por ar, como os pulmões e o estômago.