Questões de Concurso sobre Diarreia e desidratação

 
 
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Uma Unidade Básica de Saúde identifica aumento de casos de diarreia aguda em uma comunidade após período de fortes chuvas. A equipe de enfermagem participa do monitoramento e da orientação à população. Considerando os princípios da vigilância epidemiológica, das ações de prevenção e da promoção da saúde no âmbito da Atenção Primária, qual medida está alinhada às atribuições do técnico em enfermagem sob supervisão?


A

Orientar sobre higiene das mãos, cuidados com a água para consumo e limpeza de utensílios, registrando casos suspeitos e informando a equipe para acompanhamento.


B

Determinar a interdição de poços e reservatórios domiciliares, bem como executar ações de controle ambiental no território.


C

Acompanhar apenas casos já confirmados, uma vez que a busca ativa e o registro de suspeitas não fazem parte das atividades da vigilância.


D

Realizar diagnóstico clínico dos casos confirmados e prescrever terapia de reidratação oral e medicamentosa diretamente ao usuário.


E

Definir, de forma autônoma, o protocolo municipal de investigação dos surtos, estabelecendo critérios de notificação e fluxos de laboratório.

A Doença Diarreica Aguda (DDA) representa um importante problema de saúde pública, especialmente em locais com condições inadequadas de saneamento e higiene. Sua transmissão está relacionada a diferentes agentes etiologicos e pode ocorrer por diversas vias, favorecendo a ocorrência de surtos em ambientes coletivos. Considerando as características epidemiologicas da DDA, assinale a alternativa CORRETA.


A

Escolas, creches, hospitais e penitenciárias apresentam maior risco para a transmissão da DDA devido à proximidade entre as pessoas e à possibilidade de contaminação ambiental.


B

A transmissão da DDA ocorre exclusivamente por meio da ingestão de água contaminada, não havendo participação de alimentos ou contato interpessoal.


C

A DDA é causada apenas por bactérias, sendo os vírus e parasitos agentes sem relevância epidemiológica.


D

A presença de diarreia com muco ou sangue exclui o diagnóstico de Doença Diarreica Aguda.

A assistência à criança na Atenção Básica envolve ações de promoção da saúde, prevenção de agravos e identificação precoce de sinais de risco. O Técnico de Enfermagem atua no apoio às consultas, no acolhimento e na observação de sinais clínicos que indiquem necessidade de avaliação pela equipe. Durante o atendimento a uma criança com quadro de diarreia há dois dias, o técnico observa sinais clínicos sugestivos de desidratação. Considerando as atribuições do Técnico de Enfermagem na Atenção Básica, qual conduta está CORRETA?


A

Observar os sinais clínicos apresentados, orientar o responsável conforme os protocolos institucionais e comunicar a equipe de saúde para avaliação da criança.


B

Prescrever solução de reidratação oral, definir a quantidade a ser administrada e orientar o responsável quanto ao esquema de tratamento domiciliar.


C

Encerrar o atendimento sem fornecer orientações, aguardando a resolução espontânea do quadro clínico apresentado pela criança.


D

Administrar medicação antidiarreica por iniciativa própria, sem prescrição, com o objetivo de interromper os episódios de diarreia.

Uma criança de 2 anos é admitida em unidade pediátrica com diarreia aquosa, persistente há 48 horas e vômitos frequentes. Ao exame, apresenta extremidades frias e marmoreadas, enchimento capilar de 4 segundos, turgor cutâneo severamente diminuído, letargia leve, oligúria e pressão arterial limítrofe. A criança aceita líquidos em pequenas quantidades.


Considerando o protocolo de desidratação grave da OMS/UNICEF, qual é a conduta de enfermagem prioritária?


A

Iniciar reidratação com Soro de Reidratação Oral (100 mL/kg) nas primeiras 4 horas, mesmo com aceitação parcial, monitorando sinais vitais e diurese.


B

Administrar bolus intravenoso de solução isotônica 20 mL/kg em 5–10 minutos, com monitoramento contínuo de sinais vitais, perfusão periférica e consciência, seguido imediatamente de reidratação oral fracionada conforme tolerância.


C

Administrar bolus intravenoso de solução isotônica 15 mL/kg em 10–15 minutos, com monitoramento contínuo de sinais vitais e iniciar reidratação oral após 1 hora, se a criança aceitar.


D

Iniciar reidratação intravenosa lenta (10 mL/kg/h), mantendo dieta habitual e oferta de Soro de Reidratação Oral, apenas se aceitação oral melhorar.


E

Oferecer líquidos alternativos e antieméticos conforme aceitação da criança antes de qualquer via intravenosa, priorizando conforto e tolerância.

