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Gestante com 31 semanas compareceu à unidade de saúde apresentando cefaleia intensa, escotomas visuais, edema em membros inferiores, pressão arterial de 160x110 mmHg e proteinúria significativa. Considerando o quadro clínico, assinale a alternativa correta.
O quadro é sugestivo de diabetes gestacional descompensada.
A ausência de trabalho de parto afasta complicações hipertensivas gestacionais.
Trata-se de manifestação compatível com pré-eclâmpsia.
Gravidez ectópica.
Os achados são característicos de placenta prévia.
Uma gestante de 32 anos, G2P1, 30 semanas, previamente normotensa, procura a Unidade Básica de Saúde com cefaleia intensa há 2 dias, “vista embaçada”, dor epigástrica em queimação e edema na face e nas mãos. Na aferição da pressão arterial, em posição sentada, obtêm-se valor de 170/115 mmHg e, deitada, 165/110 mmHg. O exame de urina tipo I, realizado previamente, mostra proteinúria significativa (relação proteína/creatinina ≥ 0,3) e não há outros diagnósticos prévios de hipertensão crônica. De acordo com o novo protocolo da Rede Brasileira de Estudos sobre Hipertensão na Gravidez (RBEHG, 2025), a conduta IMEDIATA na UBS deve ser:
prescrever anti-hipertensivo oral de manutenção e agendar retorno em 48 horas, mantendo acompanhamento ambulatorial.
orientar repouso domiciliar, reduzir sal da dieta e repetir a aferição da pressão arterial em uma semana.
solicitar exames laboratoriais de rotina e ultrassonografia doppler, aguardando resultados para decidir se há a necessidade de encaminhamento.
reconhecer pré-eclâmpsia com crise hipertensiva e iniciar imediatamente sulfato de magnésio e anti-hipertensivo, organizando transferência urgente para maternidade de referência.
reconhecer pré-eclâmpsia, administrar analgésico para cefaleia e observar por 2 horas, liberando se houver melhora dos sintomas.
Um paciente adulto com hipertensão arterial sistêmica crônica é admitido no pronto-socorro com níveis pressóricos extremamente elevados (PA = 220 × 120 mmHg). Durante a avaliação clínica, apresenta confusão mental aguda, cefaleia intensa e papiledema. Considerando os achados clínicos e a fisiopatologia das crises hipertensivas, assinale a alternativa que melhor caracteriza esse quadro.
Elevação transitória da pressão arterial associada à resposta autonômica ao estresse agudo, sem evidências de disfunção orgânica.
Crise hipertensiva classificada como urgência hipertensiva, caracterizada por elevação pressórica importante, porém sem evidência de dano agudo a órgãos-alvo.
Exacerbação da hipertensão arterial crônica com adaptação cerebral progressiva, sem repercussão neurológica significativa.
Episódio de desregulação autonômica com elevação pressórica reativa, geralmente autolimitado e manejado apenas com medidas sintomáticas.
Emergência hipertensiva caracterizada por elevação crítica da pressão arterial associada à lesão aguda de órgão-alvo, compatível com encefalopatia hipertensiva.
Um paciente adulto, 45 anos, procurou a unidade de pronto atendimento apresentado sinais e sintomas característicos de crise hipertensiva.
Essa condição é caracterizada por uma elevação aguda e importante da pressão arterial, com valores que abrangem
PAD ≥ 90 mmHg.
PAS ≥ 150 mmHg.
PAD ≥ 100 mmHg.
PAS ≥ 160 mmHg.
PAS ≥ 180 mmHg.
No contexto da assistência de enfermagem em clínica médica, o auxiliar de enfermagem desempenha papel fundamental na observação de sinais clínicos e na prevenção de complicações. Um paciente internado apresenta dispneia, cansaço aos mínimos esforços e edema em membros inferiores.
Considerando os cuidados de enfermagem, assinale a alternativa correta.
O paciente deve ser mantido em posição totalmente horizontal para favorecer o retorno venoso e melhorar a oxigenação.
A restrição hídrica deve ser iniciada como medida protocolar, mesmo sem prescrição, como padrão para redução do edema periférico.
O auxiliar de enfermagem deve monitorar sinais vitais, observar padrão respiratório e posicionar o paciente em semi-Fowler para facilitar a respiração.
O edema em membros inferiores é um achado irrelevante e não necessita ser comunicado à equipe de enfermagem.
A administração de oxigênio pode ser iniciada pelo auxiliar de enfermagem independentemente de prescrição, diante de sinais de dispneia.


