Imagem de fundo

M.F.S. é um lactente com 8 (oito) dias de vida, que chega...

M.F.S. é um lactente com 8 (oito) dias de vida, que chega, pela primeira vez, para a consulta de enfermagem no ambulatório de puericultura da unidade básica de saúde. Nasceu de parto normal, com 2 900 g, idade gestacional de 38 semanas e 6 dias, Apgar 9, 10, 10 e exame físico normal. Mãe refere que mantém o aleitamento materno exclusivo desde o nascimento, queixa-se de dor nas mamas e refere fracasso na amamentação do filho anterior. Após avaliar as mamas maternas, pesar o lactente e vê-lo sugando em seio materno, o enfermeiro constata:


– Lactente com choro frequente, mucosas hidratadas, diurese presente em fralda e ganho de peso de 9 (nove) gramas/dia desde a alta hospitalar. Inicia sucção eficaz com pega adequada da região areolar-mamilar (boa coordenação da sucção e da deglutição), mas não consegue sustentá-la por mais de um minuto e, por vezes, recusa a sucção.

– Mãe com ingurgitamento mamário e pequena quantidade de leite viscoso na expressão mamária.


Diante dessas premissas, qual alternativa apresenta o diagnóstico de enfermagem (NANDA, 2012-2014) e as intervenções de enfermagem pertinentes para o binômio mãe e filho?


A

Risco de glicemia instável: realizar glicemia capilar e suspender o aleitamento materno temporariamente, orientar a mãe quanto à extração do leite em bomba elétrica com potência máxima para aliviar o ingurgitamento. Agendar retorno precoce para reavaliação.


B

Risco de desequilíbrio eletrolítico: suspender o aleitamento materno temporariamente e iniciar com fórmula láctea através da mamadeira até o restabelecimento do ganho de peso do neonato, a fim de garantir níveis adequados dos eletrólitos.


C

Leite materno suficiente: orientar a mãe quanto a compressas quentes em mamas no intervalo das mamadas para diminuir a vascularização e a produção do leite, que está em excesso, por esse motivo ocorreu o ingurgitamento mamário.


D

Amamentação ineficaz: orientar a mãe quanto à massagem em mamas e ordenha manual para fluidificação do leite materno e alívio do ingurgitamento, além da importância de amamentar o recém-nascido com frequência e em livre demanda. Agendar retorno precoce para reavaliação.


E

Deglutição prejudicada: o enfermeiro deve inferir, logo de início, que ocorreu o ingurgitamento mamário materno devido a alterações funcionais e/ou anatômicas esofágicas do recém-nascido. Orientar a mãe quanto ao enfaixamento imediato das mamas e encaminhar o recém-nascido para a avaliação do pediatra.