O exame de urina consiste em um teste de triagem, capaz de fornecer informações úteis que possibilitam o diagnóstico de vários distúrbios orgânicos.


Assinale a alternativa que contenha um cuidado no procedimento de coleta de urina de paciente com sonda vesical de demora.


A

Manter a sonda fechada por um período entre 6 a 8 horas antes da coleta da urina.


B

Realizar antissepsia do ponto de coleta do sistema de drenagem com álcool 70%.


C

Coletar, no mínimo, 100 ml, de urina.


D

Realizar técnica limpa de higienização da região urogenital.


E

Clampear a sonda por 30 min após a coleta.

A assistência de enfermagem à criança com desidratação exige avaliação clínica criteriosa e intervenção adequada. Sinais como letargia, mucosas secas e diminuição da diurese indicam gravidade variável. A conduta depende da classificação do grau de desidratação. Assinale a alternativa correta:


A

A avaliação do estado geral é irrelevante na conduta.


B

A via oral é sempre contraindicada.


C

A desidratação leve não requer qualquer intervenção.


D

A identificação precoce dos sinais clínicos orienta a reposição hídrica adequada conforme o grau de desidratação.

Uma criança de 18 meses é levada à unidade de saúde com história de diarreia líquida há três dias e vômitos ocasionais. Ao aplicar o protocolo AIDPI, o enfermeiro observa que a criança está irritada, apresenta olhos fundos, bebe água avidamente e o sinal da prega desaparece lentamente. De acordo com os critérios de classificação da desidratação estabelecidos no guia do facilitador AIDPI, a criança deve ser classificada e tratada seguindo as orientações do quadro clínico, no qual o(a):


A

Desidratação é considerada grave, exigindo hidratação venosa imediata em unidade hospitalar de referência.


B

Paciente apresenta desidratação moderada, devendo iniciar o Plano B de tratamento com terapia de reidratação oral.


C

Diarreia é sem desidratação, sendo indicado o Plano A para tratamento domiciliar com soro de reidratação oral.


D

Paciente apresenta disenteria bacteriana, sendo a prescrição de antibióticos a primeira conduta do Plano C.

Qual é a conduta do técnico de enfermagem em caso de criança com quadro de desidratação moderada, segundo o plano B da estratégia da OMS?


A

Administrar 50-100 mL de soro de reidratação oral por kg em 4 horas.


B

Encaminhar imediatamente para hidratação endovenosa.


C

Oferecer alimentação sólida a cada 30 minutos.


D

Manter a criança em jejum absoluto até cessar os vômitos.

Uma criança de 2 anos é admitida no serviço de urgência apresentando sinais de desidratação moderada após episódio de diarreia aguda. A avaliação inicial identifica mucosas secas, olhos fundos e frequência cardíaca elevada. Com base nos protocolos de reidratação, qual a conduta inicial mais indicada pelo enfermeiro?


A

Administrar soro hipertônico por via oral em pequenas doses frequentes.


B

Iniciar a terapia de reidratação oral com solução de reidratação oral ou sonda nasogástrica.


C

Interromper a alimentação com oferta energética alimentação até reestabelecer a hidratação.


D

Oferecer líquidos via oral e administrar antieméticos.

Na fase de expansão (rápida) do tratamento da desidratação grave de uma criança de 5 anos, o esquema recomendado de reidratação endovenosa é a administração de soro fisiológico a 0,9% ou ringer com lactato no seguinte volume e tempo:


A

10 ml/kg em 10 minutos;


B

20 ml/kg em 15 minutos;


C

30 ml/kg em 30 minutos;


D

50 ml/kg em 60 minutos;


E

70 ml/kg em 120 minutos.

Durante uma visita domiciliar, o técnico de enfermagem foi chamado para atender uma criança de 4 anos que apresentava episódios de diarreia desde o dia anterior. Acriança estava ativa, brincando com os pais. O técnico fez uma avaliação cuidadosa, observando que não havia alteração nos olhos, lágrimas estavam presentes e a boca estava úmida. Ao sinal da prega abdominal, esta desaparecia imediatamente, o pulso estava cheio e não houve perda de peso nem queixa de sede. O profissional explicou que, apesar de a criança não apresentar sinais de desidratação naquele momento, era essencial continuar monitorando sua condição e tomar algumas medidas para prevenir a desidratação em seu domicílio.


Entre as orientações fornecidas, estavam:


I- Manter a alimentação habitual para prevenir a desnutrição.

II- Administrar zinco 1 vez ao dia, durante o período de 10 a 14 dias.