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No contexto do atendimento em serviços de urgência e emergência, a organização da triagem, o transporte seguro do paciente e a disponibilidade de materiais e equipamentos adequados são fundamentais para garantir assistência rápida e eficaz. Considerando esses aspectos, assinale a alternativa correta.
A triagem em serviços de emergência tem como objetivo principal realizar o diagnóstico médico do paciente antes do atendimento.
Durante o transporte de pacientes críticos para a sala de emergência, não é necessário monitorização contínua, desde que o paciente esteja consciente.
A triagem em serviços de urgência deve ocorrer após a realização de exames laboratoriais e de imagem.
O transporte do paciente dentro da unidade hospitalar pode ser realizado por qualquer profissional disponível, sem necessidade de preparo ou avaliação prévia.
O carrinho de emergência deve conter equipamentos e materiais essenciais para atendimento imediato, como desfibrilador, ambu, medicamentos de urgência e material para acesso venoso.
Durante o atendimento em uma unidade de pronto atendimento, um Técnico em Enfermagem realiza a aferição da pressão arterial de um paciente masculino, 62 anos, diabético e hipertenso, em acompanhamento irregular. O paciente encontra-se sentado há poucos minutos, refere cefaleia intensa e visão turva. A primeira aferição registra 180 × 120 mmHg. Após cinco minutos de repouso, com manguito adequado e técnica correta, a pressão mantém-se em 178 × 118 mmHg.
Considerando os conceitos de pressão arterial, técnica de aferição e classificação dos níveis pressóricos, assinale a alternativa correta quanto à conduta e interpretação do quadro.
Trata-se de uma hipertensão estágio 1, sendo suficiente orientar o paciente a procurar atendimento ambulatorial em até 30 dias.
O valor encontrado caracteriza crise hipertensiva, devendo o Técnico em Enfermagem comunicar imediatamente a equipe de enfermagem e manter monitorização do paciente.
Os valores pressóricos elevados podem ser desconsiderados, pois o paciente apresenta ansiedade no momento da aferição.
A pressão arterial só pode ser considerada elevada se houver confirmação em três aferições realizadas em dias diferentes, não exigindo conduta imediata.
Paciente chega à unidade em crise hipertensiva apresentando PA 180/120 mmhg, cefaleia, dispneia, epistaxe, palpitação, sem lesão de órgãos-alvo, relata morar sozinho e às vezes esquece de tomar a medicação que o médico prescreveu. Diante do caso, estamos à frente de uma:
Urgência hipertensiva.
Pressão arterial grau 1.
Emergência hipertensiva.
Pressão arterial normal.
A técnica de enfermagem Ana Paula atua em uma unidade de pronto-atendimento do grupo Vita Saúde e recebe um paciente de 58 anos, masculino, com histórico de hipertensão arterial há 8 anos, comparecendo com queixa de cefaleia intensa, visão turva e pressão arterial de 180/120 mmHg. O paciente relata ter abandonado a medicação anti-hipertensiva há 3 meses por dificuldades financeiras. Durante a avaliação, apresenta-se ansioso, sudoreico e com frequência cardíaca de 102 bpm. Considerando os Fundamentos de Enfermagem, a legislação profissional e os princípios de assistência segura ao paciente, assinale a alternativa CORRETA.
Orientar o paciente a retornar para casa e procurar atendimento apenas se os sintomas piorarem, evitando sobrecarregar o serviço de saúde com casos de hipertensão.
Administrar medicação anti-hipertensiva por conta própria para reduzir a pressão arterial rapidamente e aliviar os sintomas do paciente sem aguardar prescrição médica.
Informar ao paciente que cefaleia e visão turva são sintomas normais de hipertensão que desaparecem espontaneamente com repouso, sem necessidade de intervenção urgente.
Reconhecer sinais de crise hipertensiva, posicionar o paciente em repouso, monitorar sinais vitais continuamente e comunicar imediatamente ao enfermeiro e ao médico para avaliação e intervenção conforme protocolo.
Um Paciente com quadro de edema agudo de pulmão hipertensivo no pronto-atendimento, considerando essa situação, analise as afirmativas a seguir.
I. A posição semi-sentada (Fowler) contribui para melhorar a ventilação e reduzir o retorno venoso, aliviando a congestão pulmonar.
II. A administração de diuréticos prescritos ajuda a reduzir a sobrecarga de volume e aliviar sintomas respiratórios.
III. O controle rigoroso de pressão arterial não tem impacto direto no controle do edema pulmonar hipertensivo e não requer monitorização contínua.
Está correto o que se afirma apenas em
II e III.
I e II.
II.
I.


