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Qual é a importância do rastreamento e testes diagnósticos em populações assintomáticas?
Encorajar as pessoas a se automedicarem com base nos resultados dos testes;
Aumentar a dependência da população em tecnologias de saúde;
Identificar indivíduos em estágios iniciais de uma doença, permitindo intervenções precoces;
Promover o uso de medicamentos experimentais em larga escala;
Substituir completamente a necessidade de consultas médicas regulares.
A detecção precoce de doenças, ou seja, aquela que acontece quando o problema ainda está nas fases iniciais de desenvolvimento, é uma importante estratégia de saúde coletiva que facilita o tratamento e minimiza as consequências à saúde do indivíduo. Para isso, podemos realizar o diagnóstico precoce por meio de investigação clínica em pessoas que já apresentam sintomas indicativos de determinada doença, seja por meio de exame clínico ou complementar. Nesse caso, ainda que a doença já esteja instalada em sua fase clínica - com sinais e/ou sintomas, o início precoce da intervenção possibilita um prognóstico mais favorável. A outra forma de diagnosticarmos precocemente problemas de saúde é por meio do rastreamento. Este consiste na realização de exames (clínicos ou complementares) em pessoas que ainda não exibem sintomas e/ou sinais da doença (assintomáticas), ou seja, estão na fase subclínica do problema em questão. É importante destacar que o rastreamento não é uma conduta isenta de riscos, já que realiza intervenções (investigação, exames) em pessoas assintomáticas, ou seja, aparentemente saudáveis. O rastreamento deve ser realizado sempre que os benefícios da intervenção proposta superarem os possíveis riscos. Sobre a avaliação do Risco Cardiovascular (RCV), de acordo com o Protocolo de Enfermagem da Secretaria de Saúde de Florianópolis, assinale a afirmativa correta:
Em todas as pessoas entre 20 -75 anos ou em adultos que tenham ≥ 3 fatores de risco (tabagismo, pais/irmãos com doença cardiovascular (DCV) prematura - homem < 50 anos ou mulher < 60 anos, IMC ≥ 35, circunferência abdominal > 98cm - mulher, ou 112cm - homem). É importante lembrar que a avaliação de risco cardiovascular (RCV) deve ser realizado em todos as pessoas com HAS, DM, DCV. Considere outros fatores que podem aumentar o RCV: HIV, doença mental grave, uso de antipsicóticos/corticoide, IMC > 50. Solicite avaliação médica para considerar julgamento clínico para decidir sobre tratamentos.
Em todas as pessoas entre 40 -75 anos ou em adultos que tenham ≥ 2 fatores de risco (tabagismo, pais/irmãos com doença cardiovascular (DCV) prematura - homem < 55 anos ou mulher < 65 anos, IMC ≥ 25, circunferência abdominal > 88cm - mulher, ou 102cm - homem, HIV). É importante lembrar que a avaliação de risco cardiovascular (RCV) deve ser realizada em todos as pessoas com HAS, DM, DCV. Considere outros fatores que podem aumentar o RCV: HIV, doença mental grave, uso de antipsicóticos/corticoide, IMC > 40. Solicite avaliação médica para considerar julgamento clínico para decidir sobre tratamentos.
Determinação de Risco Cardiovascular pelo escore de Framingham deve considerar a mudança nos parâmetros desde o último cálculo. Neste caso, é necessário realizar a dosagem sérica (sangue) de triglicerídeos, colesterol total, HDL e LDL. O LDL deve analisado exclusivamente por meio de exame laboratorial. Importante atentar-se aos casos em que o nível de triglicerídeos estiver acima de 400 mg/dl.
Os cálculos de RCV, aqueles obtidos a partir do uso do Framingham, devem ser considerados como verdade definitiva, independente disso, a conduta a ser tomada deve levar em consideração o estilo de vida do usuário, preocupação com a sua saúde, fatores estressores e vontade de viver. O risco de a pessoa ter um problema cardiovascular grave nos próximos 5 anos deve gerar mudanças na qualidade de vida do usuário.
É importante lembrar que a avaliação de RCV deve ser realizada exclusivamente em todos as pessoas com HAS e DCV. Considere outros fatores que podem aumentar o RCV: DM, doença mental grave, uso de antipsicóticos/corticoide, IMC > 50. Solicite avaliação médica para considerar julgamento clínico para decidir sobre tratamentos.
Considere o apresentado pela Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (versão 2023) – Tratamento do diabetes mellitus tipo 2 no SUS e o estabelecido pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabete Melito tipo 2 (2020) e assinale a alternativa correta a respeito do rastreamento para essa doença.
O rastreamento, por meio da investigação da glicemia de jejum, deve ser realizado em todos os indivíduos com mais de 40 anos de idade, independentemente da ausência de critérios de risco e sinais e/ou sintomas de diabete melito.
Para indivíduos assintomáticos, que atendem aos critérios para o rastreamento de DM 2, quando obtido glicemia de jejum menor do que 100 mg/dL, o rastreamento deve ser repetido a cada 3 anos, considerando-se maior frequência a depender dos fatores de risco iniciais.
A obtenção de glicemia casual maior ou igual a 126 mg/dL, estabelece o diagnóstico de diabete melito.
Para indivíduos classificados como pré-diabéticos, a abordagem terapêutica compreende as orientações sobre alimentação saudável, atividade física e redução do estresse e o início do tratamento farmacológico preventivo com metformina, 500 mg, VO, 1 x ao dia.
Independentemente do grupo étnico e da idade, considera-se como critério de risco para diabete melito tipo 2 (DM2) o índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 25 kg/m2 .