III- Reconhecer sinais de alerta: piora da diarreia (ex.: aumento da frequência ou do volume), vômitos repetidos, sangue nas fezes, diminuição da diurese, muita sede e recusa de alimentos.

IV- Esperar 7 dias e, se o paciente não melhorar, levá-lo imediatamente ao estabelecimento de saúde.

V- Oferecer de 100 a 200 mL de líquido após cada evacuação diarreica. Opções: líquidos caseiros, como água, chá e suco preferencialmente adoçados, água de coco, sopas e refrigerantes; ou solução de sais de reidratação oral (SRO).


De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde (2023) para manejo do paciente com diarreia, é CORRETO o que se afirma em:


Fonte: Manejo do paciente com diarreia. Mistério da Saúde (2023). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dtha/publicacoes/manejo-do-paciente-com-diarreia-cartaz/view.


A

I, II e IV, apenas.


B

I, II e III, apenas.


C

I, II, III, IV e V.


D

III e IV, apenas.


E

IV e V, apenas.

Um paciente de 72 anos foi internado devido a uma desidratação severa e está utilizando uma sonda vesical para drenagem urinária. O técnico de enfermagem observa que, ao realizar a monitoração da urina, o volume urinário está abaixo de 30 ml/hora nas últimas 6 horas, e a urina apresenta coloração escura, com um aspecto turvo. Na situação descrita, a conduta do técnico de enfermagem deve ser:


A

considerar a alteração na cor e no volume da urina como um sinal esperado de desidratação e continuar a monitorar a sonda sem necessidade de intervenção adicional


B

aumentar a quantidade de líquidos infundidos via intravenosa e, se o volume urinário não normalizar, deve realizar a remoção da sonda vesical para verificação do problema


C

a coloração escura e o volume urinário reduzido indicam possível desidratação ou insuficiência renal, e o técnico de enfermagem deve alertar imediatamente a equipe médica, manter a hidratação do paciente e, se necessário, verificar a perviedade da sonda


D

a alteração na coloração escura e no volume urinário é um sinal comum de infecção urinária, e o técnico de enfermagem deve iniciar a administração de antibióticos de amplo espectro enquanto aguarda o resultado dos exames laboratoriais

A desidratação é depleção significativa da água do corpo e, geralmente, de eletrólitos. Nos lactentes e crianças menores, tem uma importância clínica por se tratar de uma das principais causas de morbidade e mortalidade neste público. A equipe de enfermagem, assim como demais membros da equipe de saúde, devem estar preparados para identificar os sinais de desidratação para a instituição do tratamento adequado e imediato. Marque a alternativa que NÃO contém sinais de desidratação:


A

Fontanela deprimida e boca seca.


B

Olhos afundados e ausência de lágrimas ao chorar.


C

Hipoatividade ou letargia.


D

Muita sede e ingestão rápida de água ou outro líquido.


E

Presença do sinal da prega cutânea e poliúria.

Em relação à realização da avaliação clínica de um lactente com desidratação moderada, assinale a alternativa que apresenta sinais indicativos dessa condição.


A

Redução da elasticidade da pele e taquicardia persistente.


B

Diurese preservada, com urina clara e sem alteração no estado geral.


C

Reflexo de sucção forte e presença de lágrimas ao chorar.


D

Sudorese excessiva e extremidades quentes ao toque.

A partir do caso clínico descrito no texto 5A2 e de acordo com as referências do Ministério da Saúde, é correto concluir que a causa mais provável dos sintomas do paciente é a desidratação


A

persistente.


B

grave.


C

leve.


D

mista.


E

moderada.

Uma criança de 2 anos foi levada ao pronto-socorro devido a diarreia grave com sinais de desidratação moderada. Durante a avaliação, você observa que a criança está letárgica e com pele seca.


Marque a alternativa que representa a conduta inicial mais adequada:


A

Iniciar hidratação oral com solução de reidratação caseira.


B

Administrar antibióticos para controlar a diarreia infecciosa.


C

Realizar reposição volêmica com soro fisiológico intravenoso.


D

Aumentar a oferta de líquidos por via oral e reavaliar em 2 horas.