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Paciente, 35 anos, admitido na sala vermelha de um pronto atendimento, com crise hipertensiva de difícil controle, apresentando pressão arterial de 240/130 mmHg, sem evidência de síndrome coronariana aguda, edema agudo de pulmão, disfunção renal e hepática ou condições obstétricas associadas. Após estabilização inicial e monitorização, foi iniciada a administração endovenosa de vasodilatador arterial e venoso potente por bomba de infusão contínua, com alta capacidade de titulação, curta meia-vida e ação imediata, procedimento amplamente indicado em emergências hipertensivas.
Nesse contexto, o medicamento utilizado foi o(a)
nitroprussiato de sódio.
nitroglicerina.
hidralazina.
lactato de Milrinona.
vasopressina.
O enfermeiro identifica um paciente em crise hipertensiva quando a pressão arterial sistólica e a pressão arterial diastólica estiverem, respectivamente, acima de:
160 mmHg e 115 mmHg.
130 mmHg e 100 mmHg.
140 mmHg e 90 mmHg.
150 mmHg e 110 mmHg.
180 mmHg e 120 mmHg.
Um homem de 58 anos é trazido pelos colegas de trabalho à Unidade de Saúde da Família – USF, com o relato de que, há cerca de 30 minutos, ele começou a falar de forma ininteligível e, em seguida, teria desmaiado, recuperando os sentidos em alguns segundos. O paciente é usuário da USF, onde faz acompanhamento de hipertensão arterial sistêmica.
Diante dessa situação, o enfermeiro do Acolhimento deve utilizar, como auxiliar no raciocínio clínico e na adoção de conduta apropriada, a escala de
Braden.
Glasgow.
Morse.
CDR.
Cincinnati.
Um paciente idoso de 93 anos chega ao pronto-socorro acompanhado da neta, que informa que ele é hipertenso e que está sem tomar a medicação há três dias. O paciente apresenta um quadro de desorientação intensa, encontra-se agitado, com pele fria e cianótica em extremidades, além de sinais evidentes de taquicardia. Durante a avaliação inicial, sua pressão arterial é aferida em 160 x 100 mmHg, e ele está com as roupas molhadas de urina, sem responder adequadamente aos estímulos verbais. Diante da gravidade do quadro, é encaminhado para a sala vermelha para monitoramento intensivo e estabilização.
Considerando os princípios da semiologia, semiotécnica e exame físico do paciente, assinale a alternativa INCORRETA:
O exame físico inicial deve priorizar a avaliação neurológica rápida, utilizando a Escala de Coma de Glasgow para verificar abertura ocular, resposta verbal e motora, pois a desorientação pode indicar rebaixamento do nível de consciência e comprometimento neurológico significativo.
A verificação da saturação de oxigênio e a ausculta pulmonar devem ser realizadas imediatamente para descartar insuficiência respiratória, já que a presença de cianose periférica pode ser um indicativo de hipoxemia ou choque circulatório em evolução.
A sondagem vesical de alívio deve ser realizada imediatamente, sem necessidade de avaliação prévia, pois a presença de urina na roupa indica provável retenção urinária, o que justifica a instalação do cateter para prevenir complicações relacionadas à bexiga cheia.
A aferição da pressão arterial bilateralmente é essencial para descartar pseudohipertensão arterial em idosos, uma condição em que o endurecimento vascular pode levar a leituras falsamente elevadas da pressão arterial sistólica.
A avaliação da perfusão periférica deve ser feita observando a coloração da pele, tempo de enchimento capilar e presença de palidez ou cianose, sendo essa abordagem fundamental para detectar sinais precoces de choque circulatório e comprometimento hemodinâmico.
Um paciente hipertenso de 68 anos, internado para tratamento clínico, apresenta valores pressóricos discrepantes no mesmo plantão. Na última verificação, realizada em posição sentada, com manguito estreito e sem repouso prévio, obteve-se 190/110 mmHg. Considerando a técnica correta de aferição, qual interpretação deve orientar a conduta do técnico de enfermagem?
Validar o valor como crise hipertensiva, sem considerar preparo, posição ou manguito, priorizando conduta imediata de intervenção.
Reconhecer possível superestimação pela técnica inadequada; repetir após repouso com manguito adequado e registrar condições da medida.
Considerar a aferição inválida por ter sido realizada em posição sentada, repetindo exclusivamente em decúbito dorsal para padronização.
Inferir subestimação devido ao uso de manguito reduzido, presumindo valores reais inferiores e dispensando nova verificação pressórica.
Administrar anti hipertensivo de emergência antes de repetir a medida com técnica correta, prevenindo agravamento imediato do quadro.


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Durante um plantão hospitalar, o enfermeiro acompanha quatro pacientes simultaneamente: um adulto com insuficiência cardíaca na clínica médica, um recém-nascido prematuro na neonatologia, uma gestante de alto risco no setor obstétrico e uma criança com desidratação moderada na pediatria.
Considerando as atribuições da enfermagem em diferentes contextos clínicos, assinale a alternativa que melhor representa a abordagem integral e técnica adequada:
O cuidado ao paciente adulto com insuficiência cardíaca deve priorizar a estabilização hemodinâmica por meio de intervenções farmacológicas, enquanto medidas de prevenção de complicações, educação em autocuidado e monitoramento contínuo de sinais clínicos são secundárias, podendo ser moduladas conforme disponibilidade da equipe multidisciplinar.
Na neonatologia, o enfermeiro deve implementar estratégias de cuidado que considerem simultaneamente a fragilidade fisiológica do recém-nascido, a prevenção de infecções hospitalares, a otimização da nutrição enteral e parenteral, a promoção do vínculo com a família e o registro sistemático de parâmetros clínicos e comportamentais, garantindo continuidade do cuidado entre a unidade e o domicílio.
No setor obstétrico, a atenção de enfermagem deve restringir-se à monitorização de sinais vitais maternos e fetais durante a internação hospitalar, considerando que a orientação sobre cuidados pré-natais, planejamento familiar ou educação pósparto é prerrogativa exclusiva do médico obstetra ou da equipe de saúde da família.
Na pediatria, a atuação do enfermeiro deve priorizar intervenções imediatas para correção do desequilíbrio hidroeletrolítico e administração medicamentosa, relegando a avaliação de crescimento, desenvolvimento neuropsicomotor, educação em saúde e medidas preventivas à responsabilidade de outros profissionais de saúde.
Durante o atendimento pré-hospitalar a um paciente adulto que se queixa de cefaleia intensa, tontura e apresenta PA de 200x120 mmHg, o Técnico de Enfermagem socorrista deve seguir os protocolos para suporte adequado até a chegada ao hospital.
Sobre a assistência de enfermagem nesse caso, assinale a alternativa CORRETA:
Administrar imediatamente medicamento anti-hipertensivo por via oral fornecido por familiares, mesmo sem prescrição médica.
Posicionar o paciente em decúbito dorsal com membros inferiores elevados para melhorar a perfusão cerebral.
Aferir a pressão arterial em intervalos regulares, manter o paciente em posição confortável, evitar esforços e comunicar imediatamente a equipe médica.
Estimular o paciente a ingerir grande quantidade de água para favorecer a eliminação de sódio e reduzir a pressão arterial.
Uma mulher de 55 anos foi admitida na clínica médica de um hospital com um quadro grave de crise hipertensiva já estabilizado, mas ainda em uso de medicações venosas. Ao exame físico, o enfermeiro identifica a presença de uma fístula arteriovenosa no membro superior direito com frêmito tátil para as sessões de hemodiálise e a necessidade de um novo acesso venoso periférico.
Em relação ao atendimento a essa paciente, é correto afirmar que
o enfermeiro deve realizar a punção venosa para a administração das medicações anti-hipertensivas no membro superior direito, já que essa prática não afeta o acesso para hemodiálise.
o enfermeiro deve ter cautela com os acessos periféricos no membro superior direito, que apresenta a fístula arteriovenosa, mas devido à necessidade de controle rigoroso da pressão arterial, a medição deve ser alternada entre os membros superiores.
o enfermeiro deve realizar a punção venosa na própria fístula para não sobrecarregar a rede venosa da paciente.
o membro superior direito pode ser utilizado para a punção venosa, desde que a veia escolhida seja próxima da fístula arteriovenosa.
o enfermeiro deve evitar a punção venosa e a medição da pressão arterial no membro com a fístula arteriovenosa, preferindo realizar esses procedimentos no membro superior esquerdo.
Entre os fármacos anti-hipertensivos, qual atua bloqueando a conversão de angiotensina I em angiotensina II, resultando na diminuição da resistência vascular periférica e da pós-carga cardíaca?
Enalapril.
Hidralazina.
Propranolol.
Amlodipina.
Na sala de recuperação pós-anestésica, um paciente apresenta agitação psicomotora, taquicardia, hipertensão e tremores intensos cerca de 30 minutos após o término da cirurgia.
Qual deve ser a conduta prioritária do enfermeiro diante desse quadro?
Administrar analgésico prescrito para controle imediato da dor.
Oferecer líquidos orais para corrigir possível desidratação.
Manter aquecimento ativo do paciente, monitorando sinais vitais.
Incentivar deambulação precoce para reduzir a ansiedade.
Solicitar avaliação psiquiátrica imediata para descartar transtorno agudo.