No acompanhamento ambulatorial de uma criança com diarreia aguda sem sinais de desidratação, o técnico de enfermagem participa das ações educativas e do suporte à hidratação oral. Segundo as recomendações do Ministério da Saúde para o manejo da diarreia na infância, a conduta correta é:


A

oferecer solução de reidratação oral somente após cada episódio diarreico, evitando seu uso entre as evacuações


B

reforçar com o responsável que a criança deve receber maior oferta de líquidos, incluindo SRO em pequenas quantidades e intervalos frequentes


C

recomendar redução da ingesta hídrica para evitar sobrecarga intestinal durante os episódios de diarreia, limitando a oferta de líquidos apenas aos horários das refeições, de modo a diminuir o estímulo ao trânsito intestinal


D

orientar suspensão temporária da alimentação habitual até cessarem completamente as evacuações líquidas, evitando oferecer qualquer alimento sólido nesse período, uma vez que o trato gastrointestinal precisa de repouso para recuperação

Em uma unidade de pronto atendimento (UPA), ao realizar o exame físico de M. M., do sexo feminino, com 1 ano de idade, pesando 8.000 g, com história de diarreia e vômitos há 24 horas, o enfermeiro constatou que a criança estava irritada, sedenta, apresentava taquicardia, olhos fundos com lágrimas presentes e, ao realizar o “teste da prega”, verificou que esta se desfazia lentamente.


Diante dessa situação, uma vez que M. M. não apresenta outras comorbidades, em consonância com as recomendações do Ministério da Saúde, o enfermeiro deve considerar que a criança


A

não se encontra desidratada e explicar para a mãe que o tratamento será realizado no domicílio, orientando-a a manter a alimentação habitual e oferecer mais líquido que o habitual, esclarecendo que, se não houver melhora do quadro em 2 dias, ela deverá levar a criança a um serviço de saúde.


B

apresenta desidratação grave e prescrever a administração imediata de 160 mL de soro fisiológico 0,9%, por via endovenosa, em 30 minutos (fase de expansão), reavaliando a criança ao final dessa fase.


C

está desidratada e iniciar o tratamento, na UPA, com a administração de solução de reidratação oral (SRA), de forma contínua, conforme a sede e a aceitação da criança, considerando adequada a ingestão de 400 a 800 mL de SRA, no período de 4 – 6 horas.


D

apresenta um quadro de desidratação grave e prescrever a administração de 160 mL de soro glicofisiológico por via endovenosa, em 30 minutos (fase de expansão), e solicitar a remoção da criança para ambiente hospitalar, para continuidade do tratamento.


E

está desidratada e prescrever a administração imediata de 160 mL de soro fisiológico 0,9%, por via endovenosa, em 30 minutos (fase de expansão), reavaliando a criança ao final dessa fase.

Durante campanha de prevenção em comunidade ribeirinha, técnico de enfermagem identifica crianças com sinais de desidratação moderada: mucosas secas, olhos encovados e letargia discreta. Considerando protocolos do Ministério da Saúde, qual ação é apropriada?


A

Encaminhar imediatamente para internação hospitalar com terapia venosa exclusiva, desconsiderando possibilidade de hidratação oral supervisionada.


B

Administrar solução de reidratação oral conforme protocolo, observar resposta clínica e registrar evolução em prontuário institucional.


C

Prescrever antibioticoterapia empírica de amplo espectro, presumindo etiologia bacteriana para diarreia e sintomas associados de desidratação.


D

Suspender oferta de líquidos até avaliação médica, prevenindo risco de vômitos recorrentes e agravamento da sintomatologia geral.


E

Recomendar uso caseiro de chás e infusões, considerando práticas tradicionais como substituição direta da terapia reidratante oral.

A diarreia aguda é uma das principais causas de morbidade e mortalidade infantil globalmente, sendo a desidratação a complicação mais grave. No contexto da assistência de enfermagem pediátrica, a identificação precoce dos sinais e sintomas de desidratação, bem como a aplicação das condutas adequadas, são cruciais para a recuperação da criança. Com base nas recomendações para o manejo da diarreia aguda e desidratação em crianças contidas no Manual de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (Ministério da Saúde, 2016), assinale a alternativa INCORRETA.


A

Quando uma criança tem diarreia por até 7 dias, dizemos que a diarreia é aguda. Após esse período, a diarreia é considerada crônica ou persistente. A maioria dos episódios de diarreia aguda é provocada por um agente infeccioso viral e dura menos de duas semanas.


B

Os lactentes amamentados de forma exclusiva geralmente têm fezes amolecidas, não devendo isto ser considerado diarreia. A mãe de uma criança que mama no peito pode reconhecer a diarreia porque a consistência ou a frequência das fezes é diferente do habitual.


C

Caso a criança apresente sangue nas fezes, a diarreia é classificada como disenteria. A causa mais comum da disenteria é a Shigella.


D

Há três tipos de classificação possíveis quanto ao estado de hidratação em uma criança com diarreia: desidratação grave, desidratação e sem desidratação.


E

O plano A consiste em recomendar alimentos e líquidos para tratar a diarreia em casa, quando a criança é classificada sem desidratação.

 
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